PM fecha rinha com 77 galos e leva mais de 50 pessoas à delegacia em Mossoró
Operação da Polícia Ambiental acabou com uma rinha na zona rural de Mossoró, na saída para Tibau. Dono do local e organizador estão entre os conduzidos; aves ficaram sob custódia do proprietário.
Por Tribuna RN
Publicado em 13 de outubro de 2026 às 13:30 • 2 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (G1 RN)

MOSSORÓ/RN — Uma operação da Polícia Ambiental fechou uma rinha de galos na zona rural de Mossoró, na região Oeste do estado, no domingo (11). Segundo a corporação, 77 aves foram apreendidas e mais de 50 pessoas acabaram conduzidas à Delegacia de Plantão do município. A ação aconteceu em uma chácara nas proximidades da BR-304, na saída para Tibau, após uma denúncia sobre o evento clandestino.
De acordo com a polícia, parte do grupo tentou fugir quando as equipes chegaram ao local. Entre os conduzidos estão o proprietário da granja e o apontado como organizador da disputa, que foram apresentados à autoridade policial para os procedimentos de praxe.
Denúncia levou a PM até a chácara na saída para Tibau
A corporação informou que chegou ao endereço depois de receber informações sobre a realização das brigas de galo. No terreno, os policiais encontraram a estrutura montada para os combates e dezenas de participantes acompanhando as disputas.
Os dados apurados na ocorrência mostram a dimensão do evento:
- 77 galos apreendidos e levados à Delegacia de Plantão de Mossoró;
- Mais de 50 pessoas conduzidas, incluindo o dono do local e o organizador;
- Aves identificadas com bandeiras alusivas a times de futebol;
- Parte do público fugiu durante a abordagem policial.
O caso foi apresentado ao delegado Caetano Baumann, responsável pela formalização da ocorrência na unidade de plantão.
Crime ambiental rendeu TCO e pode gerar multas
Segundo o delegado, a promoção de rinha configura crime ambiental, previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais. Como a pena prevista é de até um ano, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), e os envolvidos vão responder em liberdade, sem prejuízo das sanções administrativas.
"Eles devem responder criminalmente por isso e além da multa, não só a multa administrativa como a multa também do processo crime", afirmou Baumann.
Outro ponto chamou a atenção na operação: as 77 aves ficaram sob a responsabilidade do próprio dono do local, que é veterinário. De acordo com as informações da ocorrência, não havia no Rio Grande do Norte um órgão disponível para receber os animais naquele momento, e a solução foi manter a custódia com o proprietário até definição dos órgãos competentes.
O que acontece agora
O TCO segue para a Justiça, que vai definir as penalidades cabíveis aos envolvidos, além das multas nas esferas administrativa e criminal. A Polícia Ambiental informou que operações desse tipo continuam na região Oeste a partir de denúncias da população, que pode acionar as forças de segurança ao tomar conhecimento de maus-tratos a animais. Novos detalhes sobre a destinação definitiva das aves devem ser divulgados pelos órgãos responsáveis.
Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.
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