Inquérito sobre ataque a vereador em Mossoró termina com seis indiciados
Polícia Civil concluiu a apuração do atentado de junho contra o vereador Cabo Deyvison em Mossoró e indiciou seis suspeitos. Entenda a motivação e os próximos passos.
Por Tribuna RN
Publicado em 29 de setembro de 2026 às 16:37 • 4 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (TCM Notícia)

MOSSORÓ/RN — A Polícia Civil do Rio Grande do Norte encerrou a investigação sobre o atentado sofrido pelo vereador mossoroense Cabo Deyvison no mês de junho e apontou seis pessoas como supostas participantes da ação criminosa. O relatório final foi concluído nesta semana, segundo informações divulgadas pela imprensa do Oeste potiguar, e agora segue para análise do Ministério Público e do Poder Judiciário.
O caso aconteceu no dia 15 de junho de 2026, próximo à UPA do bairro Alto de São Manoel, uma das áreas mais movimentadas de Mossoró. De acordo com o apurado pelos investigadores, o parlamentar — que também integra o quadro da Polícia Militar do Ceará — teria sido alvo de uma emboscada ligada à sua atuação pública no enfrentamento às facções criminosas que disputam território na região.
O que a investigação apurou em Mossoró
Segundo a Polícia Civil, o ataque foi planejado e executado com divisão de tarefas entre os envolvidos. Os elementos reunidos ao longo de pouco mais de três meses de diligências sustentam o indiciamento dos seis investigados, que passam a responder formalmente como supostos autores ou partícipes do atentado.
Entre os pontos centrais do inquérito, de acordo com o que foi divulgado até agora, estão:
- Local do crime: proximidades da Unidade de Pronto Atendimento do Alto de São Manoel, em Mossoró, no Oeste potiguar;
- Data do fato: tarde do dia 15 de junho de 2026, em área de grande circulação de pacientes e profissionais de saúde;
- Modo de ação: chegada de atiradores em um automóvel escuro de modelo Corolla, com abordagem rápida e fuga em seguida;
- Motivação indicada: represália à postura pública do vereador no combate às facções, hipótese trabalhada desde o início pelos delegados responsáveis;
- Desfecho da fase policial: seis pessoas indiciadas como suspeitas de envolvimento direto ou de apoio logístico.
A corporação não divulgou, até a publicação desta matéria, a identidade completa dos indiciados nem detalhou a participação individual de cada um, medida que costuma ser preservada para não comprometer eventuais desdobramentos, como pedidos de prisão, buscas ou novas oitivas.
Emboscada perto da UPA mobilizou o Oeste potiguar
O atentado causou forte repercussão em Mossoró, segunda maior cidade do estado, justamente por ter ocorrido em plena luz do dia e ao lado de um equipamento de saúde. O bairro Alto de São Manoel concentra residências, comércio e fluxo intenso de ambulâncias e ônibus, o que ampliou a sensação de insegurança entre moradores e profissionais que trabalham na região.
Testemunhas relataram na época a movimentação de um carro preto rondando o entorno antes dos disparos. A partir dessas informações, câmeras de monitoramento e depoimentos, os policiais civis reconstruíram a rota de chegada e de fuga utilizada pelos ocupantes do veículo, peça considerada chave para chegar aos suspeitos.
Cabo Deyvison sobreviveu ao ataque e manteve a atividade parlamentar na Câmara Municipal de Mossoró. Ao longo das últimas semanas, ele vinha cobrando publicamente a elucidação do caso, destacando que a ameaça não se dirigia apenas ao seu mandato, mas ao trabalho das forças de segurança contra o crime organizado no Oeste.
O que acontece agora
Com o inquérito concluído, o relatório da Polícia Civil será encaminhado ao Ministério Público do Rio Grande do Norte, a quem caberá decidir entre oferecer denúncia à Justiça, pedir novas diligências ou solicitar o arquivamento parcial. Se a denúncia for aceita, os seis indiciados passam à condição de réus e o processo entra na fase de instrução, com audiências, oitiva de testemunhas e análise de provas periciais.
Até que haja decisão judicial definitiva, todos seguem amparados pela presunção de inocência. A orientação para a população do Oeste potiguar é colaborar com as autoridades por meio dos canais oficiais, como o Disque Denúncia 181 e a Delegacia de Homicídios de Mossoró, sem expor nomes ou imagens de suspeitos nas redes sociais.
O caso segue sob acompanhamento das instituições e novos detalhes devem ser divulgados conforme o andamento na Justiça. A Tribuna RN acompanha os desdobramentos e vai atualizar a cobertura a cada decisão oficial.
Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.
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