Laudo confirma bactérias em comida após surto atingir 500 presos em Mossoró
Perícia apontou Salmonella e E. coli nas refeições servidas em presídios de Mossoró após 500 internos passarem mal em junho com diarreia, vômitos e febre.
Por Tribuna RN
Publicado em 01 de outubro de 2026 às 18:56 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (TCM Notícia)

MOSSORÓ/RN — A análise técnica das marmitas distribuídas no sistema prisional da região Oeste apontou a presença das bactérias Salmonella e Escherichia coli. O resultado, divulgado nesta semana, ajuda a explicar o adoecimento quase simultâneo de aproximadamente 500 custodiados no dia 19 de junho de 2026, no Complexo Penal Estadual Agrícola Mário Negócio e na Cadeia Pública de Mossoró, segundo a TCM Notícia.
Na ocasião, centenas de internos desenvolveram o mesmo conjunto de sintomas em poucas horas: episódios de diarreia, vômitos e temperatura elevada. A dimensão do surto exigiu uma resposta emergencial dentro das duas unidades, com reorganização de rotinas, reforço das equipes de saúde e acompanhamento contínuo dos pacientes até a estabilização dos quadros.
O que a perícia identificou nas refeições
De acordo com o portal de origem, o exame laboratorial detectou contaminação de origem bacteriana nos alimentos oferecidos aos presos. Os dois microrganismos encontrados costumam estar associados a falhas na cadeia de preparo, conservação ou transporte de refeições:
- Salmonella identificada nas amostras: bactéria frequentemente ligada a alimentos mal conservados e a manipulação sem higiene adequada, capaz de provocar infecção intestinal grave.
- Escherichia coli também detectada: microrganismo que indica contato com material contaminado e pode causar diarreia intensa, dor abdominal e febre.
- Amostras vinculadas ao surto de junho: o material analisado se refere às refeições servidas no período em que centenas de internos adoeceram ao mesmo tempo.
- Escala do episódio no Oeste: cerca de 500 pessoas atingidas em duas unidades diferentes, o que reforçou a suspeita de uma fonte comum de contaminação.
Até a publicação desta matéria, não havia detalhamento público sobre qual etapa da produção teria falhado — se no cozimento, no armazenamento, no transporte ou na distribuição dentro dos presídios. Essa definição depende do avanço da apuração administrativa e sanitária.
Como foi o atendimento emergencial em Mossoró
Com a quantidade de pacientes crescendo depressa, as direções das unidades precisaram improvisar espaços de cuidado. Corredores e áreas de passagem foram reorganizados para receber macas e cadeiras, funcionando como enfermarias provisórias durante os dias mais críticos.
Segundo o relato apurado pelo portal mossoroense, os internos receberam hidratação com soro fisiológico e permaneceram sob observação. A estratégia buscou evitar transferências em massa para hospitais da cidade, o que poderia sobrecarregar a rede pública de saúde do Oeste potiguar em plena emergência.
A situação mobilizou profissionais de saúde, agentes penitenciários e equipes de apoio, além de exigir reforço na limpeza, no controle da alimentação e no monitoramento de novos sintomas. O fato de os casos terem começado praticamente juntos, nas duas unidades, foi tratado desde o início como indício forte de intoxicação alimentar coletiva, hipótese agora sustentada pelo laudo.
O que acontece agora
O caso segue sob apuração das autoridades competentes. Cabe agora definir responsabilidades sobre o preparo e o fornecimento das refeições, além de eventuais medidas para impedir que o problema se repita — como revisão de contratos, fiscalização mais frequente da cozinha industrial, coleta periódica de amostras e protocolos rígidos de higiene e temperatura.
Para o leitor do Oeste potiguar, o episódio acende um alerta sobre segurança alimentar em serviços terceirizados de grande escala, sejam em presídios, escolas ou hospitais. A orientação das autoridades sanitárias em casos semelhantes é sempre a mesma: diante de sintomas como diarreia persistente, vômitos repetidos e febre, a pessoa deve buscar atendimento médico e manter hidratação, sem automedicação.
A Tribuna RN segue acompanhando os desdobramentos e vai atualizar este caso quando novos detalhes oficiais forem divulgados sobre as providências adotadas em Mossoró.
Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.
Tópicos Relacionados:
Contexto Tribuna RN
Acompanhamento da nossa redação em Mossoró • Mossoró & Região Oeste: esta cobertura integra o giro permanente do portal pelo Rio Grande do Norte, com atualização contínua dos fatos que impactam a região. Ver mais notícias da região →
Compartilhe esta notícia
Espalhe informação de qualidade pelo Rio Grande do Norte
Compromisso Editorial • Tribuna RN:
O Tribuna RN preza pela apuração precisa, imparcialidade e respeito aos cidadãos potiguares. Nossas reportagens seguem rigorosos critérios éticos e jornalísticos. Sugestões e esclarecimentos podem ser encaminhados diretamente aos canais de contato da nossa redação.
Leia também

policia
Batida na traseira de carreta deixa motociclista em estado grave na BR-304

policia
FICCO Mossoró ajuda a tirar 520 kg de maconha de circulação na Paraíba

policia
Monitorado por tornozeleira é achado morto às margens da BR-304 em Mossoró

cotidiano
