Presídio em Nísia Floresta passa por pente-fino e interno é levado a presídio federal
Ação da Polícia Penal mobilizou o tático e grupos operacionais em Nísia Floresta com revistas detalhadas e transferência de detento para o sistema federal.
Por Tribuna RN
Publicado em 01 de outubro de 2026 às 18:36 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Novo Notícias)

NÍSIA FLORESTA/RN — A Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta, na Grande Natal, passou por um reforço de segurança entre quarta-feira (30) e esta quinta-feira (1º). A medida foi determinada pela Diretoria-Geral da Polícia Penal do Rio Grande do Norte e contou com coordenação do Departamento de Operações Táticas, além da mobilização dos grupos operacionais da corporação.
Segundo a Polícia Penal, o efetivo realizou revistas minuciosas nas estruturas internas da unidade. O trabalho faz parte da rotina de controle do sistema prisional potiguar, mas foi intensificado neste período para prevenir irregularidades, localizar materiais proibidos e reorganizar a custódia. Ainda de acordo com a corporação, um interno foi transferido para o sistema penitenciário federal durante a ação.
A unidade de Nísia Floresta é uma das principais do estado e concentra detentos de diferentes perfis. Por isso, operações desse tipo costumam envolver planejamento prévio, isolamento de alas, checagem de celas e vistoria em áreas de convivência, pátios e locais de passagem.
Revistas detalhadas e atuação do tático
A coordenação ficou a cargo do Departamento de Operações Táticas, conhecido pela sigla DOT, com apoio dos demais grupos operacionais da Polícia Penal. De acordo com a Diretoria-Geral, a estratégia buscou dar mais estabilidade à rotina da penitenciária e reforçar a presença do Estado dentro da unidade.
Entre os pontos verificados em ações desse porte, segundo a corporação, estão:
- Celas e alojamentos: checagem de grades, colchões, pertences e possíveis esconderijos;
- Áreas comuns: vistoria em pátios, corredores, refeitórios e espaços de banho de sol;
- Materiais proibidos: busca por celulares, chips, drogas, armas artesanais e objetos cortantes;
- Controle de fluxo: reorganização da movimentação interna para reduzir riscos de conflito.
A Polícia Penal informou que as revistas ocorreram de forma planejada, sem detalhar, até a publicação desta matéria, a quantidade de material apreendido. O procedimento é comum quando há necessidade de apertar a disciplina ou responder a informações de inteligência sobre a unidade.
Transferência para o sistema federal
Outro ponto central da operação foi a transferência de um detento para o sistema penitenciário federal. Segundo a Polícia Penal, a medida integra as ferramentas de gestão de vagas e de segurança adotadas em casos avaliados como sensíveis.
De acordo com a corporação, transferências desse tipo geralmente ocorrem após análise técnica e decisão judicial, levando em conta o perfil do custodiado, a necessidade de romper vínculos com grupos locais e a segurança do próprio sistema estadual. O nome do interno não foi divulgado oficialmente.
Segundo a Diretoria-Geral da Polícia Penal, o reforço teve como objetivo estabilizar a rotina da unidade e ampliar o controle sobre a custódia na Penitenciária Rogério Coutinho Madruga.
Para moradores de Nísia Floresta e da região metropolitana, operações em presídios costumam gerar atenção redobrada por causa da movimentação de viaturas e do aumento do efetivo nas imediações. A corporação não relatou ocorrência fora do previsto durante os dois dias de ação.
O que acontece agora
O caso segue sob acompanhamento da Secretaria de Administração Penitenciária e da direção da unidade. Até a publicação desta matéria, a Polícia Penal não havia divulgado balanço completo com o resultado das revistas. Novos detalhes, como eventuais apreensões e o destino do interno transferido, devem ser informados pelos canais oficiais do sistema prisional potiguar.
A orientação é que informações sobre irregularidades no sistema penitenciário sejam repassadas pelos canais oficiais da Segurança Pública do Rio Grande do Norte, com garantia de sigilo quando necessário.
Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.
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