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Pecuária potiguar cresce 17,5% e atinge R$ 2,18 bilhões em 2025, diz IBGE

Pesquisa da Pecuária Municipal mostra salto de R$ 1,85 bilhão para R$ 2,18 bilhões no RN, com avanço de leite, ovos e efetivo bovino no Seridó, Oeste e Vale do Açu.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 30 de setembro de 2026 às 14:22 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Tribuna do Norte)

Pecuária potiguar cresce 17,5% e atinge R$ 2,18 bilhões em 2025, diz IBGE
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Tribuna do Norte

CAICÓ/RN — O campo potiguar fechou 2025 com resultado expressivo. O valor da produção de origem animal no Rio Grande do Norte chegou a R$ 2,18 bilhões, alta nominal de 17,52% sobre os R$ 1,85 bilhão registrados no ano anterior, de acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal, divulgada nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O levantamento, que retrata rebanho, leite, ovos, mel e outros produtos em todos os municípios do país, confirma a recuperação de cadeias importantes para o interior do estado, do Seridó ao Oeste, passando pelo Vale do Açu e pelo Mato Grande. Para o produtor, o número representa mais renda circulando em vaquejadas, feiras, laticínios, granjas e pequenos abatedouros regularizados.

O que puxou o crescimento no RN

Segundo os dados apresentados pelo IBGE, o avanço reflete a combinação de preços mais remuneradores e retomada de produtividade após anos de estiagem irregular. A pesquisa detalha efetivos e produção por município, permitindo comparar o desempenho de polos tradicionais da pecuária potiguar.

  • Bovinocultura: rebanho distribuído entre Seridó, Oeste e Vale do Açu sustenta corte e leite, com Caicó, Mossoró, Assu e Pau dos Ferros entre as referências regionais.
  • Leite: bacias leiteiras do Seridó e do Alto Oeste seguem como base para laticínios e queijeiras, com impacto direto na agricultura familiar.
  • Avicultura e ovos: granjas na Grande Natal e no Agreste ampliam a oferta de ovos e frango para o mercado local.
  • Caprinos e ovinos: criação adaptada ao semiárido mantém relevância no Seridó e no Oeste, com feiras e abates crescentes.
  • Mel de abelha: apicultura do interior ganha espaço como renda complementar em anos de chuva regular.

De acordo com a série histórica da pesquisa, variações de preço explicam parte relevante do salto nominal, mas o IBGE também aponta estabilidade ou crescimento de efetivos em segmentos-chave, o que indica base produtiva mais sólida e não apenas efeito inflacionário.

Impacto para o interior e para a Grande Natal

O reflexo do resultado vai além da porteira. No interior, a pecuária movimenta casas de ração, clínicas veterinárias, transporte de animais, frigoríficos, feiras livres e empregos diretos nas fazendas. Na Grande Natal, o efeito chega ao consumidor por meio do abastecimento de carne, leite, queijo, ovos e mel nos supermercados, mercadões e feiras de Natal, Parnamirim, Macaíba e São Gonçalo do Amarante.

  • Emprego e renda: cadeias de leite e ovos são intensivas em mão de obra e seguram famílias no campo.
  • Agroindústria: laticínios do Seridó e do Oeste agregam valor ao leite com queijos, manteiga e iogurtes.
  • Comércio regional: Mossoró, Caicó, Currais Novos, Assu e Pau dos Ferros concentram serviços de apoio ao produtor.
  • Segurança alimentar: oferta local reduz dependência de produtos trazidos de outros estados.

Especialistas em economia rural avaliam que a regularidade hídrica, o crédito para retenção de matrizes e a assistência técnica são decisivos para transformar um ano bom em ciclo consistente. Até a publicação desta matéria, o IBGE havia liberado os agregados estaduais, e o detalhamento por município deve orientar políticas de prefeituras e do Governo do Estado.

Conclusão

O salto para R$ 2,18 bilhões coloca a produção animal novamente entre os motores da economia interiorana potiguar e reforça o peso do Seridó, do Oeste e do Vale do Açu no mapa agropecuário do Nordeste. O desafio agora é converter o ganho nominal em produtividade duradoura, com sanidade animal, melhoramento genético, água assegurada e canais de comercialização.

Novos recortes da Pesquisa da Pecuária Municipal devem ser explorados nos próximos dias por órgãos estaduais e entidades do setor. A tendência, segundo técnicos, é de acompanhamento por cadeia produtiva para definir onde investir em industrialização, armazenagem e abertura de mercados dentro e fora do RN.

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