Pix por aproximação libera valor acima de R$ 500 e cliente define limite no banco
Banco Central encerra teto fixo do Pix por aproximação nesta quinta e libera cliente para ajustar limite no aplicativo. Regras de segurança seguem valendo.
Por Tribuna RN
Publicado em 01 de outubro de 2026 às 14:37 • 4 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Tribuna do Norte)

NATAL/RN — O Pix por aproximação entrou em uma nova fase nesta quinta-feira (1º). O Banco Central (BC) derrubou o teto fixo de R$ 500 por operação nessa modalidade e transferiu ao cliente a decisão sobre o limite ideal, que passa a ser ajustado diretamente com o banco pelo aplicativo. As travas gerais de segurança das contas continuam valendo, segundo informou a autoridade monetária.
A mudança foi definida pela Instrução Normativa BCB nº 746, editada em junho, e alcança também pagamentos com QR Code dinâmico, chaves de acesso e operações iniciadas sem redirecionamento no Open Finance, o sistema de compartilhamento de dados entre instituições. Na prática, o potiguar que usa o celular para pagar na maquininha poderá autorizar compras maiores, desde que o valor caiba no limite da própria conta.
O que muda na rotina do consumidor
Até esta quarta-feira, cada passada do celular na máquina estava limitada a R$ 500 no Pix por aproximação. A partir de agora, esse teto único deixa de existir. O cliente define com o banco um patamar maior ou menor, conforme o perfil de uso.
- Fim do teto único: não há mais o limite rígido de R$ 500 por transação na aproximação;
- Limite personalizado: o correntista pede aumento ou redução dentro das faixas permitidas para o seu perfil;
- Compras maiores liberadas: pagamentos de R$ 600, R$ 1 mil ou mais ficam possíveis se o teto da conta autorizar;
- Gestão no app: cada instituição deve oferecer uma tela específica para controlar o Pix por aproximação;
- Proteções mantidas: regras antifraude, análise de risco e autenticação seguem obrigatórias.
De acordo com o BC, o banco não é obrigado a liberar qualquer valor automaticamente. O pedido passa por avaliação de segurança, e a instituição pode exigir confirmação adicional, atrasar a ativação do novo teto ou negar a elevação em caso de comportamento atípico.
Como ajustar o limite e como pagar
O ajuste será feito sem ir à agência. O caminho pode variar entre bancos, mas a lógica divulgada pelo setor é parecida em todos os aplicativos.
- Acesse o app do banco e entre na área do Pix;
- Procure por limites, segurança ou Pix por aproximação;
- Escolha o valor máximo desejado para essa modalidade;
- Confirme com senha, biometria ou outro fator exigido pelo banco;
- Aguarde a ativação, que pode ser imediata ou levar algumas horas.
O Pix por aproximação usa a tecnologia NFC, que troca informações entre o celular e a máquina sem digitar chave ou QR. Disponível desde fevereiro de 2025, o recurso funciona no aplicativo do próprio banco ou em carteiras digitais do celular. Para usar pela carteira, é preciso antes vincular a conta: basta abrir a carteira, selecionar vincular conta, ser redirecionado ao app do banco e autorizar o Pix por aproximação.
Na hora de pagar, o roteiro é simples: avise que vai pagar com Pix, confira valor e recebedor na tela da máquina e do celular, aproxime o aparelho, autentique se for solicitado e aguarde a confirmação.
Atenção redobrada contra golpes
Com limites maiores, o cuidado precisa crescer na mesma proporção, principalmente em Natal e na Grande Natal, onde o pagamento por celular avança em feiras, bares, postos e delivery. Como em algumas situações a operação é concluída sem abrir o app do banco, conferir os dados antes de encostar o aparelho é essencial.
- Confira sempre valor, nome do recebedor e máquina antes de aproximar;
- Mantenha bloqueio de tela, biometria e notificações do banco ativos;
- Não entregue o celular desbloqueado a terceiros para passar na máquina;
- Acompanhe cada débito na hora pelo extrato e ative alertas;
- Revise o limite periodicamente e reduza se usa pouco a função.
Uma modalidade ainda pequena, mas em alta
Criado em 2020, o Pix virou o meio de pagamento mais usado do país. Somente em agosto, o sistema movimentou R$ 3,73 trilhões em 8,11 bilhões de transações, segundo dados citados pelo Banco Central. O Pix por aproximação ainda representa uma fatia mínima, com 2 milhões de operações em agosto, cerca de 0,06% do total, mas cresce rápido: em janeiro eram 1,06 milhão de transações.
Conclusão
O fim do teto de R$ 500 dá mais flexibilidade a quem já trocou o cartão pelo celular, mas não elimina o controle de risco. O limite continua existindo, só que personalizado por cliente e por instituição. Para o consumidor potiguar, o recado é direto: ajuste o valor à sua realidade no aplicativo, mantenha a autenticação ativa e só aproxime após conferir cobrança e recebedor. Em caso de movimentação desconhecida, o caminho é contestar no banco pelos canais oficiais e registrar ocorrência.
Tópicos Relacionados:
Contexto Tribuna RN
Acompanhamento da nossa redação em Natal • Natal & Grande Natal: esta cobertura integra o giro permanente do portal pelo Rio Grande do Norte, com atualização contínua dos fatos que impactam a região. Ver mais notícias da região →
Compartilhe esta notícia
Espalhe informação de qualidade pelo Rio Grande do Norte
Compromisso Editorial • Tribuna RN:
O Tribuna RN preza pela apuração precisa, imparcialidade e respeito aos cidadãos potiguares. Nossas reportagens seguem rigorosos critérios éticos e jornalísticos. Sugestões e esclarecimentos podem ser encaminhados diretamente aos canais de contato da nossa redação.
Leia também

economia
Varejo potiguar supera média nacional e acumula alta de 3% até agosto

economia
Festa do Boi 2026 bate recorde e deve girar R$ 100 milhões em Parnamirim

cotidiano
Natal marca volta às aulas de 2027 para 17 de fevereiro na rede municipal

cotidiano
