Candidato a deputado é detido pela PF sob suspeita de dano na UnB
UnB repudiou ato de vandalismo no campus e informou que a Polícia Federal prendeu em flagrante um candidato a deputado sob suspeita de depredar pinturas em muro da universidade.
Por Tribuna RN
Publicado em 29 de setembro de 2026 às 00:42 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Novo Notícias)

BRASÍLIA/DF — A Universidade de Brasília manifestou repúdio a um episódio de vandalismo registrado no campus e informou que a Polícia Federal prendeu em flagrante um homem apontado como candidato a deputado federal. Segundo a instituição, o investigado teria danificado pinturas feitas em um muro da área universitária, o que motivou a autuação por suposta depredação de bem público. A ocorrência foi registrada neste fim de semana e ganhou repercussão nacional, com atenção também de estudantes potiguares que fazem graduação e pós fora do estado.
De acordo com a nota divulgada pela universidade, a conduta seria incompatível com o ambiente acadêmico e com a preservação do patrimônio coletivo. A identificação apresentada pela UnB aponta o detido como Wilker Leão, que disputaria uma vaga na Câmara pelo partido Novo. Até a publicação desta matéria, não havia confirmação pública sobre pagamento de fiança, audiência de custódia ou liberação do investigado.
O que foi apurado até agora sobre a ocorrência
As informações disponíveis partem principalmente do comunicado da própria universidade, que tratou o caso como violência contra o patrimônio e cobrou responsabilização nos termos da lei. A Polícia Federal teria sido acionada para atender a situação dentro do campus e efetuou a prisão em flagrante, procedimento adotado quando a equipe chega logo após o suposto dano.
- Local do fato: muro com pinturas na área do campus da Universidade de Brasília, no Distrito Federal.
- Ação atribuída: suposta destruição parcial das artes, enquadrada preliminarmente como dano a patrimônio público.
- Resposta imediata: acionamento da Polícia Federal e condução do suspeito para os procedimentos de praxe.
- Posição da UnB: nota de repúdio na qual a reitoria diz não tolerar agressões físicas ou simbólicas ao espaço universitário.
- Situação partidária: o homem foi apresentado pela universidade como postulante a deputado federal, o que ampliou a visibilidade do caso em ano eleitoral.
Segundo a Universidade de Brasília, houve “atos de violência e depredação de patrimônio público” no campus, versão que embasou a prisão em flagrante comunicada pela instituição.
Para leitores do Rio Grande do Norte, episódios em universidades federais costumam gerar identificação direta, já que a UFRN e a UFERSA mantêm intercâmbio constante de alunos, pesquisas e eventos com outras instituições do país. Danos a murais e painéis, além do prejuízo material, apagam trabalhos coletivos de estudantes e servidores construídos ao longo de meses.
Como ficam os próximos passos da apuração
A partir da prisão em flagrante, o rito costuma incluir o registro da ocorrência, a oitiva do conduzido, a coleta de imagens e depoimentos e o encaminhamento ao Poder Judiciário para análise da legalidade do ato. A perícia pode avaliar a extensão do prejuízo e indicar se cabe reparação financeira, além de eventual responsabilização administrativa e criminal, conforme a legislação sobre dano ao patrimônio público.
- Inquérito: a Polícia Federal deve formalizar as circunstâncias, juntar provas técnicas e ouvir testemunhas do campus.
- Justiça: caberá ao juízo competente avaliar a prisão, fixar medidas cautelares e acompanhar o andamento do processo.
- Universidade: a UnB pode abrir procedimento interno para quantificar o dano e providenciar a restauração das pinturas.
- Defesa: o investigado e seu partido podem apresentar versão própria, documentos e pedidos à Justiça a qualquer momento.
Em ano de disputa por cargos legislativos, o caso também entra no radar da Justiça Eleitoral, que observa a conduta de candidatos sem antecipar qualquer sanção fora do processo legal. Até aqui, trata-se de uma apuração inicial, sem condenação definitiva.
O que acontece agora
O caso segue sob apuração da Polícia Federal e do Poder Judiciário. O investigado permanece à disposição das autoridades para os atos seguintes, e novas informações devem ser divulgadas pelos canais oficiais da corporação e da universidade. A orientação é que a comunidade acadêmica, incluindo potiguares que estudam em Brasília, acompanhe os comunicados institucionais e evite conclusões antes da conclusão do inquérito.
Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.
Tópicos Relacionados:
Contexto Tribuna RN
Acompanhamento da nossa redação em Natal • Natal & Grande Natal: esta cobertura integra o giro permanente do portal pelo Rio Grande do Norte, com atualização contínua dos fatos que impactam a região. Ver mais notícias da região →
Compartilhe esta notícia
Espalhe informação de qualidade pelo Rio Grande do Norte
Compromisso Editorial • Tribuna RN:
O Tribuna RN preza pela apuração precisa, imparcialidade e respeito aos cidadãos potiguares. Nossas reportagens seguem rigorosos critérios éticos e jornalísticos. Sugestões e esclarecimentos podem ser encaminhados diretamente aos canais de contato da nossa redação.
Leia também

policia
Perseguição após roubo a pizzaria termina com três mortos em Natal

policia
Moradores do Pajuçara relatam invasões e furtos durante a madrugada em Natal

policia
Operação no RN prende suspeita de cuidar do caixa do tráfico em Natal

policia
