Cartão Vermelho: PC prende três no RN e no Rio e bloqueia R$ 2 milhões
Polícia Civil do RN cumpriu prisões em Natal e no Rio contra grupo interestadual, apreendeu cocaína e obteve bloqueio de até R$ 2 milhões para descapitalizar o esquema.
Por Tribuna RN
Publicado em 25 de setembro de 2026 às 14:18 • 4 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Tribuna do Norte)

NATAL/RN — A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou nesta semana a Operação Cartão Vermelho e prendeu três investigados em Natal e no Rio de Janeiro. A ação apura um grupo com ramificação interestadual suspeito de movimentar e ocultar recursos para sustentar atividades criminosas. Segundo a corporação, a Justiça autorizou o bloqueio e a indisponibilidade de até R$ 2 milhões em bens e valores dos apurados, além da expedição de quatro mandados de prisão preventiva.
De acordo com a Polícia Civil potiguar, três mandados já haviam sido cumpridos até esta sexta-feira (25). O quarto alvo seguia com ordem de prisão pendente de cumprimento até a publicação desta matéria. As diligências contaram com apoio operacional da Polícia Civil fluminense no Rio de Janeiro.
Prisões em Natal e no Rio
- Homem de 36 anos detido em Natal — preso na capital potiguar na quinta-feira (24), ele foi encontrado com porção de cocaína durante o cumprimento da ordem judicial e, segundo a Polícia Civil, também foi autuado em flagrante por suspeita de tráfico de drogas.
- Homem de 35 anos preso na capital — segundo alvo localizado em Natal, teve a preventiva cumprida nesta sexta-feira (25), conforme o balanço divulgado pela corporação.
- Investigado de 39 anos preso no Rio — capturado no estado fluminense com apoio da polícia local, ele é apontado como uma das peças da estrutura investigada fora do RN.
- Quarto mandado em aberto — um dos alvos ainda não havia sido localizado, e as equipes seguiam em diligências para cumprir a ordem restante.
Segundo a Polícia Civil, as prisões preventivas foram decretadas pela Justiça a partir de elementos reunidos ao longo da investigação, que aponta atuação além das fronteiras potiguares, com deslocamentos entre o Nordeste e o Sudeste.
Bloqueio de R$ 2 milhões e rastro do dinheiro
- Teto de R$ 500 mil por apurado — a medida patrimonial autorizada pela Justiça soma o limite de R$ 2 milhões entre os quatro investigados, com bloqueio de contas e indisponibilidade de bens.
- Objetivo de descapitalizar o grupo — de acordo com os investigadores, o estrangulamento financeiro busca impedir novos repasses e a manutenção da estrutura suspeita.
- Contas de terceiros no radar — a apuração indica suposto uso de contas bancárias em nome de outras pessoas para disfarçar a origem e o destino dos valores.
- Apoio financeiro ao crime — os recursos, segundo a Polícia Civil, teriam servido para bancar logística e compromissos do grupo, hipótese que segue sob checagem pericial e bancária.
A corporação informou que a análise de movimentações, vínculos e patrimônio continua para individualizar a participação de cada investigado e identificar outros possíveis envolvidos na Grande Natal, no interior do estado e fora do RN.
Por que se chama Cartão Vermelho
O nome da ofensiva faz alusão direta a um episódio ocorrido em 20 de maio deste ano, no Rio de Janeiro. Na ocasião, um dos investigados foi localizado e preso dentro do Estádio do Maracanã, em ação conduzida a partir de levantamentos da Polícia Civil potiguar com suporte da polícia fluminense.
Segundo a Polícia Civil do RN, aquela captura no Maracanã abriu uma nova frente de apuração, com coleta de dados que sustentou o pedido da fase atual da operação.
Ainda de acordo com a corporação, o cruzamento de informações após a prisão no estádio permitiu avançar sobre fluxos financeiros, contatos e deslocamentos, o que embasou os quatro pedidos de preventiva e as medidas patrimoniais cumpridas agora entre Natal e o Rio.
O que acontece agora
O caso segue sob apuração da Polícia Civil do Rio Grande do Norte. Os detidos permanecem à disposição da Justiça, e o inquérito vai aprofundar a análise de extratos, aparelhos e documentos para definir os próximos passos, incluindo eventual denúncia pelo Ministério Público. Até a publicação desta matéria, um mandado seguia pendente e novas diligências não estavam descartadas.
A orientação para moradores da Grande Natal e do interior é repassar informações de forma anônima pelo Disque Denúncia 181, sem se expor. A Tribuna RN acompanha o desdobramento e vai atualizar o caso à medida que a corporação e a Justiça divulgarem novos detalhes oficiais.
Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.
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