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PF triplica apreensões por suspeita eleitoral e RN concentra 46 inquéritos

Levantamento nacional aponta R$ 30 milhões em dinheiro e bens recolhidos desde janeiro, o triplo de 2022. No RN, a Operação Sem Lastro apura suspeita de caixa dois em Natal.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 30 de setembro de 2026 às 20:16 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Agora RN)

PF triplica apreensões por suspeita eleitoral e RN concentra 46 inquéritos
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Agora RN

NATAL/RN — A Polícia Federal já recolheu pelo menos R$ 30 milhões em dinheiro e bens em apurações sobre supostos delitos eleitorais desde janeiro deste ano. O montante equivale ao triplo dos R$ 10 milhões registrados em todo o ano eleitoral de 2022 e acende o alerta para a corrida de 2026. No Rio Grande do Norte, a corporação abriu 46 inquéritos, sendo 23 com indícios de caixa dois, incluindo a Operação Sem Lastro, deflagrada em Natal no dia 14 de setembro, segundo levantamento divulgado nesta semana.

O balanço interessa ao eleitor potiguar porque mostra fiscalização mais intensa sobre recursos de campanha às vésperas da disputa. A apreensão, por si só, não significa condenação: os investigadores ainda precisam demonstrar a origem do dinheiro e a ligação com compra de votos ou gastos ocultos da Justiça Eleitoral.

RN no mapa das apurações

De acordo com os dados reunidos pela corporação, o Rio Grande do Norte responde por uma fatia relevante das frentes abertas no país. O estado soma 46 procedimentos eleitorais em andamento, metade deles voltada a movimentações financeiras sem declaração oficial.

  • Caixa dois sob lupa: 23 inquéritos potiguares investigam uso de recursos fora da prestação de contas.
  • Dinheiro vivo: no país, R$ 19 milhões dos R$ 30 milhões foram encontrados em espécie com candidatos ou intermediários.
  • Bens recolhidos: outros R$ 11 milhões correspondem a veículos, imóveis e celulares avaliados pelos peritos.
  • Comparação nacional: o total de 2026 ainda fica abaixo dos R$ 63 milhões das eleições municipais de 2024, mas já supera com folga o ciclo de 2022.
  • Rede nacional: a PF instaurou 1.217 inquéritos eleitorais no país, com liderança do Rio de Janeiro, Maranhão, Ceará, São Paulo e Paraná.

Para o contexto local, o reforço da fiscalização atinge em cheio práticas como distribuição de dinheiro na véspera do pleito, abastecimento de caixas paralelos e pagamentos de lideranças sem recibo — condutas historicamente denunciadas no interior, na Grande Natal e nas regiões Oeste e Seridó.

Operação Sem Lastro em Natal

O caso de maior repercussão no estado é a Operação Sem Lastro, cumprida na capital potiguar com dois mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Eleitoral. Na ação, os federais recolheram mais de R$ 1,5 milhão em espécie, além de celulares, documentos e equipamentos eletrônicos, conforme informou o Agora RN.

A linha de apuração envolve suspeitas de falsidade ideológica eleitoral e emprego de valores sem registro na campanha. O nome do alvo não foi divulgado de imediato pela PF, mas foi confirmado na imprensa local como o do deputado estadual Luiz Eduardo (PL), que pretende tentar a reeleição.

Em nota, a defesa do parlamentar afirmou que os valores teriam origem em saques das próprias contas bancárias dele, com movimentação lícita e comprovável por documentos. Ainda segundo a defesa, o dinheiro estava guardado na residência e não teria sido aplicado em despesas de campanha. A argumentação sustenta que não existe caixa dois sem arrecadação paralela ou gasto oculto na prestação de contas.

"Não há caixa dois sem recurso arrecadado à margem da prestação de contas ou aplicação de despesas de campanha", argumentou a defesa em nota divulgada após a operação.

A PF informou que vai aprofundar a perícia sobre origem, destino e eventual vínculo dos recursos com atividades eleitorais. Até a publicação desta matéria, não havia anúncio de comprovação de uso eleitoral do dinheiro, e o caso segue em fase investigativa.

O que acontece agora

O caso segue sob apuração da Polícia Federal e da Justiça Eleitoral. Os bens e valores permanecem apreendidos enquanto peritos analisam extratos, documentos e aparelhos eletrônicos. Se confirmada a ligação com campanha não declarada, os investigados podem responder por crimes eleitorais e ficar sujeitos a sanções que vão de multa à inelegibilidade. A orientação para o eleitor potiguar é acompanhar a prestação de contas no portal do Tribunal Superior Eleitoral e denunciar ofertas de compra de voto pelos canais oficiais do Ministério Público Eleitoral e da própria PF.

Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.

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Fonte da Informação Veículo de origem: Agora RN (via RSS)
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O Tribuna RN preza pela apuração precisa, imparcialidade e respeito aos cidadãos potiguares. Nossas reportagens seguem rigorosos critérios éticos e jornalísticos. Sugestões e esclarecimentos podem ser encaminhados diretamente aos canais de contato da nossa redação.

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