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Detido na Paraíba diz ter matado mais de 60 pessoas e cita Natal e o interior

Homem de 41 anos foi capturado em Bom Sucesso, no Sertão paraibano, e relatou crimes no Nordeste. Polícias apuram citações a Natal e Marcelino Vieira, ainda sem confirmação.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 30 de setembro de 2026 às 20:16 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Agora RN)

Detido na Paraíba diz ter matado mais de 60 pessoas e cita Natal e o interior
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Agora RN

NATAL/RN — Um homem de 41 anos, preso no último fim de semana em Bom Sucesso, no Sertão da Paraíba, afirmou a policiais ter participação em mais de 60 homicídios espalhados pelo Nordeste. A captura ocorreu durante o cumprimento de dois mandados de prisão por outros delitos. No relato feito a caminho da delegacia e na unidade de Catolé do Rocha, o suspeito citou supostos crimes na Paraíba, no Ceará, na Bahia e no Rio Grande do Norte, incluindo possíveis casos em Natal e em Marcelino Vieira, no Alto Oeste potiguar, segundo a Polícia Militar paraibana.

As declarações ainda passam por checagem. Até a publicação desta matéria, nenhuma autoridade confirmou a participação do detido nos episódios mencionados, e as polícias tratam as falas como depoimento a ser confrontado com boletins de ocorrência, laudos e investigações em curso.

O que se sabe sobre a prisão no Sertão

De acordo com a Polícia Militar da Paraíba, o homem foi localizado em Bom Sucesso e conduzido para os procedimentos de praxe. Os mandados cumpridos na ocasião se referem a outros crimes, sem relação direta, por enquanto, com a série de homicídios relatada por ele.

  • Idade e trajeto: o suspeito tem 41 anos e falou sobre os supostos crimes durante o deslocamento e na delegacia de Catolé do Rocha.
  • Estados citados: Paraíba, Ceará, Bahia e Rio Grande do Norte aparecem no relato inicial.
  • Cidades potiguares mencionadas: Natal, na Grande Natal, e Marcelino Vieira, no Oeste, teriam sido citadas e agora passam por verificação.
  • Situação atual: ele segue preso na Paraíba, sem previsão de transferência para outro estado.
  • Fase da apuração: as polícias cruzam nomes, datas e locais com registros oficiais antes de qualquer conclusão.

A Polícia Civil da Paraíba informou que as suspeitas de homicídios narradas pelo detido estão sob análise das autoridades baianas, que já acompanhavam parte do histórico do investigado.

Ligação com caso investigado na Bahia

Um dos pontos que chamou a atenção dos investigadores é uma apuração anterior na Bahia sobre o desaparecimento de quatro pessoas entre fevereiro e abril de 2025, em Ibotirama, no oeste baiano. Segundo a Polícia Militar, a Polícia Civil baiana já havia relacionado o nome do suspeito a esse episódio.

Naquele caso, corpos foram localizados durante as buscas, uma criança foi encontrada com vida e uma mulher permanece desaparecida, de acordo com as informações divulgadas pela corporação. Outros dois homens também são apontados como possíveis envolvidos nas ocorrências investigadas em Ibotirama.

Para as autoridades, a coincidência de nomes exige cautela redobrada: o fato de o suspeito ser citado em um inquérito não significa que ele tenha cometido todos os delitos que afirma ter praticado. Relatos de múltiplos crimes precisam ser testados com provas técnicas, testemunhos e cronologia compatível de deslocamentos entre estados do Nordeste, incluindo eventuais passagens pelo RN.

O que acontece agora

O caso segue sob apuração das Polícias Civis da Paraíba e da Bahia, com apoio das unidades que detêm registros nas cidades citadas, entre elas Natal e Marcelino Vieira. Os investigadores vão confrontar as afirmações com inquéritos, exames periciais e bancos de dados de desaparecimentos e homicídios. Se surgirem indícios consistentes de crimes no território potiguar, o material deve ser compartilhado com a Polícia Civil do Rio Grande do Norte para abertura de frentes próprias. A orientação é que moradores com informações sobre desaparecimentos ou crimes sem solução procurem a delegacia mais próxima ou os canais oficiais de denúncia, sem expor nomes ou suposições nas redes.

Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.

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