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Fundo de R$ 3,9 milhões rende menos de 8 mil votos a duas candidatas no RN

Dani Ribeiro e Nagila Diniz, do União Brasil, somaram R$ 3,9 milhões do Fundo Eleitoral e 7.865 votos para deputada federal, com material ligado a Cinthia de Allyson, aponta Blog do Dina.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 06 de outubro de 2026 às 22:56 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Blog do BG)

Fundo de R$ 3,9 milhões rende menos de 8 mil votos a duas candidatas no RN
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Blog do BG

NATAL/RN — A briga por uma cadeira na Câmara Federal produziu um contraste chamativo em solo potiguar: duas postulantes do União Brasil movimentaram juntas valores na casa dos quatro milhões de reais em verba pública e encerraram a contagem com 7,8 mil votos somados. Os cálculos foram organizados em apuração do veículo natalense Dina, repercutida pelo Blog do BG, a partir de registros declarados à Justiça Eleitoral.

O trabalho citado aponta Dani Ribeiro com 5.735 votos e Nagila Diniz com 2.130 sufrágios. Pela matemática apresentada pelo veículo de origem, o custo médio por eleitor ficaria entre os mais altos da corrida federal potiguar em 2026. A Tribuna RN aborda o tema como relato de outro portal, sem atribuir crime, fraude ou irregularidade a qualquer citada.

Custo por voto e desempenho nas urnas

Conforme a apuração repercutida pelo Blog do BG, a divisão de recursos públicos e o resultado eleitoral teriam a seguinte configuração:

  • Dani Ribeiro: verba pública em torno de dois milhões e meio (valor lançado de 2513160 reais) para 5.735 apoios nas urnas, proporção próxima de quatrocentos e quarenta reais por eleitor.
  • Nagila Diniz: aporte federal próximo de um milhão e quatrocentos mil (valor informado de 1433985 reais) para 2.130 votos, média ao redor de seiscentos e setenta reais por apoio.
  • Resultado combinado: quase R$ 3,9 milhões geridos pelas duas campanhas para 7.865 votos totais.
  • Leitura estadual: na comparação feita pelo blog de origem, nenhum outro nome na disputa federal potiguar teria média tão elevada por voto.

O próprio texto de origem pondera que dividir impressos entre aliados pode ocorrer dentro da prestação de quem arcou com a despesa, desde que tudo esteja lançado corretamente. O questionamento levantado é de ordem política e contábil: muito recurso concentrado para retorno eleitoral considerado modesto.

Impressos com outro nome e rede de fornecedores

Outro ponto destacado envolve encomendas de propaganda com citação dupla. Na prestação atribuída a Dani, nove registros somariam mais de cento e cinquenta mil reais em peças que unem o nome dela ao de Cinthia — eleita para a Assembleia Legislativa e companheira de postulante ao Executivo estadual. No caso ligado a Nagila, haveria mais de dezoito mil reais em itens com a mesma combinação de nomes.

  • Material duplo: impressos citariam ao mesmo tempo a federal e a estadual do mesmo campo político.
  • Base compartilhada: escritórios de advocacia, gráfica, contabilidade e posto de combustível apareceriam nos dois comitês e também nas campanhas de Allyson e Cinthia.
  • Agência no centro: a 2HC, vinculada na reportagem ao marqueteiro Hélito Honorato, concentraria os maiores contratos. O maior seria com Allyson, na casa de um milhão e meio. Na sequência viriam Dani, com cerca de trezentos e cinquenta mil, Nagila, com duzentos mil, e Cinthia, com cento e cinquenta mil. Todos teriam emissão datada do mesmo dia de agosto.
  • Avaliação do veículo de origem: o blog afirma que não se trataria de postulação fictícia, pois houve agenda de rua, mas de operação para dar sustentação ao nome vitorioso no pleito estadual.

Toda a movimentação pode ser conferida por qualquer cidadão no sistema de contas eleitorais, com notas, datas e CNPJ de fornecedores. Até o fechamento desta matéria, os portais não citavam decisão judicial que enquadrasse os fatos como ilícito.

O que acontece agora

A recomendação para eleitores, pesquisadores e jornalistas no RN é pesquisar a prestação oficial no Tribunal Superior Eleitoral antes de tirar conclusões, observando receitas, gastos e eventuais retificações lançadas depois do primeiro envio.

O tema permanece em debate público e jornalístico, sem palavra final de órgãos de fiscalização até a publicação deste texto. Eventuais posicionamentos das citadas, de suas assessorias ou da Justiça Eleitoral devem esclarecer o enquadramento das despesas e poderão modificar o entendimento nas próximas semanas.

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Fonte da Informação Veículo de origem: Blog do BG (via RSS)
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O Tribuna RN preza pela apuração precisa, imparcialidade e respeito aos cidadãos potiguares. Nossas reportagens seguem rigorosos critérios éticos e jornalísticos. Sugestões e esclarecimentos podem ser encaminhados diretamente aos canais de contato da nossa redação.

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