Festa de Apodi vira patrimônio do RN e recebe verba na Assembleia
Mandato levou história de Apodi à Assembleia com festa de São João como patrimônio estadual, emenda de R$ 65 mil e apoio ao museu e ao Lajedo.
Por Tribuna RN
Publicado em 29 de setembro de 2026 às 15:55 • 4 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Apodi Agora)

APODI/RN — A trajetória cultural de Apodi, na região Oeste do Rio Grande do Norte, ganhou reconhecimento formal dentro da Assembleia Legislativa potiguar por meio de ações voltadas à festa do padroeiro, ao teatro popular e aos espaços de memória do município. Segundo o portal Apodi Agora, as iniciativas partiram do mandato do deputado Neilton Diógenes e envolveram lei estadual, destinação de emenda e registro de equipamentos culturais da cidade.
O destaque central é a Festa de São João Batista, celebrada por gerações de famílias apodiense. De acordo com a publicação de origem, o trabalho do parlamentar contribuiu para que a celebração fosse declarada Patrimônio Cultural e Imaterial do Rio Grande do Norte, com a Lei nº 11.458/2023. Na prática, o título inscreve a festa no conjunto de bens simbólicos protegidos pelo Estado e reforça o calendário religioso e turístico do Oeste potiguar.
Patrimônio, emenda e palco da fé no Oeste
A festa do padroeiro movimenta igrejas, ruas, comércio e hospedagem na Chapada do Apodi todos os anos. Para quem vive no município, o período significa reencontro de parentes, missas, procissão e apresentações que atravessam décadas. Para visitantes, representa contato direto com a religiosidade sertaneja e com a culinária, o artesanato e a música regional.
Os pontos apurados na pauta original foram reorganizados abaixo:
- Reconhecimento estadual: Festa de São João Batista incluída entre os patrimônios culturais e imateriais do RN pela Lei nº 11.458/2023, a partir de iniciativa ligada ao mandato citado pela fonte.
- Apoio financeiro direto: destinação de R$ 65 mil em emendas parlamentares, em 2024, para o Auto de São João Batista, encenação tradicional que narra a devoção ao padroeiro.
- Efeito local: fortalecimento de cadeia que envolve costureiras, músicos, atores amadores, comerciantes do Centro e comunidades rurais que participam dos festejos.
- Geografia da devoção: Apodi reúne símbolos como a Lagoa de Apodi, a Barragem de Santa Cruz e o Lajedo de Soledade, pontos que costumam entrar no roteiro de quem visita a cidade no período junino.
De acordo com o texto-base, o repasse para o Auto ajudou a manter a montagem do espetáculo, que exige palco, som, figurino e ensaios ao longo de semanas. O formato popular da peça atrai moradores de bairros como Centro, Lagoa Seca e zona rural, além de excursionistas de Mossoró, Felipe Guerra, Severiano Melo e Caraúbas, que aproveitam a BR-405 para chegar ao município.
Museu, Lajedo e educação patrimonial no Seridó vizinho ao Oeste
Um segundo eixo da atuação destacada pela fonte envolve memória e formação. Ainda segundo o Apodi Agora, o parlamentar registrou na Assembleia, em 2023, a inauguração do Museu do Índio Luiza Cantofa, instalado em Apodi, e defendeu o uso pedagógico do Lajedo de Soledade, sítio arqueológico entre Apodi e Felipe Guerra conhecido pelas pinturas rupestres e formações rochosas.
O museu preserva peças e narrativas ligadas aos povos originários da região, enquanto o Lajedo recebe pesquisadores, estudantes e guias de turismo. A proposta mencionada na pauta é aproximar escolas dessas referências, com visitas orientadas e atividades de história, geografia e ciências. Para o interior potiguar, esse tipo de ação amplia o repertório de aulas que costumam ficar restritas à sala, levando alunos ao contato direto com vestígios arqueológicos e com a caatinga do Oeste.
O contexto ajuda a entender o peso da medida. Apodi tem base econômica ligada a agricultura irrigada, fruticultura, comércio e serviços, além da religiosidade que estrutura o calendário anual. Quando um festejo recebe selo de patrimônio, o município passa a disputar com mais força editais, roteiros turísticos e reportagens que projetam a cidade para além da região. O selo não cria verba automática, mas funciona como credencial institucional em negociações futuras.
Conclusão
A sequência apurada mostra uma linha de trabalho centrada em identidade: transformar devoção e memória em ativo oficial, com lei, orçamento pontual e vitrine para equipamentos culturais. Até a publicação desta matéria, os dados divulgados pela fonte original limitavam-se aos pontos acima, sem detalhamento de novos repasses ou de projetos complementares. Novos anúncios sobre calendário de festejos, editais e visitação ao museu e ao Lajedo devem partir dos canais oficiais do município e do mandato parlamentar. Para o leitor do Oeste, o recado prático é acompanhar a programação da festa do padroeiro e as agendas educativas, que costumam movimentar Apodi entre o Centro, a Lagoa e os sítios arqueológicos do entorno.
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