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Senado no RN tem Styvenson à frente e disputa voto a voto pela segunda vaga

Quaest da véspera do 1º turno aponta Styvenson com 27% dos válidos ao Senado no RN, seguido por Coronel Hélio com 20%, Samanda com 18% e Zenaide com 17% em eleição com duas vagas.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 03 de outubro de 2026 às 22:58 • 4 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (G1 RN)

Senado no RN tem Styvenson à frente e disputa voto a voto pela segunda vaga
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / G1 RN

NATAL/RN — A briga pelas duas cadeiras do Rio Grande do Norte no Senado chega à véspera da votação com um líder isolado e um pelotão embaralhado logo atrás. Sondagem Quaest divulgada neste sábado (3) indica Styvenson Valentim (Podemos) com 27% das citações válidas no cômputo agregado. Na sequência aparecem Coronel Hélio (PL) com 20%, Samanda de Lula (PT) com 18% e Zenaide Maia (PSD) com 17%, em diferença que cabe dentro da margem de erro e deixa a segunda vaga em aberto.

Neste domingo (4), cada potiguar poderá escolher dois nomes para o Senado. Por isso, o instituto apresenta tanto o resultado somado das duas escolhas quanto o desempenho separado para a primeira e para a segunda indicação. O estudo foi encomendado pela Inter TV, ouviu 1.800 eleitores de 16 anos ou mais entre 2 e 3 de outubro, tem margem de 2 pontos percentuais e confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é o RN-09644/2026.

Placar agregado e a briga direta pela segunda cadeira

No indicador principal, que reúne primeira e segunda escolhas em votos válidos, o levantamento captou:

  • Styvenson Valentim (Podemos) com 27%, na dianteira do agregado;
  • Coronel Hélio (PL) com 20%, na segunda posição;
  • Samanda de Lula (PT) com 18%, colada na disputa pela outra vaga;
  • Zenaide Maia (PSD) com 17%, também dentro da faixa de empate técnico;
  • Rafael Motta (PDT) com 12%, correndo por fora, mas ainda no jogo;
  • Demais concorrentes com 2% ou menos, incluindo Sandro Pimentel, Tércio Tinôco, Gari Wendell Batista e Rosália Fernandes.

Segundo a Quaest, votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos. A ponderação usa o perfil de comparecimento, dando mais peso a quem tem maior chance de votar. Na prática potiguar, isso significa que redutos como a Zona Norte de Natal, o bairro Abolição em Mossoró, o centro de Caicó e as cidades do Vale do Açu podem pesar de forma distinta na totalização oficial.

Quando se observam os votos totais, com brancos, nulos e indecisos incluídos, Styvenson tem 18%, Coronel Hélio 13%, Samanda 12%, Zenaide 11% e Rafael Motta 8%. Os indecisos somam 11%, ante 17% em 25 de setembro, enquanto brancos e nulos seguem em 23%, patamar elevado típico de disputa com duas vagas.

Primeira vaga, segunda vaga e voto dividido

O detalhamento por vaga ajuda a entender a fragmentação. Para a primeira indicação, Styvenson lidera com 28%, seguido por Samanda com 16%, Zenaide com 12% e Coronel Hélio com 10%. Já para a segunda indicação, Coronel Hélio aparece com 15%, Rafael Motta com 10%, Zenaide com 10%, Samanda com 8% e Styvenson com 8%.

O cruzamento sugere que parte do eleitorado divide o voto entre campos distintos, estratégia comum quando há dois assentos em jogo. É o eleitor que escolhe um nome mais conhecido para uma vaga e testa uma alternativa na outra, do Litoral Sul ao Mato Grande. A indefinição para a segunda escolha é maior: 16% não apontaram nome para a segunda vaga, contra 6% na primeira, e os brancos e nulos chegam a 28% nesse recorte.

Na espontânea, quando nenhum nome é apresentado, 41% não citaram candidato, índice que era de 61% em setembro. Styvenson foi lembrado por 14%, Coronel Hélio por 10%, Samanda por 8%, Zenaide por 7% e Rafael Motta por 5%. A queda dos indecisos mostra consolidação, mas o contingente ainda sem nome revela que a disputa segue sensível a reta final de campanha, programas no rádio e carreatas no interior.

Metodologia e nível de convicção do eleitor

De acordo com o instituto, 83% dos que manifestaram preferência pelo Senado dizem que a decisão está fechada, enquanto 16% admitem que ainda podem trocar. Em 25 de setembro, os convictos eram 71%. O avanço indica amadurecimento, sem eliminar o espaço para viradas pontuais, sobretudo na segunda vaga, onde três ou quatro pontos separam quatro concorrentes.

Para o leitor acompanhar com precisão, vale reforçar os parâmetros técnicos informados: 1.800 entrevistas presenciais em municípios potiguares, coleta entre 2 e 3 de outubro, margem de 2 pontos para mais ou para menos, confiança de 95% e contratação pela Inter TV. Pesquisas são retratos do momento da coleta e não substituem a totalização do Tribunal Regional Eleitoral.

O que acontece agora

As urnas abrem às 8h deste domingo (4) em todo o estado, com votação até as 17h no horário de Brasília. Cada eleitor digitará dois números de três dígitos para senador, além das escolhas para presidente, governador, deputado federal e deputado estadual. A recomendação é levar documento oficial com foto, deixar o celular com os mesários antes de entrar na cabine e conferir a ordem de votação no comprovante.

Até a publicação desta matéria, o quadro era de vantagem de Styvenson e embolado técnico entre Coronel Hélio, Samanda, Zenaide e Rafael Motta pela outra cadeira. A definição oficial sairá da apuração do TRE-RN. A Tribuna RN seguirá com a cobertura da votação em Natal e no interior, o mapa dos votos por região e os efeitos do resultado sobre a bancada potiguar em Brasília.

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Fonte da Informação Veículo de origem: G1 RN (via RSS)
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