Cursos falsos de sargentos abriam caminho para compra de armas e polícia desmonta esquema
Operação da Polícia Civil com apoio do Exército deteve dois homens e busca um terceiro por esquema de cursos militares falsos usados para comprar armas no Rio de Janeiro.
Por Tribuna RN
Publicado em 22 de outubro de 2026 às 11:15 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Novo Notícias)

RIO DE JANEIRO/RJ — A Polícia Civil, com apoio do Exército Brasileiro, derrubou um esquema que vendia ilusão de formação militar para liberar compra de armas. Segundo a investigação, o grupo simulava cursos presenciais completos — com aulas e provas — para inventar que os alunos haviam recebido treinamento regular de sargentos da reserva, e depois emitia identidades militares e autorizações de aquisição de armas com assinaturas falsificadas de oficiais. Dois homens foram detidos com mandado de prisão temporária expedido pela Justiça, e um terceiro segue procurado.
Como a fraude funcionava
O plano visava enganar o controle de armas em uma das etapas mais sensíveis: a habilitação exigida de quem pede acesso a armamento de categoria restrita.
- Curso simulado — aulas e provas presenciais criavam aparência de formação militar regular a pessoas que nunca passaram por ela;
- Documentação falsa — identidades militares e autorizações de compra eram produzidas com assinaturas de oficiais do Exército imitadas;
- CRAF adulterado — o grupo também falsificava Certificados de Registro de Arma de Fogo, o documento que formaliza o registro de uma arma no nome do proprietário;
- Verificação oficial — o Exército confirmou que os documentos e as autorizações apresentados nos pedidos eram falsos.
O tema interessa também aos leitores do RN porque o registro de armas segue regra nacional: o Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003) vale em todo o país, e cada pedido de certificado tende a ser examinado com mais rigor sempre que um esquema como este é desmantelado em outro estado.
O que foi apreendido e onde a apuração começou
A pista que abriu a investigação veio de um flagrante antigo: há cerca de dois meses, um homem foi detido ao tentar comprar uma pistola com documentos falsos. A partir desse caso, os investigadores cruzaram pedidos com perfil parecido e localizaram outras aquisições feitas com papelada falsificada de maneira semelhante, o que expôs o tamanho do esquema.
- Cinco pistolas — quatro no calibre .40 e uma no 9 mm, que somadas ao fuzil chegam a cerca de R$ 50 mil;
- Um fuzil 5,56 mm — calibre de uso restrito, identificado entre as compras;
- Entrega bloqueada — parte das armas estava nas lojas e chegou a ser retida antes de sair para os compradores;
- Destino do material — a Justiça autorizou que as armas apreendidas sejam destinadas à Polícia Civil.
Apuração publicada pelo portal NOVO Notícias serviu de base para este texto, com atribuição aos órgãos citados na operação.
O que acontece agora
A Polícia Civil segue investigando e tenta identificar outras pessoas ligadas ao esquema, enquanto o terceiro procurado permanece foragido. Os dois detidos respondem ao processo com os direitos preservados pela presunção de inocência, e o prazo da custódia temporária será definido pela Justiça nas próximas etapas. Desdobramentos — como a identificação de compradores que usaram os certificados falsos — devem ser divulgados conforme a apuração avançar.
Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.
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