Policial é detido em Mossoró ao tentar frear operação contra facção
Ação da Polícia Civil cumpriu cinco buscas em Mossoró e prendeu policial suspeito em flagrante após celular quebrado e arma irregular no imóvel.
Por Tribuna RN
Publicado em 02 de outubro de 2026 às 13:17 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (G1 RN)

MOSSORÓ/RN — Um policial militar investigado foi preso em flagrante na quinta-feira (1º), em Mossoró, na região Oeste, após dificultar o cumprimento de um mandado de busca dentro da Operação Falso Sentinela, conduzida pela Polícia Civil contra um grupo criminoso. Segundo a corporação, o suspeito teria retardado a entrada das equipes no imóvel para tentar eliminar vestígios, e os agentes encontraram no local um celular danificado e um armamento de procedência irregular.
A prisão ocorreu durante uma série de cinco medidas de busca cumpridas na cidade. De acordo com a Polícia Civil, o investigado figurava entre os alvos formais da operação e acabou autuado por embaraço a apuração ligada a organização criminosa, além de posse irregular de arma e receptação. O nome do policial não foi divulgado até a publicação desta matéria.
Cinco buscas e flagrante dentro do imóvel
A Operação Falso Sentinela mobilizou equipes da Polícia Civil com apoio da Polícia Militar e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio Grande do Norte (FICCO/RN). O foco, segundo os investigadores, era avançar sobre a estrutura de um grupo com atuação em Mossoró, segundo polo do estado e ponto estratégico do Oeste potiguar.
De acordo com a Polícia Civil:
- Cinco mandados de busca foram cumpridos em endereços da cidade na quinta-feira;
- Um dos alvos era a residência do policial militar investigado;
- A entrada foi retardada pelo morador, conforme relato oficial da equipe;
- Um celular com sinais de quebra recente foi recolhido para análise;
- Uma pistola calibre .380 foi apreendida, com origem apontada como ilícita;
- Dois carregadores e 27 munições estavam com o armamento;
- O morador assumiu ser o dono da arma, segundo a polícia.
A corporação informou que o aparelho danificado passará por exame para tentar recuperar dados de interesse da apuração. Para a Tribuna RN, esse tipo de perícia costuma ser decisivo em investigações sobre grupos organizados, pois mensagens, contatos e registros de localização ajudam a mapear vínculos.
O que a polícia atribui ao investigado
Ainda segundo a Polícia Civil, o policial responderá, neste momento inicial, por três enquadramentos no flagrante:
- Embaraço a investigação de organização criminosa, por supostamente tentar destruir elementos de prova;
- Posse ilegal de arma de fogo, em razão da pistola encontrada no imóvel;
- Receptação, ligada à origem apontada como ilícita do armamento.
A Polícia Civil não informou se o investigado pertence ao efetivo do Rio Grande do Norte ou a outra unidade da federação. Procurada pela imprensa, a Polícia Militar do RN ainda não havia se manifestado até a última atualização do caso. O procedimento segue sob custódia da autoridade policial, com comunicação ao Judiciário, como prevê o rito do flagrante.
Vale o registro para o leitor do Oeste: Mossoró concentra batalhões, delegacias especializadas e bases integradas que atuam do centro aos bairros como Abolição, Santo Antônio e Barrocas, além das saídas para a BR-304 e a BR-110. Operações com mandados judiciais são frequentes na cidade justamente pela dimensão da mancha urbana e pela posição logística entre Natal, o Alto Oeste e a divisa com o Ceará.
O que acontece agora
O caso segue sob apuração da Polícia Civil. Os próximos passos incluem a análise do celular recolhido, a conferência da numeração e do histórico da pistola apreendida e o aprofundamento sobre o suposto vínculo do investigado com o grupo apurado na Falso Sentinela. Até a publicação desta matéria, não havia confirmação oficial sobre audiência de custódia, transferência ou medida disciplinar no âmbito administrativo militar, pontos que devem ser divulgados pelos órgãos responsáveis.
A orientação para moradores da região Oeste é acompanhar apenas informes oficiais e repassar eventuais informações pelos canais da Segurança Pública, sem exposição. A investigação continua, e novos detalhes devem ser divulgados pela Polícia Civil e pela FICCO/RN.
Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.
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