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Vereador de Poço Branco é alvo de operação sobre exames no Walfredo Gurgel

Parlamentar foi alvo de diligência em casa em Ceará-Mirim dentro da apuração sobre suposta venda de acesso a exames de imagem no maior hospital público do RN.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 07 de outubro de 2026 às 19:16 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Tribuna do Norte)

Fachada do Hospital Walfredo Gurgel em Natal, alvo da Operação Sine Mora
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Tribuna do Norte

POÇO BRANCO/RN — O vereador Percivaldo Júnior, com base eleitoral em Poço Branco, no Agreste potiguar, teve um endereço ligado a ele vistoriado por policiais civis durante a manhã de 7 de outubro, uma quarta-feira, no contexto da ofensiva batizada de Sine Mora. A mobilização, conduzida pelo setor investigativo estadual tendo suporte da pasta estadual da saúde, mira possível cobrança paralela para liberar tomografias e outros procedimentos de imagem na principal unidade pública da capital potiguar. A ordem judicial envolvendo o parlamentar foi executada em domicílio situado em Ceará-Mirim, na região metropolitana de Natal, onde ele mantém residência.

Segundo o setor investigativo potiguar, o parlamentar filiado ao União Brasil não sofreu prisão. Houve apenas varredura em imóvel residencial, providência estendida a outros apurados na mesma ofensiva. Por meio de advogados, o vereador declarou inexistir elo com os episódios sob exame e jamais haver adotado prática contrária à lei envolvendo atendimento hospitalar.

Apuração sobre fila de exames na maior unidade pública

Conforme relato da pasta da saúde e do setor investigativo, o procedimento teve origem em informe interno da própria administração sanitária, que percebeu descompasso entre cadastros de ingresso de doentes e a quantidade de testes de imagem lançados no sistema. A suspeita recai sobre liberações realizadas à margem do trâmite oficial de regulação, com eventual pagamento por fora para passar à frente no Sistema Único de Saúde.

Na mobilização desta quarta, ainda conforme a corporação, as frentes de trabalho buscaram estancar a continuidade das práticas:

  • Quinze ordens judiciais de busca domiciliar em pontos da capital, região metropolitana e interior;
  • Cinco funcionários concursados afastados preventivamente das atividades no Walfredo Gurgel, por decisão judicial;
  • Veto de ingresso dos apurados nas instalações da unidade hospitalar;
  • Vedação de contato entre apurados e pessoas ouvidas como testemunhas;
  • Apresentação regular em juízo e limitação para ausentar-se da comarca sem aval prévio.

Celulares, papéis e registros clínicos foram recolhidos para exame técnico. O acervo deve esclarecer quem liberava os procedimentos, quem recebia quantias e de que forma ocorria a atração de pacientes.

Outro nome da área metropolitana também passou por buscas

Além do representante de Poço Branco, agentes vistoriaram imóvel relacionado à vereadora Carol Pires, de Parnamirim, na área metropolitana. Ela figura como apurada no mesmo procedimento e, até o fechamento desta edição, nenhuma ordem de prisão havia sido anunciada contra parlamentares.

A ofensiva cujo nome remete à expressão latina que indica agir sem demora reuniu equipes de delegacia especializada e gestores da unidade. A pasta sanitária declarou cooperar de modo integral com as diligências e informou ter reforçado rotinas internas para reorganizar o setor de diagnóstico por imagem e ampliar o controle sobre marcações.

"O vereador não admite qualquer envolvimento com o caso investigado e sustenta jamais haver praticado ato ilícito", afirmaram os defensores de Percivaldo Júnior em comunicado distribuído após as vistorias.

Os advogados acrescentaram que vão requerer vista completa do processo para assimilar os motivos da providência e que o parlamentar segue disponível para prestar informações pelos meios oficiais.

O que acontece agora

O procedimento permanece em curso sob condução do setor investigativo e supervisão judicial. Os apurados respondem em liberdade, submetidos a restrições cautelares, enquanto perícias em aparelhos e depoimentos de funcionários e usuários completam o caderno apuratório. Havendo lastro probatório, o Ministério Público poderá levar acusação formal ao Judiciário. Até o momento, a recomendação da corporação é que usuários que tenham desembolsado valores por teste em hospital público procurem a unidade investigativa ou liguem para o Disque Denúncia 181, com garantia de sigilo.

Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.

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Fonte da Informação Veículo de origem: Tribuna do Norte (via RSS)
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