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Vídeo com criança e suposta arma em festa política leva Polícia Civil a apurar caso

Polícia Civil vai apurar vídeo que mostra criança com suposta arma em comemoração pós-eleição em Parnamirim, na Grande Natal, e checar autenticidade e responsabilidades.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 05 de outubro de 2026 às 20:15 • 4 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Tribuna do Norte)

Vídeo com criança e suposta arma em festa política leva Polícia Civil a apurar caso
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Tribuna do Norte

PARNAMIRIM/RN — A Polícia Civil vai apurar as circunstâncias de um vídeo que circula nas redes sociais e mostra uma criança manuseando o que parece ser uma arma de fogo durante uma comemoração política no bairro de Cohabinal, em Parnamirim, na Grande Natal. As imagens teriam sido gravadas na noite do domingo (4), após o primeiro turno das Eleições 2026, e passaram a repercutir nesta segunda-feira (5). Segundo a corporação, o trabalho inicial inclui confirmar a autenticidade do registro, identificar o local exato, ouvir testemunhas e verificar quem permitiu o acesso do menor ao objeto.

O caso ganhou atenção porque envolve, ao mesmo tempo, um menor de idade, um possível armamento e uma aglomeração festiva com motivação eleitoral. Até a publicação desta matéria, não havia confirmação oficial sobre se o objeto é uma arma verdadeira, uma réplica ou um simulacro, nem sobre a identidade dos adultos que aparecem no entorno. A apuração deve esclarecer ainda se houve omissão de cuidado, exposição de menor a risco e eventual posse ou porte irregular.

O que mostram as imagens que circulam na Grande Natal

Os trechos divulgados em perfis e grupos de mensagens exibem uma festa com música alta e pessoas reunidas em via pública do Cohabinal. Em determinado momento, uma criança aparece segurando um objeto escuro, com formato semelhante ao de uma pistola, enquanto adultos observam e filmam. Não há, nos trechos que viralizaram, disparos nem confronto. O vídeo foi gravado à noite, com iluminação precária, o que dificulta a identificação imediata do objeto apenas pela imagem.

De acordo com a Polícia Civil, esse tipo de registro exige análise técnica antes de qualquer conclusão. Os pontos centrais da checagem são:

  • Autenticidade e contexto: confirmar data, horário e endereço da gravação em Cohabinal, em Parnamirim;
  • Natureza do objeto: perícia para indicar se seria arma de fogo, airsoft, réplica ou outro simulacro;
  • Cadeia de responsabilidade: identificar quem entregou, exibiu ou deixou o objeto ao alcance da criança;
  • Circunstância da festa: apurar se a comemoração tinha relação direta com candidatura ou se era apenas uma reunião de moradores após o resultado.

A corporação informou que vai incluir no procedimento a preservação do vídeo original, com metadados sempre que possível, para evitar conclusões baseadas apenas em cópias recompartilhadas.

Como a apuração deve avançar em Parnamirim

Na prática, investigações desse perfil seguem um roteiro padrão no Rio Grande do Norte. Primeiro, a delegacia responsável registra a notícia do fato e solicita diligências na região do Cohabinal. Depois, tenta localizar o autor da filmagem e as pessoas que estavam na festa. Em paralelo, pode pedir apoio técnico para examinar as imagens e, se o objeto for localizado, encaminhá-lo à perícia.

Especialistas ouvidos em casos semelhantes destacam que a exposição de criança a arma, ainda que suposta, pode gerar desdobramentos em esferas distintas. No âmbito protetivo, o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê medidas de proteção quando há risco à integridade do menor. No âmbito criminal, a apuração pode avaliar condutas de adultos, a depender do que for comprovado sobre a origem e a regularidade do objeto. Tudo isso, segundo a Polícia Civil, será analisado com cautela, sem antecipar autoria ou culpa.

Para moradores da Grande Natal, o episódio acende um alerta prático sobre festas com aglomeração após eleições. A orientação das forças de segurança é:

  • Não compartilhar arma, real ou falsa, em ambiente com crianças;
  • Evitar exibir objetos que imitem armamento em público;
  • Acionar a Polícia Militar pelo 190 em caso de risco imediato;
  • Preservar vídeos originais e repassar aos canais oficiais, sem edição.

O que acontece agora

O caso segue sob apuração da Polícia Civil e deve ter novos detalhes divulgados após as primeiras oitivas e a análise das imagens. Se ficar comprovado que se trata de arma de fogo, a investigação vai se concentrar na origem do armamento e na responsabilidade dos adultos presentes. Se for réplica ou simulacro, o foco passa a ser a exposição da criança a situação de risco e as medidas de proteção cabíveis. Até lá, a corporação pede que a população evite conclusões precipitadas e contribua com informações pelos canais oficiais.

Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.

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Fonte da Informação Veículo de origem: Tribuna do Norte (via RSS)
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