Palver aponta empate técnico no 2º turno com Flávio 1 ponto à frente de Lula
Levantamento Palver divulgado nesta quinta (15) mostra Flávio Bolsonaro com 50% e Lula com 49% no 2º turno, com 5 mil entrevistas online e registro no TSE.
Por Tribuna RN
Publicado em 15 de outubro de 2026 às 14:16 • 4 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Apodi Agora)

NATAL/RN — O instituto Palver divulgou nesta quinta-feira (15) sua primeira sondagem após o primeiro turno apontando equilíbrio total na disputa presidencial: o senador Flávio Bolsonaro (PL) surge com 50% das menções e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 49%, em cenário de segundo turno. Como as faixas de incerteza dos dois se cruzam, o quadro configura empate técnico, segundo o próprio levantamento.
A coleta ocorreu entre 10 e 13 de outubro, na chamada Onda 7, com 5 mil participantes ouvidos pela internet a partir de anúncios em redes sociais, com checagem de consistência das respostas. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00198/2026. Para o Rio Grande do Norte, o dado mais relevante está no recorte regional: no Nordeste, Lula lidera com folga, enquanto o senador prevalece no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte.
Números gerais e como a pesquisa foi feita
Os resultados do cenário estimulado foram organizados pelo instituto nos seguintes pontos:
- Placar principal: 50% para Flávio Bolsonaro e 49% para Lula, diferença de apenas um ponto percentual.
- Brancos, nulos e ausências: 1% declarou que anularia, votaria em branco ou faltaria; não houve registro de indecisos neste cenário.
- Faixas que se sobrepõem: o intervalo vai de 49% a 51% para o senador e de 48% a 50% para o presidente, o que impede apontar liderança isolada.
- Modelo de coleta: questionário online individual, com recrutamento diversificado por diferentes peças de anúncio para ampliar perfis da amostra.
- Histórico recente: na véspera do primeiro turno, a empresa havia captado 47% a 43% para Flávio e Lula, ante 47,03% a 45,16% confirmados nas urnas, desempenho citado como referência de proximidade.
O instituto informa que não trabalha com margem única. Cada estimativa carrega um erro próprio, que varia conforme o tamanho da base do cruzamento. Por isso, a leitura correta exige observar os intervalos, e não apenas o número cheio do placar.
Recortes que pesam no RN e no país
Os cruzamentos ajudam a entender onde cada candidatura concentra força, inclusive com reflexo direto no eleitorado nordestino e potiguar:
- Regiões: no Nordeste, Lula marca 66% contra 33% de Flávio; no Sul, o senador faz 65% a 34%; no Centro-Oeste, 60% a 39% para Flávio; no Sudeste, 53% a 46% para o senador; no Norte, 51% a 48% para Flávio, de acordo com o levantamento.
- Sexo e idade: entre homens, Flávio tem 60% a 39%; entre mulheres, Lula tem 58% a 41%. De 16 a 34 anos, 49% a 50% para Lula; de 35 a 59, empate em 50% a 50%; com 60 ou mais, 53% a 46% para o senador.
- Escolaridade e renda: com ensino médio, Flávio tem 52% a 47%; com fundamental, Lula tem 51% a 48%; com superior, 50% a 49% para Flávio. Na renda de até dois salários, Lula tem 51% a 48%; nas faixas superiores, Flávio tem 52% a 48%.
- Bolsa Família: em domicílios beneficiários, Lula registra 64% a 35%; fora do programa, o senador marca 53% a 46%, segundo a pesquisa.
- Religião: entre evangélicos, Flávio alcança 69% a 30%; entre católicos, Lula tem 56% a 43%; entre sem religião, o presidente tem 68% a 31%.
- Disposição e rejeição: 49% dizem votar em Flávio com certeza e 48% rechaçam de vez; com Lula, 48% votariam com certeza e 50% descartam por completo.
Outro eixo mede fidelidade. Para 81% dos ouvidos, nada mudaria a escolha — 81% entre lulistas e 82% entre eleitores do senador. Escândalo grave (5%) e desistência ou impedimento (4%) aparecem como gatilhos residuais. O medo também se divide: 48% temem uma recondução do petista e 47% temem uma vitória do senador.
Conclusão
O retrato é de estabilidade máxima e decisão voto a voto, com indecisos zerados no cenário principal e alta resistência à troca de lado. Nesse contexto, a transferência de eleitores de Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Renan Santos ganha peso, mas exige cautela: as bases desses subgrupos são pequenas, de 54 a 134 casos, com amostras efetivas ainda menores e intervalos largos, conforme ressalva metodológica do próprio instituto.
Novos levantamentos, agendas de campanha no Nordeste e no Sudeste e os próximos debates devem ditar oscilações dentro da faixa de incerteza. Até a publicação desta matéria, valiam os números da Onda 7 da Palver. A recomendação ao leitor é conferir sempre o registro no TSE, o período de coleta e as faixas de cada estimativa antes de comparar pesquisas diferentes.
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