Homem de 60 anos é preso no Oeste após morte de cachorra comunitária em Apodi
Prisão ocorreu no Sítio Ponta, em Apodi, em cumprimento a mandado judicial. Cachorra comunitária não resistiu aos ferimentos e caso segue sob apuração da Polícia Civil.
Por Tribuna RN
Publicado em 24 de setembro de 2026 às 22:15 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Apodi Agora)

APODI/RN — Um homem de 60 anos foi capturado por agentes da Polícia Civil na zona rural de Apodi, no Oeste potiguar, na tarde desta quinta-feira (24). Segundo a corporação, ele é apontado como suspeito em uma apuração sobre agressões a uma cachorra que vivia sob cuidados coletivos de moradores. O animal chegou a receber socorro, mas não sobreviveu.
A detenção, de acordo com a Polícia Civil, decorre de ordem expedida pelo juízo local. Até a publicação desta matéria, o investigado permanecia custodiado e à disposição do Poder Judiciário, enquanto o inquérito continua em andamento para esclarecer todas as circunstâncias.
Cumprimento de mandado no Sítio Ponta
A abordagem aconteceu em uma propriedade rural conhecida como Sítio Ponta, onde o homem exercia atividade de trabalho. Equipes da Polícia Civil se deslocaram até o local e efetivaram a ordem judicial emitida pela comarca do município.
De acordo com informações repassadas pela corporação:
- Local da captura: área rural do Sítio Ponta, em Apodi, na região Oeste do RN;
- Fundamento: determinação judicial de prisão ligada à investigação sobre maus-tratos a animal;
- Encaminhamento: condução para a delegacia municipal, na 57ª Delegacia de Polícia Civil, para formalidades de praxe;
- Situação atual: permanência sob custódia, com previsão de transferência para o Centro de Detenção Provisória do município.
A Polícia Civil informou ainda que realizou diligências anteriores na cidade para reunir elementos sobre o episódio, ouvir testemunhas e identificar o possível responsável. O cumprimento do mandado nesta quinta-feira representa, segundo os investigadores, um desdobramento direto desse trabalho de campo no Alto Oeste.
Interrogatório e repercussão na cidade
Durante a passagem pela delegacia, o homem foi ouvido pela autoridade policial. Conforme relato atribuído ao termo de interrogatório, divulgado inicialmente por veículos do Vale do Apodi, ele teria declarado que havia ingerido bebida alcoólica antes do ocorrido e teria feito afirmações sobre condutas contra o animal, além de citar episódios pretéritos envolvendo a mesma cachorra.
O conteúdo do depoimento, segundo a Polícia Civil, passa a compor o conjunto probatório e será confrontado com laudos, testemunhos e demais peças reunidas ao longo da apuração.
A Tribuna RN não teve acesso independente à íntegra do documento e trata as declarações como versão colhida em sede policial, ainda sujeita à análise do inquérito e do Judiciário. Nenhuma condenação foi anunciada até o momento.
Na cidade, o episódio gerou forte comoção. Moradores relatam que a cachorra era bastante conhecida por circular em áreas comunitárias e receber alimento e cuidados de vizinhos. Protetores de animais da região do Oeste manifestaram pesar nas redes sociais e pediram rigor na apuração, destacando que a legislação brasileira prevê detenção e multa para crimes de maus-tratos, com pena ampliada quando o fato envolve cães e gatos.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte reforça que denúncias de violência contra animais podem ser registradas nas delegacias presenciais, na Delegacia Virtual e pelo Disque 181. Na região de Apodi e do Vale do Apodi, o atendimento inicial ocorre na 57ª Delegacia, no centro da cidade.
O que acontece agora
O caso segue sob apuração da Polícia Civil. Os próximos passos, segundo o rito habitual desse tipo de inquérito, incluem a conclusão das oitivas, a juntada de eventuais laudos veterinários e o envio do procedimento ao Ministério Público e ao Judiciário para avaliação sobre denúncia, manutenção da custódia ou aplicação de medidas cautelares.
Até a publicação desta matéria, não havia informação oficial sobre audiência de custódia ou decisão posterior à prisão. Novos detalhes devem ser divulgados pelos órgãos responsáveis à medida que a investigação avance. A orientação para moradores do Oeste potiguar é repassar informações adicionais apenas pelos canais oficiais, preservando testemunhas e evitando exposição de envolvidos.
Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.
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O Tribuna RN preza pela apuração precisa, imparcialidade e respeito aos cidadãos potiguares. Nossas reportagens seguem rigorosos critérios éticos e jornalísticos. Sugestões e esclarecimentos podem ser encaminhados diretamente aos canais de contato da nossa redação.
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