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Rogério Marinho adia debate sobre comando do Senado para após 2º turno

Senador potiguar, cotado para presidir o Senado, diz que decisão fica para depois do segundo turno e segue focado na campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 06 de outubro de 2026 às 11:36 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Tribuna do Norte)

Rogério Marinho adia debate sobre comando do Senado para após 2º turno
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Tribuna do Norte

BRASÍLIA/DF — O senador potiguar Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta segunda-feira, 5, que qualquer conversa sobre a disputa pela presidência do Senado na próxima legislatura ficará para depois do segundo turno da eleição presidencial. Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto, o parlamentar disse que o foco total neste momento é a reta final da corrida pelo voto nacional.

Segundo o senador, a prioridade do partido é ampliar o palanque nos estados onde a disputa segue aberta. De acordo com aliados ouvidos pela imprensa em Brasília, o PL saiu como a legenda mais vitoriosa do primeiro turno, realizado no domingo, 4, e agora tenta transformar o desempenho nas urnas em força para o segundo turno e para a futura correlação de forças no Congresso.

Cotado para o comando, Marinho prega cautela

Nos bastidores de Brasília, o nome de Rogério Marinho aparece entre os mais lembrados para disputar o comando da Casa a partir de 2027. O potiguar já foi ministro do Desenvolvimento Regional, secretário de Previdência e relator de reformas importantes, o que lhe dá trânsito entre as bancadas da direita, do centro e até de setores independentes.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de concorrer, Marinho desconversou e disse que antecipar esse debate atrapalha a campanha presidencial. Para o senador, falar de cargos agora divide energias e cria ruído com aliados regionais que também têm pretensões no Senado.

  • Quem falou: senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro;
  • Quando: nesta segunda-feira, 5 de outubro, um dia após o primeiro turno;
  • O que disse: a sucessão no Senado só será tratada após o segundo turno presidencial;
  • Contexto: PL foi o partido com melhor desempenho nas urnas no domingo, 4, segundo avaliação da própria legenda.

O que está em jogo para o Rio Grande do Norte

Uma eventual chegada de um potiguar à presidência do Senado teria peso direto para o Rio Grande do Norte. O comando da Casa define a pauta de votações, o ritmo de sabatinas, a liberação de comissões e a negociação de repasses e obras com o Executivo federal. Para um estado que depende de recursos para segurança hídrica, duplicação de rodovias como a BR-304 e investimentos no turismo, ter um nome do RN no centro do tabuleiro ampliaria a capacidade de articulação.

No Grande Natal, no Oeste e no Seridó, lideranças do PL comemoraram o desempenho do primeiro turno e já projetam palanques para o segundo turno. A governadora Fátima Bezerra (PT), por outro lado, atua em campo oposto e promete reforçar a campanha adversária no estado, o que transforma o RN em um dos palcos regionais da disputa nacional.

“A discussão sobre a presidência do Senado é assunto para depois do segundo turno”, afirmou o senador Rogério Marinho, segundo relato da imprensa que acompanhou a declaração em Brasília.

O que acontece agora

Com o calendário apertado, a expectativa é de que as articulações pela sucessão no Senado ganhem força apenas após a definição do novo presidente da República. Até lá, segundo aliados de Marinho, o senador seguirá viajando pelos estados para reforçar a campanha de Flávio Bolsonaro, com agendas no Sudeste e no Nordeste.

Para o leitor potiguar, o recado prático é acompanhar os desdobramentos em duas frentes: o resultado do segundo turno, que redefine a relação entre Planalto e Congresso, e a movimentação das bancadas no Senado, que vai decidir quem comanda a Casa a partir de 2027. Novas declarações oficiais devem ocorrer ao longo desta semana em Brasília.

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