Pardal soma 1,1 mil denúncias no RN e Natal e Mossoró puxam registros
Aplicativo do Ministério Público Eleitoral recebeu mais de 1,1 mil alertas em 98 municípios potiguares após o primeiro turno; Natal e Mossoró concentram mais da metade dos registros.
Por Tribuna RN
Publicado em 06 de outubro de 2026 às 14:16 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Tribuna do Norte)

NATAL/RN — O aplicativo Pardal, canal oficial para relatar infrações eleitorais, superou a marca de 1,1 mil denúncias no Rio Grande do Norte após a conclusão do primeiro turno das Eleições 2026. Segundo os dados apurados, os alertas chegaram de 98 municípios potiguares, com Natal e Mossoró respondendo, juntas, por mais da metade das comunicações encaminhadas aos órgãos de fiscalização.
O volume coloca o estado entre as unidades da federação com participação expressiva do eleitorado no monitoramento da campanha. De acordo com a Justiça Eleitoral, cada registro passa por triagem antes de virar procedimento de apuração, o que ajuda a separar indícios consistentes de relatos incompletos ou fora da competência eleitoral.
Denúncias espalhadas por 98 municípios
A distribuição geográfica dos registros mostra que a fiscalização popular não ficou restrita aos grandes centros, embora a capital e o Oeste concentrem o maior número absoluto:
- Mais de 1,1 mil alertas: total de denúncias formalizadas pelo aplicativo no território potiguar até o fechamento do primeiro turno.
- 98 cidades alcançadas: eleitores de quase uma centena de municípios enviaram relatos, do Litoral Sul ao Alto Oeste, passando pelo Seridó e pelo Vale do Açu.
- Natal e Mossoró na liderança: as duas maiores cidades do estado somam, juntas, mais da metade das ocorrências comunicadas.
- Foco no primeiro turno: o pico de registros acompanhou a reta final da campanha e o domingo de votação, período de maior circulação de material e de movimentação nos locais de votação.
- Triagem técnica: nem todo alerta se converte em investigação formal; os casos passam por análise de competência, autoria e elementos mínimos de prova.
Nos municípios do interior, onde a disputa costuma ser acirrada rua a rua, o celular virou uma ferramenta central de fiscalização. Fotos, vídeos e áudios anexados pelo próprio denunciante dão sustentação aos relatos e aceleram a checagem pelos promotores eleitorais de cada zona.
O que pode ser denunciado e como o Pardal funciona
Mantido pelo Ministério Público Eleitoral em parceria com a Justiça Eleitoral, o Pardal recebe relatos de práticas vedadas pela legislação, com garantia de sigilo para quem denuncia. O aplicativo é gratuito e permite acompanhar o andamento da análise.
Entre as situações que podem ser comunicadas estão:
- Compra de votos e coação: oferta de dinheiro, bens ou favores em troca de apoio, além de ameaças a eleitores ou servidores.
- Boca de urna e propaganda irregular: abordagem de eleitores no dia da votação, distribuição de santinhos e uso de alto-falantes fora das regras.
- Uso da máquina pública: utilização de veículos, servidores, repartições ou programas sociais em favor de candidaturas.
- Desinformação e abuso digital: disparo em massa de mensagens, perfis falsos e conteúdos que tentam confundir o eleitor sobre locais, horários ou candidaturas.
Para registrar, basta baixar o aplicativo, informar o município do fato, descrever o ocorrido com data e local e anexar evidências, como imagens e vídeos. Quanto mais preciso o relato, maiores as chances de a denúncia avançar. Denúncias sem elementos verificáveis costumam ser arquivadas ainda na triagem.
O que acontece agora
Com o segundo turno pela frente, a tendência é que os órgãos de controle reforcem a estrutura de análise no Rio Grande do Norte, priorizando os casos com indícios mais sólidos e risco de reiteração. Promotorias eleitorais de Natal, Mossoró e das principais zonas do interior devem concentrar os procedimentos que envolvem as denúncias mais graves.
Até a publicação desta matéria, os dados divulgados refletiam o acumulado do primeiro turno, e novos balanços devem ser apresentados à medida que a triagem avança. A orientação da Justiça Eleitoral para o eleitor potiguar é direta: viu alguma irregularidade, registre no Pardal com o máximo de detalhes e deixe a apuração com as autoridades. A fiscalização de cada voto ajuda a dar legitimidade ao resultado das urnas no estado.
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