Mortandade de peixes intriga pescadores e mobiliza fiscalização no Rio Potengi
Idema confirmou peixes mortos às margens do rio em Natal após vídeos de pescadores e acionou o Igarn para análise da água; causa ainda é desconhecida.
Por Tribuna RN
Publicado em 01 de outubro de 2026 às 18:20 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (G1 RN)

NATAL/RN — Pescadores que trabalham no Rio Potengi, na altura de Natal, se depararam com uma cena incomum entre a noite de quarta-feira (30) e a madrugada desta quinta-feira (1º): dezenas de peixes boiando e outros se debatendo na superfície. Os vídeos feitos pela categoria chegaram na manhã de hoje ao Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), que foi ao local, confirmou a mortandade e abriu apuração para descobrir o que provocou o episódio.
De acordo com o Idema, a Unidade de Fiscalização Ambiental enviou equipe aos trechos indicados na denúncia e encontrou exemplares mortos nas margens. Até a publicação desta matéria, não havia estimativa oficial de quantidade nem definição da causa, que só poderá ser apontada após exame laboratorial da água.
O que os pescadores registraram no Potengi
Os relatos vieram de quem vive do rio e conhece o comportamento da maré na ponte, na Redinha e nos cais do centro. Nas imagens encaminhadas ao órgão ambiental, é possível ver animais imóveis na lâmina d'água e outros saltando, conduta que costuma indicar queda de oxigênio ou mudança brusca na qualidade do recurso.
- Quando: entre a noite de quarta (30) e a madrugada de quinta (1º);
- Onde: trechos do Rio Potengi em Natal, conforme pontos apontados na denúncia;
- Quem flagrou: pescadores artesanais que atuam na região;
- O que foi enviado ao Idema: vídeos com peixes boiando e peixes pulando;
- O que a fiscalização encontrou: mortandade confirmada nas margens, sem causa identificada em campo.
O Potengi cruza a Região Metropolitana e sustenta pesca, travessia e lazer em Natal e São Gonçalo do Amarante. Qualquer alteração atinge direto a renda de famílias ribeirinhas e o movimento em mercados e peixadas da Grande Natal.
Idema e Igarn entram em campo para análise da água
Após a vistoria inicial, o Idema acionou o Instituto de Gestão das Águas do RN (Igarn), responsável pela avaliação técnica dos corpos hídricos potiguares. A expectativa é de coleta de amostras para medir parâmetros como oxigênio dissolvido, temperatura, salinidade, turbidez e possível presença de poluentes.
- Fiscalização em campo: equipe da Unidade de Fiscalização Ambiental permanece nos locais nesta quinta;
- Análise laboratorial: Igarn vai examinar amostras para buscar a origem do fenômeno;
- Hipóteses em aberto: somente o laudo poderá indicar se houve causa natural, lançamento irregular ou combinação de fatores;
- Volume: ainda não há número oficial de animais atingidos.
Segundo o Idema, a confirmação da causa depende desse resultado. Em episódios semelhantes registrados em estuários nordestinos, a mortandade costuma estar ligada a calor excessivo, esgoto sem tratamento, floração de algas ou descarte químico — mas, neste caso do Potengi, nada foi atestado até agora e qualquer conclusão precipitada deve ser evitada.
O que acontece agora
A fiscalização segue no rio para acompanhar a evolução do quadro e orientar pescadores a não consumir nem comercializar animais encontrados mortos sem avaliação sanitária. Moradores e trabalhadores da área podem colaborar enviando fotos, vídeos com data e localização e relatos sobre cheiro, cor da água ou despejo anormal aos canais oficiais do Idema e do Igarn.
O episódio reforça a pressão sobre o saneamento da bacia do Potengi, tema recorrente na Grande Natal. Novos detalhes, incluindo o resultado da análise e eventuais medidas contra responsáveis em caso de poluição, devem ser divulgados pelos órgãos estaduais nos próximos dias. A recomendação é acompanhar os comunicados oficiais e redobrar o cuidado com banho e pesca nos trechos sob vistoria até liberação técnica.
Conclusão
A aparição de peixes sem vida no principal rio da capital acendeu o alerta ambiental e econômico às vésperas de mais um fim de semana de pesca e lazer. Com a causa ainda indefinida, o trabalho conjunto de Idema e Igarn será decisivo para dizer se foi um evento natural pontual ou reflexo de degradação que exige resposta rápida. A Tribuna RN segue acompanhando e vai atualizar o leitor assim que o laudo da água for concluído.
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