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Gás de cozinha chega a R$ 130 em Natal e pesa no bolso das famílias

Procon Natal percorreu 30 revendas nas quatro zonas e achou botijão de 13 kg de R$ 95 a R$ 130. Média na capital chega a R$ 114 após alta de 10,67% em um ano.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 24 de setembro de 2026 às 18:57 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (G1 RN)

Gás de cozinha chega a R$ 130 em Natal e pesa no bolso das famílias
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / G1 RN

NATAL/RN — Quem precisa trocar o botijão de 13 kg em Natal precisa pesquisar antes de ligar para a revenda. Levantamento divulgado nesta semana pelo Procon Natal encontrou o mesmo produto custando de R$ 95 a R$ 130 conforme o bairro, uma diferença de R$ 35 que compromete o orçamento doméstico. A pesquisa percorreu 30 pontos de venda nas quatro zonas da capital na última quarta-feira (23), segundo o órgão municipal de defesa do consumidor.

O retrato confirma o que muita dona de casa já sente no fogão: o gás subiu e varia muito de um quarteirão para outro. Na média geral, o botijão chegou a R$ 114 em Natal, com avanço de 10,67% em doze meses, de acordo com o Núcleo de Pesquisa do Procon Natal.

Onde a diferença aperta mais no bolso

O menor valor foi localizado em Lagoa Azul, na Zona Norte, a R$ 95. O maior apareceu no Potengi, também na Zona Norte, a R$ 130. O contraste dentro da mesma região mostra que nem sempre vale a regra do bairro mais próximo sair mais barato, informou o Procon Natal.

Os números organizados por região ajudam a entender o mapa do preço na Grande Natal:

  • Extremos na capital: mínimo de R$ 95 em Lagoa Azul e máximo de R$ 130 no Potengi, ambos na Zona Norte.
  • Variação relativa: distância de 36,84% entre o ponto mais barato e o mais caro visitado.
  • Médias por zona: ao comparar os preços médios de cada região, a diferença cai para cerca de R$ 11, mas segue relevante para quem vive com renda apertada.
  • Zona Oeste: preço médio de R$ 114, com acréscimo recente de 1,78%, conforme o levantamento.
  • Zona Norte: média de R$ 110, também com elevação de 1,78% no período apurado.
  • Zona Leste: única com recuo, ao passar de R$ 112 para R$ 111 entre as medições citadas pelo órgão.

Para o consumidor da Grande Natal, a lição prática é direta: uma ligação a mais pode representar economia suficiente para a feira da semana.

Por que o preço subiu e como se proteger na compra

Na comparação anual, o botijão médio saiu de R$ 103 no mesmo período de 2025 para os atuais R$ 114, acréscimo de R$ 11. Foi o segundo reajuste captado pelo Procon Natal neste ano. Em abril, a média havia avançado de R$ 110 para R$ 112, elevação de 1,78%, de acordo com o órgão.

O Procon Natal atribui o movimento atual a fatores de custo da cadeia, como convenções coletivas, negociações salariais e revisões anuais aplicadas por distribuidoras. Ou seja, não se trata apenas do posto de revenda: há repasse de despesas trabalhistas e logísticas ao longo da distribuição no Rio Grande do Norte.

Diante desse cenário, o órgão orienta o morador a adotar cuidados simples antes de fechar o pedido:

  • Pesquise em mais de uma revenda: compare valores entre bairros vizinhos e pergunte sobre promoções para retirada no local.
  • Confira entrega e pagamento: taxas de entrega podem variar e o valor pode mudar entre pagamento à vista e no cartão, desde que as condições estejam expostas de forma clara e visível, segundo o Procon.
  • Guarde a nota fiscal: o documento é indispensável para formalizar reclamação em caso de cobrança irregular.
  • Consulte a lista completa: a relação com nomes e endereços dos 30 estabelecimentos visitados está disponível no site oficial do Procon Natal.
  • Denuncie irregularidades: o atendimento presencial ocorre na Rua Ulisses Caldas, 181, Cidade Alta, e há canal pelo WhatsApp (84) 3232-6189, informou o órgão.

A recomendação vale especialmente para famílias que cozinham todos os dias e para pequenos comerciantes da capital potiguar, como lanchonetes e marmitarias, para quem o gás representa custo fixo pesado.

Conclusão

O levantamento mostra que o gás de cozinha segue pressionando o custo de vida em Natal, com média em alta e forte dispersão entre revendas. Até a publicação desta matéria, a orientação oficial é pesquisar, comparar taxas de entrega e guardar a nota fiscal. Novos levantamentos do Procon Natal devem atualizar o panorama nos próximos meses, e o consumidor pode acompanhar a lista completa de preços no canal oficial do órgão antes da próxima troca do botijão.

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Fonte da Informação Veículo de origem: G1 RN (via RSS)
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