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Assú sob tensão: polícia apura ligação entre três mortes com granadas

Polícia Civil apura se três homicídios registrados em Assú em setembro têm ligação entre si após granadas serem encontradas nos locais dos crimes no Vale do Açu.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 24 de setembro de 2026 às 12:55 • 4 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (G1 RN)

Assú sob tensão: polícia apura ligação entre três mortes com granadas
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / G1 RN

ASSÚ/RN — A Polícia Civil do Rio Grande do Norte apura se três homicídios registrados entre os dias 10 e 22 de setembro em Assú, no Vale do Açu, foram praticados pelo mesmo grupo e se as vítimas possuíam algum vínculo entre si. O elemento que conecta os casos, segundo os investigadores, é a presença de granadas e fragmentos de artefatos explosivos nos locais onde os corpos foram localizados. Até a publicação desta matéria, ninguém havia sido detido em razão desses episódios.

A linha de investigação considera a possibilidade de os explosivos funcionarem como uma espécie de assinatura de um grupo criminoso com atuação na cidade. De acordo com a Polícia Civil, a motivação das mortes ainda não foi esclarecida e os inquéritos seguem em andamento para identificar autores, eventuais mandantes e a dinâmica de cada ataque.

Três crimes em doze dias no Vale do Açu

Os episódios investigados ocorreram em pontos diferentes da cidade, num intervalo de doze dias, e mobilizaram equipes da Polícia Militar, da Polícia Civil e do esquadrão antibombas. Segundo a Polícia Civil, o histórico reunido até agora indica o seguinte quadro:

  • Dia 10 de setembro: um homem foi morto a tiros dentro de um apartamento em Assú. No imóvel, os peritos localizaram dois artefatos explosivos. Um deles teria detonado e atingido o braço da vítima, enquanto o outro permaneceu intacto e foi recolhido para análise da Polícia Científica. A companheira dele estava no local e, conforme o apurado, não foi atingida.
  • Dia 11 de setembro: um jovem de 21 anos foi encontrado morto nos fundos de uma residência na rua Professor João Jacinto. Ao redor do corpo, os policiais identificaram estilhaços compatíveis com a explosão de um artefato. Outras três pessoas ficaram feridas durante a ação e receberam atendimento. A área passou por isolamento para o trabalho da perícia.
  • Dia 22 de setembro: um homem de 40 anos foi morto com diversos disparos de arma de fogo. Durante a perícia, uma granada de fragmentação foi localizada próxima ao corpo. O Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar foi acionado e o esquadrão de bombas realizou a neutralização e a retirada do material com segurança.

Em todos os registros, o isolamento do perímetro e a checagem de artefatos antes da remoção dos corpos seguiram protocolo para explosivos, o que ampliou o tempo de ocorrência e exigiu apoio especializado na região Central do estado.

Pistas apontam para disputa entre grupos na região

Para os investigadores ouvidos na apuração, o uso repetido de granadas em homicídios num curto período destoa do padrão mais comum de execuções na região e sugere recado entre rivais. A hipótese trabalhada, segundo a Polícia Civil, é a de que um grupo criminoso instalado em Assú esteja por trás das três ações, hipótese que ainda depende de laudos, depoimentos e cruzamento de informações de inteligência.

De acordo com a polícia, os próximos passos incluem confrontar os fragmentos recolhidos, verificar a origem dos artefatos, ouvir testemunhas e familiares e checar se as vítimas se conheciam ou frequentavam os mesmos locais. A corporação também apura se há relação com outras ocorrências recentes no Vale do Açu, rota estratégica entre o Oeste potiguar e a região Central, cortada por rodovias estaduais e próxima a Mossoró.

Moradores relataram temor diante da sequência de ataques, sobretudo nos bairros onde houve interdição de ruas para o trabalho do esquadrão antibombas. A orientação das forças de segurança é que informações que possam ajudar na elucidação sejam repassadas pelos canais oficiais, com garantia de sigilo, sem que a população se exponha em áreas de possível confronto.

O que acontece agora

O caso segue sob apuração da Polícia Civil de Assú, com apoio da Polícia Científica na análise do material explosivo recolhido. Até a publicação desta matéria, os inquéritos buscavam definir autoria, motivação e eventual conexão entre as três mortes. Novos detalhes, como resultados de perícia e possíveis prisões, devem ser divulgados pelos órgãos oficiais ao longo da investigação. A orientação é que moradores evitem tocar em objetos suspeitos e acionem imediatamente a Polícia Militar pelo 190 ao identificar artefatos semelhantes.

Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.

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Fonte da Informação Veículo de origem: G1 RN (via RSS)
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