Potiguar conquista prata inédita no Mundial de Judô na Bósnia
Kaike Albuquerque foi vice-campeão na categoria M2 até 66 kg em Sarajevo e garantiu a primeira medalha do RN na história do Mundial de Veteranos.
Por Tribuna RN
Publicado em 26 de setembro de 2026 às 17:56 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Agora RN)

NATAL/RN — O Rio Grande do Norte subiu pela primeira vez ao pódio do Campeonato Mundial de Judô de Veteranos. O potiguar Kaike Albuquerque conquistou a medalha de prata na categoria M2 até 66 kg durante a edição de 2026, disputada em Sarajevo, na Bósnia e Herzegovina, no penúltimo fim de semana de setembro. Segundo o portal Agora RN, o judoca emplacou uma sequência de vitórias contra adversários de diferentes países até alcançar a decisão e fechar a campanha com o vice-campeonato.
O resultado coloca o estado no mapa de uma das competições mais tradicionais do calendário master da modalidade e premia um trabalho de longo prazo, feito de treinos diários, controle de peso e viagens para torneios fora do RN. Para a comunidade do judô potiguar — de projetos sociais a academias da Grande Natal e do interior —, a prata tem valor simbólico: mostra que é possível sair do tatame local e encarar o circuito internacional.
Como foi a campanha em Sarajevo
- Categoria: M2 até 66 kg, divisão de veteranos que agrupa atletas por faixa etária e peso corporal.
- Local e data: Sarajevo, capital bósnia, no penúltimo fim de semana de setembro de 2026.
- Trajetória: série de lutas eliminatórias contra representantes de vários países até a vaga na final, encerrada com a prata.
- Feito histórico: primeira medalha do Rio Grande do Norte no Mundial de Veteranos, de acordo com o levantamento divulgado após a competição.
- Nível da disputa: cerca de 1.360 judocas de 65 nações, com o Brasil levando 74 atletas — 63 homens e 11 mulheres —, a quinta maior delegação do torneio.
A categoria de veteranos segue as mesmas bases do judô olímpico — projeções, imobilizações e disciplina tática —, com ajustes de idade que permitem a permanência competitiva depois do alto rendimento adulto. No limite de 66 kg, cada detalhe pesa: um golpe bem aplicado decide a luta, e o controle físico ao longo de várias batalhas no mesmo dia costuma separar os finalistas dos demais.
O tamanho do Mundial e o papel do Brasil
O número de inscritos ajuda a dimensionar a prata potiguar. Com mais de mil atletas de cinco continentes, o Mundial de Veteranos funciona como encontro global da modalidade, reunindo ex-atletas de seleção, professores de dojôs e competidores que conciliam treino com trabalho e família. O Brasil, com 74 representantes, formou a quinta maior delegação — sinal da força do país na base master, presente em disputas por peso e idade em todas as chaves.
Para o RN, que tradicionalmente disputa espaço com centros maiores do Sudeste e do Sul, cada medalha internacional carrega um efeito multiplicador. Técnicos da Grande Natal apontam que conquistas assim costumam atrair novos alunos para escolinhas, facilitar apoio de patrocinadores locais e abrir portas para intercâmbios. O judô, em especial, tem presença capilarizada em escolas, projetos sociais e quartéis, onde a disciplina e o respeito cultivados no tatame dialogam com a formação de crianças e adolescentes.
Kaike competiu na M2, faixa que reúne atletas em plena maturidade física e técnica. Manter-se competitivo nesse estágio exige rotina rigorosa: preparação física, fisioterapia preventiva, dieta para bater o peso e estudo de adversários por vídeo. A prata em Sarajevo, nesse contexto, valida o planejamento e projeta o nome do potiguar entre os principais da categoria no ciclo atual.
Conclusão
A medalha de Kaike Albuquerque em Sarajevo entra para a história do esporte potiguar como a primeira do RN no Mundial de Veteranos e como exemplo concreto para a nova geração dos tatames. Até a publicação desta matéria, não havia anúncio oficial sobre homenagens ou próximos torneios do atleta, e novos detalhes sobre a temporada devem ser divulgados pelos canais do judô estadual. O recado para meninos e meninas que treinam na Grande Natal, no Oeste ou no Seridó é direto: com constância, apoio e oportunidade de competir fora, o caminho do bairro ao pódio mundial fica mais curto.
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