Milei torce por Flávio contra Lula e amplia racha com o Brasil
Presidente argentino Javier Milei declarou esperança na vitória de Flávio Bolsonaro sobre Lula e explicitou preferência na eleição brasileira em meio ao desgaste com Brasília.
Por Tribuna RN
Publicado em 01 de outubro de 2026 às 22:38 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Blog do BG)

BUENOS AIRES/ARGENTINA — O presidente argentino, Javier Milei, declarou ter esperança na vitória do senador Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais brasileiras. A manifestação, destacada pela colunista Janaína Figueiredo em análise sobre as relações entre os dois países, reforça o distanciamento político entre a Casa Rosada e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Milei e Lula mantêm posições ideológicas opostas e já protagonizaram divergências públicas desde a posse do argentino. Ao explicitar a torcida por Flávio, o presidente vizinho leva para o centro do debate regional uma disputa que mobiliza eleitores da Grande Natal ao Oeste potiguar e que tem reflexos diretos no comércio, no turismo e na cooperação dentro do Mercosul.
O que disse Milei e o contexto diplomático
Segundo o relato divulgado pelo Blog do BG, com informações do UOL, Milei afirmou esperar uma mudança de governo no Brasil com a eleição de Flávio. A declaração não é um ato formal de Estado, mas um sinal político com peso diplomático às vésperas do primeiro turno.
- Declaração central: esperança manifestada por Milei na vitória de Flávio Bolsonaro sobre Lula.
- Veículo da análise: coluna de Janaína Figueiredo, que contextualizou o momento das relações bilaterais.
- Histórico recente: divergências públicas entre Milei e Lula desde a chegada do argentino ao poder.
- Críticas anteriores: o presidente argentino já fez manifestações críticas ao governo brasileiro em diferentes ocasiões.
- Leitura diplomática: preferência explícita por alternância no Palácio do Planalto, rompendo a neutralidade habitual entre chefes de Estado vizinhos.
Brasil e Argentina são os principais parceiros comerciais um do outro no âmbito do Mercosul. Para o Rio Grande do Norte, que exporta frutas, pescados e sal e recebe turistas argentinos na Via Costeira, em Pipa e em São Miguel do Gostoso, a estabilidade dessa relação tem impacto prático em empregos e renda.
Por que isso importa para o RN e para o Mercosul
A eleição brasileira é acompanhada de perto por governos, investidores e empresários do bloco. Uma troca de farpas entre presidentes pode travar pautas conjuntas, como tarifas, infraestrutura e facilitação de fronteiras, ainda que os fluxos comerciais sigam por contratos privados.
- Comércio regional: Brasil e Argentina concentram o maior intercâmbio de bens do Mercosul, com cadeias ligadas a alimentos, energia e indústria.
- Turismo potiguar: argentinos estão entre os visitantes estrangeiros do Nordeste, com presença na rede hoteleira de Natal e do Litoral Sul.
- Clima de negócios: declarações políticas elevam a percepção de risco e entram no cálculo de importadores e operadores.
- Cooperação prática: temas como transporte, energia e segurança nas fronteiras dependem de diálogo contínuo entre Brasília e Buenos Aires.
- Efeito na campanha: a fala de Milei foi incorporada à disputa de narrativas entre lulistas e bolsonaristas na reta final do primeiro turno.
No palanque potiguar, onde aliados de Lula e de Flávio disputam votos em Natal, Mossoró e Caicó, o gesto do argentino tende a ser usado pelos dois lados: um para falar em interferência externa, outro para falar em alinhamento ideológico regional.
Conclusão
A torcida declarada de Milei por Flávio explicita a fratura política entre os governos brasileiro e argentino e coloca a eleição de domingo no centro da agenda do Mercosul. Até a publicação desta matéria, não havia resposta oficial do Palácio do Planalto nem do Itamaraty sobre a declaração.
Novos desdobramentos devem surgir nos canais diplomáticos e na própria campanha, com repercussão entre lideranças do RN ligadas ao comércio exterior e ao turismo. A recomendação ao leitor é acompanhar as notas oficiais dos governos e desconsiderar versões distorcidas que circulam sem atribuição nas redes sociais.
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