PL descarta acordo e planeja pedidos contra Moraes e Dino para 2027
Segundo apuração da CNN Brasil citada por portal potiguar, o PL rejeita acordo com o STF e estuda pedir no Senado em 2027 o impeachment de Moraes e Dino.
Por Tribuna RN
Publicado em 06 de outubro de 2026 às 11:56 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Mossoró Notícias)

BRASÍLIA/DF — O Partido Liberal (PL) decidiu, segundo apuração da CNN Brasil reproduzida pelo Mossoró Notícias, descartar qualquer entendimento político com integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e manter no radar pedidos de impeachment contra os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino a partir de 2027. A estratégia, ainda em fase de articulação em Brasília, teria como palco o Senado Federal, casa responsável por processar e julgar esse tipo de ação contra integrantes da Corte.
O que o partido planeja
De acordo com a apuração citada, dirigentes da legenda avaliam que gestos recentes de ministros do Supremo foram interpretados por aliados de Flávio Bolsonaro como possíveis sondagens de aproximação. Nessa leitura, o eventual entendimento passaria por temas sensíveis, como a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro e a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
- Posição oficial relatada: rejeição a um "acordão" com a Corte e manutenção da linha de confronto institucional.
- Alvos citados: os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.
- Horizonte: apresentação de pedidos no Senado em 2027, após a posse da nova composição da Casa.
- Conduta atribuída a Dino: o partido condicionaria um pedido à atuação do ministro depois do segundo turno presidencial.
- Fonte de todas as informações: apuração da CNN Brasil, conforme publicada pelo portal potiguar.
Ainda segundo o relato, o PL trabalharia com a hipótese de que o próprio Supremo poderia apurar uma suposta relação do ministro Moraes com o empresário Daniel Vorcaro, o que, em tese, levaria a um afastamento durante as investigações. Até a publicação desta matéria, não há registro de decisão oficial nesse sentido, e o relato permanece no campo da articulação partidária.
Os votos no Senado e os cenários citados
Pedido de impeachment de ministro do Supremo precisa de maioria qualificada no Senado: 54 votos entre os 81 senadores. Nas contas internas do partido mencionadas pela apuração, o placar atual seria de 49 votos favoráveis ao afastamento de Moraes — cinco a menos que o mínimo necessário.
- Quórum exigido: 54 votos no plenário do Senado para a destituição.
- Conta do partido: 49 apoios mapeados, segundo a apuração divulgada.
- Diferença: faltariam cinco votos para atingir o patamar constitucional.
- Contexto: nova composição do Senado, eleita neste ano, com bancada de oposição ampliada.
- Cenários envolvendo Dino: eventual avanço de investigações sobre suposta interferência estrangeira nas eleições ou sobre emendas parlamentares, sempre conforme a versão do partido.
Para o leitor potiguar, o desdobramento interessa de perto: o Rio Grande do Norte elegeu representantes para o Senado e para a Câmara neste ciclo, e a correlação de forças em Brasília passa diretamente pelo voto dado nas urnas do estado, de Natal a Mossoró, do Seridó ao Vale do Açu.
O que acontece agora
Até o momento, trata-se de uma movimentação anunciada para 2027, sem pedido formal protocolado. O passo seguinte, segundo a própria apuração, depende da consolidação da nova bancada do Senado, da definição do comando da Casa e do ambiente político após o segundo turno presidencial. Novos detalhes devem ser divulgados pelos canais oficiais do partido, do Senado e do Supremo. A orientação ao leitor é acompanhar as confirmações institucionais antes de tirar conclusões sobre prazos e votos.
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