PF apura suposta ameaça a representação dos EUA e não confirma risco
Dois mandados foram cumpridos em São Paulo e Goiás nesta sexta (2), com apreensão de eletrônicos; apuração segue sob sigilo com apoio estrangeiro.
Por Tribuna RN
Publicado em 02 de outubro de 2026 às 20:58 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Agora RN)

NATAL/RN — A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (2) uma apuração sobre uma suposta trama contra instalações diplomáticas dos Estados Unidos no país. Dois investigados foram submetidos a busca e apreensão — um em São Paulo e outro em Águas Lindas, no Entorno do Distrito Federal —, com recolhimento de celulares e computadores que passarão por perícia. Até agora, segundo a própria corporação, nada do que foi recolhido sustenta a ameaça levantada no início do trabalho.
De acordo com a PF, o inquérito corre em segredo de Justiça e conta com a colaboração de serviços de inteligência de outros países. Os mandados partiram de vara federal de primeiro grau no DF. A corporação afirma ainda que, por ora, não há vestígio de vínculo dos apurados com facções ou grupos organizados — ponto que continua sob exame de peritos e delegados.
Para o leitor potiguar, o reflexo mais direto apareceu nos serviços consulares: Washington suspendeu o atendimento presencial na embaixada em Brasília e nos consulados espalhados pelo Brasil ao longo desta sexta, alegando cautela com a segurança, sem detalhar quais guichês pararam. A representação da Austrália adotou medida parecida no mesmo dia, de forma preventiva, ainda que, segundo fontes oficiais ouvidas pela imprensa nacional, não houvesse sinal de perigo contra os australianos.
O que foi cumprido e o que foi recolhido
Segundo a Polícia Federal e os relatos oficiais sobre a operação:
- Dois endereços: diligências em São Paulo (SP) e em Águas Lindas (GO), na região do Entorno do DF;
- Material apreendido: aparelhos celulares e computadores levados para exame técnico;
- Base legal: ordens expedidas pela Justiça Federal de primeira instância no Distrito Federal;
- Origem da pista: segundo apuração da TV Globo, os dois nomes surgiram após postagens em plataformas digitais e redes sociais;
- Vínculo entre eles: a princípio, sem ligação comprovada — hipótese que segue em verificação.
A nota oficial divulgada pela corporação resume o estágio atual: as providências cabíveis foram tomadas de pronto, mas os elementos colhidos até aqui não corroboram os riscos apontados no começo. Em linguagem prática, isso significa que a suspeita existe e será esmiuçada, porém sem prova formada de atentado em preparo.
Itamaraty, embaixadas e o atendimento suspenso
Ainda segundo o noticiário nacional que acompanha o caso, o fio da meada passou pela diplomacia:
- Alerta externo: a GloboNews informou que o governo norte-americano repassou a suspeita à própria embaixada;
- Cadeia de acionamento: a representação diplomática alertou o Itamaraty, que chamou a Polícia Federal;
- Fechamento temporário: os EUA paralisaram o atendimento presencial em Brasília e nos consulados nesta sexta (2);
- Efeito dominó: a Austrália manteve as portas fechadas pelo mesmo motivo, por precaução;
- Sem detalhamento: os comunicados não especificaram a natureza do risco nem quais serviços foram afetados.
Quem tem entrevista de visto ou atendimento marcado deve tentar a remarcação pelos canais digitais das representações e guardar os comprovantes de agendamento. Até a publicação desta matéria, não havia previsão oficial de retomada integral divulgada pelas embaixadas.
O que acontece agora
O inquérito continua, com perícia nos eletrônicos e quebra de sigilo de dados mediante autorização judicial. Se os laudos apontarem um planejamento concreto, os investigados — tratados até aqui como suspeitos, sem culpa formada — podem responder por crimes contra a segurança de representações estrangeiras e por associação para esse fim; se nada se confirmar, o caso pode ser arquivado ou desclassificado. A orientação é acompanhar apenas comunicados oficiais da PF, do Itamaraty e das embaixadas, sem repassar boatos em aplicativos de mensagem.
Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.
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