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Ação conjunta do RN e Alagoas prende suspeita e mira dois foragidos por lavagem

Operação conjunta das Polícias Civis do RN e Alagoas prendeu uma investigada em Arapiraca e cumpre buscas por dois foragidos suspeitos de lavagem e ocultação de bens.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 08 de outubro de 2026 às 15:16 • 4 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Tribuna do Norte)

Viaturas das Polícias Civis durante operação conjunta de combate à lavagem de dinheiro
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Tribuna do Norte

NATAL/RN — Uma ofensiva integrada entre os investigadores potiguares e alagoanos terminou com uma mulher detida sob acusação de branqueamento de capitais e dissimulação de bens, na quarta-feira (7), em território agrestino de Alagoas. A captura faz parte da chamada Operação Primavera, voltada a um suposto arranjo familiar de blindagem de valores. Conforme a corporação do RN, a Justiça mandou prender preventivamente outros dois apurados do mesmo círculo, hoje tidos como evadidos.

A ofensiva é mais um desdobramento de uma apuração patrimonial que corre no RN e tenta esclarecer como imóveis, veículos e recursos financeiros teriam sido usados para disfarçar valores de suposta origem ilícita. De acordo com os investigadores, o trabalho envolve análise de documentos, quebra de sigilos autorizada judicialmente e bloqueio de bens.

Prisão em Arapiraca e trabalho integrado entre os estados

A mulher detida foi achada em solo agrestino após troca de dados entre os grupos dos dois estados, conforme a corporação potiguar. Ela já vinha sendo monitorada por suposta ligação com dissimulação de posses.

  • Onde ocorreu a prisão: em Arapiraca, no estado de Alagoas, na quarta-feira (7).
  • Quem participou: policiais civis do Rio Grande do Norte e de Alagoas, em ação conjunta.
  • Situação da detida: permanece à disposição da Justiça, sob suspeita de lavagem de dinheiro.
  • Outros alvos: dois homens e mulheres do mesmo grupo familiar, apontados como foragidos, com mandados de prisão preventiva em aberto.

Para a polícia potiguar, a cooperação interestadual foi decisiva porque parte dos endereços e bens atribuídos ao grupo estaria fora do Rio Grande do Norte. O deslocamento das equipes permitiu cumprir o mandado com segurança e sem registro de confronto, conforme o relato oficial.

O que a investigação apura sobre bens e dinheiro

Segundo a Polícia Civil do RN, o inquérito da Operação Primavera tenta mapear um suposto esquema de blindagem patrimonial. Os investigadores apuram se imóveis, carros e movimentações bancárias teriam sido colocados em nome de terceiros para esconder os verdadeiros beneficiários dos valores.

De acordo com a corporação, a Justiça já havia autorizado ao longo da apuração:

  • Buscas e apreensões em endereços ligados aos investigados;
  • Quebra de sigilos bancário e fiscal, para rastrear a origem dos recursos;
  • Bloqueio de valores em contas e aplicações financeiras;
  • Indisponibilidade de imóveis atribuídos ao grupo, com proibição de venda ou transferência;
  • Sequestro de veículos supostamente usados para preservar o patrimônio sob apuração.

A tese central dos investigadores é que essas travas seriam necessárias para evitar o esvaziamento do patrimônio antes do fim do processo. O caso também envolve suspeita de tráfico de drogas como possível origem de parte dos recursos, além da apuração de um suposto envolvimento de um dos foragidos com homicídios, fatos que ainda dependem de confirmação no curso do inquérito.

Segundo a Polícia Civil do RN, as medidas patrimoniais tiveram como objetivo impedir novas transferências de bens durante as investigações.

Suspeita de venda de imóvel bloqueado motivou novas prisões

Encerrada uma fase do caderno apuratório, os agentes reuniram elementos de que a detida teria tratado da venda de uma propriedade mesmo sob ordem que congelava qualquer trato sobre o bem, na versão dos investigadores. O terreno estaria escriturado em nome da apurada e constaria da relação de posses congeladas.

Para os investigadores, essa suposta negociação indicaria o descumprimento da ordem judicial e poderia configurar um novo ato de lavagem, por tentar dar aparência de legalidade a uma transferência vedada. Diante desse quadro, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva de três pessoas do grupo, sob o argumento de que as restrições anteriores não teriam sido suficientes para interromper as práticas sob apuração.

Os dois foragidos foram identificados pela polícia como José Erivaldo da Paz e Bruna Souza Menezes, ambos naturais de Arapiraca. Eles são tratados como investigados, e não como condenados, pois o processo ainda está em fase de apuração e buscas.

Buscas continuam e polícia pede ajuda pelo 181

As equipes seguem em diligências para localizar os dois procurados. A Polícia Civil orienta que moradores do RN e de Alagoas que tenham informações sobre o paradeiro dos investigados entrem em contato pelo Disque Denúncia 181. A ligação é gratuita e a identidade de quem colabora é mantida sob sigilo, informa a corporação.

A orientação vale também para quem notar movimentações estranhas envolvendo imóveis e veículos ligados ao grupo, como vendas rápidas, trocas de titularidade ou deslocamentos incomuns. Qualquer dado repassado passa por checagem antes de gerar nova diligência, para evitar exposições injustas.

O que acontece agora

O caso segue sob apuração da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, com apoio da Polícia Civil de Alagoas. Até a publicação desta matéria, uma investigada permanecia presa à disposição da Justiça e dois investigados eram considerados foragidos, com mandados de prisão preventiva em aberto. Os próximos passos incluem a análise do material apreendido, a oitiva de testemunhas e o rastreio complementar de contas e registros de imóveis. Novos detalhes devem ser divulgados pelos órgãos oficiais à medida que as diligências avancem, sem prejuízo do direito de defesa de todos os citados.

Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.

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Fonte da Informação Veículo de origem: Tribuna do Norte (via RSS)
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