Flávio e Lula vão ao 2º turno e apoios de derrotados viram trunfo decisivo
Primeiro turno termina com Flávio à frente por 47,03% a 45,16% e a corrida agora depende de alianças, palanques estaduais e do voto do RN.
Por Tribuna RN
Publicado em 05 de outubro de 2026 às 15:35 • 2 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Novo Notícias)

NATAL/RN — A eleição presidencial será decidida no segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). O primeiro turno terminou com Flávio à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, e agora a disputa entra em uma nova fase: a corrida pelos apoios dos candidatos que ficaram pelo caminho. Até a publicação desta matéria, parte desses nomes já sinalizava posição, enquanto outros evitavam declarar lado na disputa nacional.
O placar apertado transforma cada palanque estadual em um ativo estratégico. Com menos de dois pontos percentuais separando os finalistas, alianças regionais, tempo de propaganda e capacidade de mobilização nas ruas passam a pesar de forma decisiva nas próximas três semanas de campanha.
Placar apertado muda a lógica da campanha
A diferença curta entre os dois finalistas indica que o segundo turno começa praticamente zerado. Nesse cenário, os votos recebidos pelos demais candidatos no primeiro turno se tornam o principal alvo das duas campanhas, que buscam converter derrotados em cabos eleitorais de peso nos estados.
Entre os nomes observados nesta fase estão:
- Romeu Zema — governador de Minas, segundo maior colégio eleitoral do país, com posicionamento acompanhado de perto pelas duas campanhas;
- Ronaldo Caiado — governador de Goiás, com base consolidada no Centro-Oeste e discurso de perfil administrativo;
- Augusto Cury — candidato que levou a campanha para o campo comportamental e reuniu eleitorado próprio;
- Renan Santos — nome ligado ao movimento de rua e à mobilização digital de direita.
Segundo o levantamento que acompanha as movimentações, alguns desses nomes já indicavam preferência por um dos lados, enquanto outros mantinham silêncio estratégico, avaliando o custo político de cada adesão.
O peso do palanque potiguar
No Rio Grande do Norte, o segundo turno presidencial se cruza com a disputa estadual pelo governo, que também será decidida em nova votação entre Allyson Bezerra e Cadu, conforme a apuração do primeiro turno. Esse duplo segundo turno tende a aquecer os palanques locais, porque as alianças nacionais e estaduais se influenciam diretamente nas ruas, nos comícios e na propaganda.
Para o eleitor potiguar, o efeito prático é uma campanha mais intensa: a Grande Natal concentra os maiores atos e a maior cobertura da propaganda, enquanto o interior — do Oeste ao Seridó, do Vale do Açu ao Mato Grande — recebe caravanas e visitas de lideranças em busca do voto que pode desempatar a disputa nacional.
O que acontece agora
A partir desta segunda-feira (5), as campanhas do segundo turno estão liberadas nas ruas, e a expectativa é de uma sequência rápida de anúncios de apoio. A orientação para o eleitor é acompanhar os posicionamentos oficiais divulgados pelas próprias campanhas e pela Justiça Eleitoral, e não apenas declarações isoladas nas redes. Até o dia da nova votação, novas pesquisas devem medir o efeito das adesões, e a Tribuna RN segue acompanhando os desdobramentos com impacto direto no estado.
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