Exatus aponta Nina na frente por vaga federal no RN e 44% indecisos
Levantamento espontâneo do Instituto Exatus ouviu 1.500 eleitores e mostra vereadora de Natal no topo, seguida por Benes e Cabo Deyvison, com ampla indefinição na disputa.
Por Tribuna RN
Publicado em 25 de setembro de 2026 às 18:16 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Agora RN)

NATAL/RN — A corrida potiguar pelas oito cadeiras da Câmara dos Deputados começa com a vereadora natalense Nina Souza (PL) no primeiro lugar das menções espontâneas, conforme sondagem do Instituto Exatus divulgada nesta sexta-feira (25). O estudo, encomendado pelo Grupo Agora RN, ouviu 1.500 eleitores entre os dias 21 e 23 de setembro em todas as regiões do estado, da Grande Natal ao Oeste, do Seridó ao Litoral.
De acordo com o levantamento, a parlamentar da capital concentrou 5,91% das citações quando o eleitor responde sem receber cartão com nomes. Na sequência surge o deputado federal Benes Leocádio (União), que tenta renovar o mandato e somou 5,30%. Logo atrás vem o vereador mossoroense Cabo Deyvison (PL), com 5,06%, resultado que reforça o peso do Oeste na disputa deste ano.
Quem aparece na frente na sondagem espontânea
Os números mostram um pelotão de frente embolado e forte presença de quadros com mandato em Natal, em Mossoró e no interior. Segundo o Exatus, a ordem dos mais lembrados é a seguinte:
- Nina Souza (PL), com 5,91%: vereadora em Natal, lidera as citações no cenário sem lista prévia de nomes.
- Benes Leocádio (União), com 5,30%: deputado federal em exercício, busca a reeleição e aparece em segundo.
- Cabo Deyvison (PL), com 5,06%: vereador em Mossoró, puxa a representação do Oeste entre os primeiros.
- Robinson Faria (PP), com 4,23%, e João Maia (PP), com 4,16%: ex-governador e ex-deputado federal dividem o quarto e o quinto postos.
- Dr. Bernardo (PV) e Sargento Gonçalves (PL), ambos com 3,93%: empate numérico logo abaixo do pelotão inicial.
- Natália Bonavides (PT), com 3,20%, General Girão (PL), com 2,83%, e Juninho Saia Rodada (PL), com 2,73%: completam o grupo acima dos dois pontos.
- Demais nomes abaixo de 2,7%: Odon Júnior (2,60%), Thabatta Pimenta (2,39%), Mineiro (1,91%), Carla Dickson (1,32%) e Pedro Filho (1,09%), além de outras 36 referências com menos de 1% cada, totalizando 51 citações nominais captadas na espontânea.
Conforme o instituto, por se tratar de pergunta aberta, o eleitor pode lembrar até de figuras que cogitam outros cargos em 2026. Isso ajuda a explicar a cauda longa de nomes com percentuais fracionados.
Metodologia, margem e o peso dos indecisos
O dado mais expressivo para o leitor potiguar não está no topo, e sim na indefinição. Do total de entrevistados, 43,58% afirmaram não saber em quem votar para deputado federal, enquanto 1,08% disseram que anulariam, votariam em branco ou não escolheriam ninguém. Somados, indecisos e rejeição somam 44,66% da amostra — sinal de campanha ainda longe da consolidação na Grande Natal e no interior.
Do ponto de vista técnico, informou o Exatus, a margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral foi feito sob os protocolos RN-00755/2026 e BR-04294/2026. O Rio Grande do Norte vai eleger oito representantes para a Câmara, pelo voto proporcional, modelo em que o desempenho de partidos e federações pesa tanto quanto a votação nominal de cada candidato.
Para quem acompanha a política no estado, o retrato indica três leituras práticas: vantagem inicial de nomes com visibilidade em Natal e Mossoró, equilíbrio entre PL, União, PP e PT nas primeiras posições e um eleitorado majoritariamente aberto, sobretudo fora dos grandes centros, do Vale do Açu ao Mato Grande, do Litoral Sul ao Seridó.
O que acontece agora
O quadro medido nesta semana é um ponto de partida, não um resultado. Com quase metade do eleitorado sem candidato, as próximas rodadas de pesquisa, o início efetivo da campanha nas ruas, nos mercados e nas feiras do interior, além das alianças proporcionais, tendem a embaralhar as posições. Até a publicação desta matéria, os números divulgados refletem apenas as menções espontâneas captadas entre 21 e 23 de setembro. Novos levantamentos registrados na Justiça Eleitoral devem atualizar o cenário nas próximas semanas, e o eleitor potiguar deve acompanhar os registros oficiais antes de tirar conclusões definitivas.
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