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Eleitores cobram escola melhor e professor valorizado no próximo governo

Ouvidos em Natal, potiguares apontam qualidade do ensino, estrutura das escolas e qualificação docente como os maiores gargalos da educação estadual.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 01 de outubro de 2026 às 01:20 • 4 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Tribuna do Norte)

Eleitores cobram escola melhor e professor valorizado no próximo governo
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Tribuna do Norte

NATAL/RN — A educação pública aparece no topo das cobranças ao próximo Governo do Rio Grande do Norte. Ouvidos pela reportagem que originou esta pauta em Natal, eleitores de diferentes idades e profissões apontam o mesmo diagnóstico: a rede estadual precisa avançar na qualidade do ensino, na estrutura física das escolas e na valorização de quem está em sala de aula. O pano de fundo é o desempenho do ensino médio — etapa sob responsabilidade do Executivo estadual — no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o Ideb, que segue entre os mais baixos do país apesar de melhorias recentes.

As entrevistas revelam um eleitor atento e direto. Ninguém fala em milagre: o que se pede é investimento contínuo, cuidado com os prédios e respeito ao professor.

Valorização de quem ensina

O ponto mais repetido nas conversas foi o professor. A cuidadora Marineide Soares, de 50 anos, classifica a educação estadual como defasada e defende que o futuro gestor coloque a valorização docente no centro do plano de governo, com mais recursos e atenção à carreira.

O taxista Michel de Oliveira, de 51 anos, segue a mesma linha e conecta o tema aos indicadores. Para ele, o estado figura entre os piores do Brasil no setor, e a saída passa por investir em quem está na ponta, sem descuidar da parte física das unidades. Na avaliação dele, um prédio bem cuidado também motiva o aluno a frequentar as aulas — e a questão financeira do estado, embora seja o maior desafio geral, não pode deixar a educação em segundo plano.

A aposentada Marizete Augusto, de 75 anos, reforça a cobrança por qualificação. Ela defende formação permanente para os docentes, combinada com a recuperação da infraestrutura, como caminho para encarar os problemas de frente.

Prédio, material e pedagógico

A aposentada Edineide Pinheiro, de 65 anos, amplia o olhar para dentro da sala de aula. Ela cobra um pacote de medidas que una o pedagógico ao estrutural: ensino com mais qualidade, método acompanhado de perto e escolas com o básico garantido — do material didático à conservação dos espaços. Sem esse conjunto, avalia ela, não há como sustentar avanço real no aprendizado.

Outros ouvidos reforçam o retrato das estruturas. João Maria da Silva, de 46 anos, considera que os governos recentes fizeram pouco pela área e cita as condições de parte das escolas como prova do atraso. Janilson dos Santos, de 54 anos, pondera que a situação atual é razoável e percebe alguma melhora na qualidade, mas reconhece que há unidades pedindo reforma e que esse deve ser um dos primeiros pontos de atenção.

Em resumo, as cobranças se concentram em quatro frentes:

  • Qualidade do ensino, com foco no pedagógico e no desempenho do ensino médio no Ideb;
  • Infraestrutura, com reformas, conservação e material básico nas escolas;
  • Valorização e qualificação dos professores, da remuneração à formação continuada;
  • Continuidade dos investimentos, para que avanços pontuais virem política permanente.

Por que a educação pesa tanto nesta eleição

O ensino médio estadual carrega um peso simbólico e prático: é a etapa que forma o jovem para o trabalho e para o ensino superior, e é nela que o RN mais patina nas comparações nacionais. Cada ponto no Ideb reflete vidas concretas — permanência na escola, aprendizagem de português e matemática, fluxo sem reprovação em massa. Quando o eleitor fala em "estrutura" ou "professor valorizado", está falando, no fundo, de manter o estudante na escola e garantir que ele aprenda.

A demanda por continuidade também aparece nas entrelinhas: trocar de governo não pode significar recomeçar do zero. Eleitores ouvidos esperam que o próximo gestor preserve o que funcionou, corrija o que travou e apresente metas claras, com prazos e transparência sobre obras, concursos, formação e material.

Conclusão

O recado das ruas de Natal é direto: o próximo governo será cobrado pela sala de aula. Qualidade do ensino, escola bem cuidada e professor respeitado formam o tripé da expectativa potiguar para os próximos quatro anos. A apuração segue aberta — os candidatos ainda vão detalhar propostas para a rede estadual ao longo da campanha — e cabe ao eleitor comparar promessas com o diagnóstico que ele mesmo fez. A Tribuna RN acompanha o tema e volta ao assunto com as propostas oficiais e os dados atualizados do Ideb assim que forem divulgados pelos órgãos responsáveis.

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