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Foto com flash pode revelar tumor ocular em crianças, alerta Casa Durval Paiva

Leucocoria, o reflexo branco na pupila, é um dos principais sinais do retinoblastoma. Entenda quando procurar médico e como o teste do olhinho ajuda no diagnóstico precoce.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 30 de setembro de 2026 às 21:23 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Agora RN)

Foto com flash pode revelar tumor ocular em crianças, alerta Casa Durval Paiva
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Agora RN

NATAL/RN — Uma foto de família feita com flash pode guardar mais do que uma lembrança: em alguns casos, ela revela um sinal de alerta para a saúde ocular das crianças. Quando a pupila devolve um reflexo esbranquiçado em vez do tom avermelhado esperado, os especialistas falam em leucocoria, um dos principais indícios do retinoblastoma, tumor maligno que se forma na retina, segundo alerta da Casa Durval Paiva repercutido pelo Agora RN.

A instituição, referência no apoio a crianças e adolescentes com câncer no Rio Grande do Norte, reforçou a campanha de conscientização para que pais, professores e profissionais de saúde saibam reconhecer mudanças no olhar e busquem avaliação médica sem demora.

O que é o retinoblastoma e quando aparece

O retinoblastoma é apontado como o tumor que mais surge dentro do olho na infância. De acordo com as informações divulgadas na campanha, cerca de 95% dos diagnósticos acontecem até os cinco anos de idade, com concentração maior por volta dos dois anos.

O quadro pode atingir apenas um dos olhos ou os dois ao mesmo tempo. Em parte das ocorrências há relação com alterações genéticas, o que reforça a importância do acompanhamento pediátrico desde os primeiros meses de vida e da atenção de familiares a qualquer diferença no comportamento visual da criança.

Para a realidade potiguar, o recado é direto: observar o olhar no dia a dia, em casa, na creche ou na escola, pode antecipar a ida ao consultório. Ambientes com boa iluminação, fotos com flash e brincadeiras que exigem foco visual costumam evidenciar o sinal mais conhecido.

Sinais que pedem avaliação médica

A leucocoria ganhou notoriedade porque costuma aparecer em fotografias, mas ela não é a única manifestação possível. A orientação da Casa Durval Paiva é procurar um oftalmologista diante de qualquer mudança persistente, em vez de esperar o sinal desaparecer sozinho.

Fique atento a:

  • Reflexo branco na pupila: mancha esbranquiçada visível em foto com flash ou sob luz direta, no lugar do reflexo comum.
  • Olhos desalinhados: desvio do olhar ou estrabismo que surge ou se acentua com o tempo.
  • Dificuldade para enxergar: tropeços frequentes, aproximação excessiva de objetos ou queixa de visão embaçada.
  • Dor, vermelhidão e inchaço: irritação ao redor dos olhos sem causa aparente ou que não melhora.
  • Mudança em fotos repetidas: o mesmo reflexo diferente aparecendo em várias imagens da criança.

A confirmação depende de consulta especializada. O exame de fundo de olho faz parte da investigação, conduzida por oftalmologista, que vai indicar os passos seguintes conforme cada caso.

Teste do olhinho e rede de atenção em Natal

Outro recurso destacado na campanha é o teste do reflexo vermelho, popularmente chamado de teste do olhinho. O procedimento ajuda a identificar alterações oculares ainda nos primeiros meses e deveria integrar a rotina pediátrica, segundo a instituição.

Na Grande Natal, famílias podem buscar orientação inicial em unidades básicas de saúde e com pediatras da rede pública ou privada, que encaminham para oftalmologia quando há suspeita. A Casa Durval Paiva também atua na difusão de informações e no acolhimento de famílias em tratamento oncológico infantojuvenil.

A aposta da campanha é transformar conhecimento em rede de proteção:

  • Em casa: revisar fotos com atenção e notar diferenças entre um olho e outro.
  • Na escola: professores e cuidadores avisarem a família ao perceber desvio de olhar ou dificuldade de leitura.
  • Na saúde: manter consultas de puericultura em dia e relatar qualquer sinal ao pediatra.

Conclusão

Observar uma foto, reparar em um reflexo diferente e buscar atendimento rápido pode fazer diferença no desfecho do tratamento. Quanto mais cedo a investigação começa, maiores as chances de identificar a doença em fase inicial e obter melhor resposta clínica, conforme ressaltam os especialistas envolvidos na mobilização.

Até a publicação desta matéria, não havia indicação de mutirão específico, apenas a orientação permanente de vigilância. Pais e responsáveis em Natal e no interior do RN devem manter o acompanhamento oftalmológico das crianças e procurar serviço de saúde diante de qualquer sinal persistente.

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