Três em cada quatro brasileiros querem proibir bets, aponta AtlasIntel Bloomberg
Levantamento AtlasIntel/Bloomberg ouviu 5.015 pessoas e mostra que 75% defendem vetar apostas on-line; 88,5% veem prejuízo à sociedade e maioria quer mais imposto e limite a anúncios.
Por Tribuna RN
Publicado em 25 de setembro de 2026 às 01:35 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Blog do BG)

NATAL/RN — A maioria ampla da população defende uma restrição máxima às plataformas de apostas pela internet. Segundo levantamento AtlasIntel/Bloomberg divulgado nesta quinta-feira, dia 24, três em cada quatro entrevistados afirmam apoiar a proibição das bets no país. O estudo ouviu 5.015 pessoas em todas as regiões entre 17 e 22 de setembro, com margem de erro de um ponto percentual e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04739/2026, de acordo com o Blog do BG, veículo que serviu de pauta para esta edição.
O resultado indica endurecimento da opinião pública em poucos meses. Em abril, o apoio ao veto era de 73% e agora chegou a 75%, enquanto a parcela contrária recuou de 21% para 17%. Outros 8% se declararam neutros. Para o leitor potiguar, o tema toca diretamente no orçamento doméstico, no endividamento de famílias em Natal, Mossoró, Caicó e no interior, além do debate sobre publicidade, tributação e proteção de adolescentes.
Números centrais do levantamento
A pesquisa detalha percepções sobre danos sociais, responsabilidade pela expansão e medidas regulatórias. Os percentuais foram reorganizados abaixo a partir dos dados divulgados pelo instituto, com atribuição integral à AtlasIntel/Bloomberg.
- Apoio ao veto: 75% defendem proibir as apostas on-line; 17% discordam e 8% nem concordam nem discordam.
- Avaliação de dano: 88,5% classificam as apostas como prejudiciais à sociedade.
- Tributação e propaganda: 84% querem impostos maiores para as empresas do setor e 79% pedem limites à publicidade.
- Acesso por menores: 66% avaliam que adolescentes conseguem entrar com facilidade nessas plataformas.
- Visão como investimento: apenas 4% enxergam as bets como forma válida de aplicar dinheiro.
- Responsabilidade apontada: 36% citam o governo Lula (PT), 25% citam o governo Bolsonaro e 17% citam o Congresso Nacional como principais responsáveis pela disseminação.
De acordo com o Blog do BG, a sondagem também capta a divisão sobre a quem atribuir a expansão recente do mercado, sem entrar no mérito de atos administrativos específicos. A leitura dos percentuais exige cautela: trata-se de percepção do eleitorado, não de auditoria de políticas públicas.
Impacto no RN e debate sobre regulação
No Rio Grande do Norte, o assunto aparece em gabinetes, escolas, igrejas, pequenos comércios e unidades de saúde, onde profissionais relatam casos de endividamento ligados ao jogo. Na Grande Natal e nas regiões Oeste, Seridó, Vale do Açu, Mato Grande e Litoral Sul, famílias convivem com ofertas constantes em redes sociais, transmissões esportivas e mensagens patrocinadas, o que amplia a preocupação com jovens e trabalhadores informais.
Economistas ouvidos com frequência pela imprensa nacional ponderam que a regulação envolve três frentes simultâneas: arrecadação e fiscalização, restrição de propaganda — especialmente em horários e ambientes com presença de menores — e educação financeira. No Congresso, parlamentares potiguares têm participado da discussão sobre taxação, transparência de algoritmos, verificação de idade e destinação de receitas, pontos que dialogam diretamente com os 84% que pedem mais impostos e os 79% que cobram freio nos anúncios.
A metodologia informada — mais de cinco mil entrevistas em seis dias, com margem estreita — dá robustez estatística ao retrato nacional, mas não substitui recortes estaduais. Até a publicação desta matéria, não havia detalhamento público de subamostra exclusiva para o RN dentro desse levantamento específico.
Conclusão
O retrato captado pela AtlasIntel/Bloomberg mostra um país majoritariamente favorável a medidas duras contra as apostas on-line, com cobrança por tributação maior, propaganda controlada e barreira efetiva a menores. O debate deve avançar nos próximos meses entre Executivo, Congresso, órgãos de defesa do consumidor e entidades de saúde, com reflexo direto no bolso e na rotina das famílias potiguares. Novos levantamentos e decisões oficiais devem atualizar o cenário, e a Tribuna RN segue acompanhando os desdobramentos com base em dados confirmados.
Tópicos Relacionados:
Contexto Tribuna RN
Acompanhamento da nossa redação em Natal • Natal & Grande Natal: esta cobertura integra o giro permanente do portal pelo Rio Grande do Norte, com atualização contínua dos fatos que impactam a região. Ver mais notícias da região →
Compartilhe esta notícia
Espalhe informação de qualidade pelo Rio Grande do Norte
Compromisso Editorial • Tribuna RN:
O Tribuna RN preza pela apuração precisa, imparcialidade e respeito aos cidadãos potiguares. Nossas reportagens seguem rigorosos critérios éticos e jornalísticos. Sugestões e esclarecimentos podem ser encaminhados diretamente aos canais de contato da nossa redação.
Leia também

economia
Varejo potiguar supera média nacional e acumula alta de 3% até agosto

economia
Festa do Boi 2026 bate recorde e deve girar R$ 100 milhões em Parnamirim

cotidiano
Natal marca volta às aulas de 2027 para 17 de fevereiro na rede municipal

cotidiano
