Affare aponta empate triplo na disputa pelo Governo do RN
Levantamento Affare em parceria com o Blog do BG mostra Cadu com 32,9%, Allyson com 30,4% e Álvaro com 28,8% no cenário estimulado no RN.
Por Tribuna RN
Publicado em 01 de outubro de 2026 às 15:41 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Blog do BG)

NATAL/RN — A corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte aparece totalmente indefinida na reta final da campanha. Pesquisa do Instituto Affare, divulgada em parceria com o Blog do BG nesta quinta-feira (1º), indica empate técnico triplo no cenário estimulado: Cadu de Lula (PT) surge numericamente à frente com 32,9% das intenções de voto, seguido de perto por Allyson Bezerra (União Brasil) com 30,4% e Álvaro Dias (PL) com 28,8%, segundo os dados publicados pelo portal de origem.
O resultado coloca os três principais concorrentes dentro da mesma faixa estatística, considerando a margem de erro de 4,9 pontos percentuais. Na prática, nenhum deles pode ser apontado isoladamente na liderança, o que projeta uma disputa voto a voto em Natal, na Grande Natal e nas regiões do interior, do Oeste ao Seridó, até o dia da votação.
Números do cenário estimulado
De acordo com o levantamento, a distribuição das intenções de voto no principal cenário testado ficou assim:
- Cadu de Lula (PT): 32,9% das intenções de voto no cenário estimulado;
- Allyson Bezerra (União Brasil): 30,4%, colado no primeiro colocado;
- Álvaro Dias (PL): 28,8%, também dentro da margem de erro;
- Professor Robério Paulino (PSOL): 1,6%;
- Rodrigo de Bolsonaro (AGIR): 1,2%;
- Dário Barbosa (PSTU): 0,4%, Arinalda do MLB (UP) com 0,3%, Godeiro Linhares (DC) e Henrique Lyra (PCO) com 0,1% cada;
- Brancos e nulos: 1,9%, enquanto 2,5% não souberam ou preferiram não responder.
Os percentuais mostram um eleitorado bastante concentrado nos três primeiros nomes, com os demais pré-candidatos em patamar residual. Para o leitor potiguar, o recado é direto: cada ponto percentual conquistado em redutos como Mossoró, Caicó, Assú, Pau dos Ferros e na Zona Norte de Natal pode decidir a ordem de chegada.
Como a pesquisa foi feita
Segundo o Blog do BG, o estudo seguiu o protocolo padrão das sondagens registradas na Justiça Eleitoral e traz transparência metodológica importante para avaliação do leitor:
- Quem ouviu: 1.000 eleitores de 16 anos ou mais em todo o Rio Grande do Norte;
- Quando: entrevistas realizadas entre 26 e 28 de setembro de 2026;
- Como: contatos por telefone, com questionário estimulado apresentando a lista de candidatos;
- Margem de erro: 4,9 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%;
- Registro oficial: protocolos BR-09852/2026 e RN-03226/2026 na Justiça Eleitoral.
A margem elevada, comum em amostras telefônicas de mil entrevistas com abrangência estadual, explica o empate técnico triplo. Diferenças de até quase dez pontos entre os ponteiros ainda cabem dentro do intervalo estatístico, por isso institutos e analistas recomendam ler o quadro como estabilidade entre três forças, e não como vantagem consolidada de qualquer um.
O que o empate triplo muda na campanha potiguar
O desenho revelado pela Affare tende a acirrar a disputa nas últimas agendas. Com três palanques competitivos, cresce a pressão por alianças municipais, apoio de prefeitos e vereadores e presença forte nos maiores colégios eleitorais: Natal, Mossoró, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e Ceará-Mirim concentram parcela decisiva do eleitorado.
Para o interior, o levantamento reforça o peso de regiões como o Oeste, o Seridó, o Vale do Açu e o Mato Grande, onde a diferença de poucos milhares de votos pode alterar o placar estadual. É nessas cidades que as campanhas costumam intensificar carreatas, comícios e inserções no rádio, veículo ainda muito forte no interior potiguar.
Outro ponto de atenção é o índice de indecisos e de votos brancos e nulos, que somados passam de quatro pontos. Esse contingente, se distribuído de forma desigual na última semana, tem potencial para reorganizar as posições. Até a publicação desta matéria, não havia nova rodada divulgada que permitisse identificar tendência de crescimento ou queda de cada candidatura.
Conclusão
O retrato atual é de indefinição total na disputa pelo Governo do RN, com três candidaturas separadas por pouco mais de quatro pontos e empatadas na margem de erro. O eleitor potiguar deve acompanhar as próximas pesquisas registradas, comparar metodologias e observar a movimentação de apoios regionais. Novos levantamentos, debates e a reta final da propaganda devem ajudar a esclarecer se o equilíbrio se mantém ou se algum nome consegue se descolar na preferência do estado.
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