Transmissão em Tempo Real
Edição Digital
Tribuna RN - Notícias do Rio Grande do Norte

Tribuna RN

O Jornal Popular e em Tempo Real do Rio Grande do Norte

RN segue com menos da metade da água nos reservatórios, aponta Semarh

Barragens acumulam 46,1% da capacidade nesta segunda-feira. Índice supera 2025, mas fica longe de 2024. Cinco açudes do Seridó aparecem secos.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 12 de outubro de 2026 às 19:58 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (G1 RN)

Barragem de Oiticica em Jucurutu com volume parcial de água
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / G1 RN

NATAL/RN — Os açudes e barragens do Rio Grande do Norte guardam juntos 46,1% da capacidade total de armazenamento nesta segunda-feira (12). Segundo a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, o volume acumulado chega a 2.377,68 hectômetros cúbicos, diante de um limite máximo de 5.157,62 hectômetros cúbicos em todo o estado. O patamar mostra leve melhora sobre outubro do ano passado, mas permanece distante dos níveis registrados em 2023 e 2024.

O levantamento compara a mesma data ao longo de quatro anos e serve de termômetro para o abastecimento no interior, onde a convivência com a estiagem define plantio, criação animal e rotina das cidades. Até a publicação desta matéria, cinco reservatórios apareciam como secos e outros operavam com menos de 10% da capacidade.

Comparativo mostra avanço curto e distância do passado recente

De acordo com a Semarh, o índice atual supera em 2,24 pontos percentuais o verificado em 12 de outubro de 2025, quando o estado acumulava 43,86%. Apesar do respiro, a diferença para os anos anteriores ainda é larga.

  • 12 de outubro de 2026: 46,1% da capacidade total ocupada.
  • 12 de outubro de 2025: 43,86%, patamar mais baixo da série recente.
  • 12 de outubro de 2023: 55,6%, quase dez pontos acima do nível atual.
  • 12 de outubro de 2024: 68,94%, melhor marca entre os quatro anos avaliados.
  • Volume atual: 2.377,68 hectômetros cúbicos armazenados no conjunto estadual.

O contraste indica que as chuvas dos últimos meses ajudaram a segurar o sistema, mas sem recompor as reservas ao nível confortável visto em 2024. Para o sertanejo, a mensagem prática é manter o uso racional e acompanhar os boletins semanais da secretaria.

Maiores barragens em situações opostas

O maior lago artificial potiguar, a Armando Ribeiro Gonçalves, entre Assú e a região do Vale do Açu, acumula 880,57 hectômetros cúbicos, o equivalente a 37,11% do total. O percentual acende atenção porque esse manancial abastece várias cidades e perímetros irrigados de fruticultura.

  • Armando Ribeiro Gonçalves, em Assú: 37,11% da capacidade, com 880,57 hectômetros cúbicos.
  • Oiticica, em Jucurutu: 69,28%, entre os melhores índices dos grandes reservatórios.
  • Santa Cruz do Apodi, em Apodi: 67,67%, situação relativamente estável no Oeste.
  • Campo Grande, em São Paulo do Potengi: 89,15%, próximo da sangria.
  • Lagoa de Extremoz, na Grande Natal: 87,48%, reforço importante para a Região Metropolitana.

Segundo a Semarh, o monitoramento diário orienta a operação das comportas, o rodízio de abastecimento e as decisões sobre novas captações no interior.

Enquanto Oiticica, no Seridó, sustenta bom volume após as obras de ampliação, a Armando Ribeiro segue como ponto de vigilância permanente por concentrar sozinha grande parte da água disponível no estado.

Seridó concentra açudes secos e níveis críticos

A face mais dura da estiagem aparece nos mananciais de menor porte, sobretudo no Seridó e no Alto Oeste. Cinco reservatórios constam como secos no boletim desta segunda-feira, e outros quatro operam abaixo de 10%.

  • Secos: Itans e Mundo Novo, em Caicó; Passagem das Traíras, em São José do Seridó; Dourado, em Currais Novos; e Caldeirão de Parelhas, em Parelhas.
  • Jesus Maria José, em Tenente Ananias: apenas 1,04% da capacidade.
  • Alecrim, em Santana do Matos: 1,43%, em estado crítico.
  • Esguicho, em Ouro Branco: 4,4%, com reserva mínima.
  • Boqueirão de Parelhas e Sabugi, em São João do Sabugi: 7,04% e 7,11%, respectivamente.

Esses números afetam diretamente comunidades rurais que dependem de carro-pipa, poços e pequenas adutoras. Em Caicó, Currais Novos e Parelhas, a pauta da água costuma dominar as conversas nas feiras livres e nas associações de moradores sempre que o Itans e os vizinhos secam.

Conclusão

O Rio Grande do Norte entra na segunda metade de outubro com recuperação tímida das reservas, mas ainda em posição delicada diante do calendário de chuvas irregulares. A diferença entre barragens cheias na Grande Natal e açudes zerados no Seridó mostra um estado dividido em duas realidades hídricas. A orientação da Semarh é acompanhar os boletins oficiais, evitar desperdício e priorizar usos essenciais nas áreas críticas. Novos balanços devem ser divulgados nos próximos dias e vão indicar se o sistema mantém a trajetória de alta ou volta a perder volume com o calor do fim de ano.

Contexto Tribuna RN

Acompanhamento da nossa redação em Assú • Vale do Açu & Central: esta cobertura integra o giro permanente do portal pelo Rio Grande do Norte, com atualização contínua dos fatos que impactam a região. Ver mais notícias da região →

Compartilhe esta notícia

Espalhe informação de qualidade pelo Rio Grande do Norte

WhatsApp
Fonte da Informação Veículo de origem: G1 RN (via RSS)
Acessar matéria no site original →

Compromisso Editorial • Tribuna RN:

O Tribuna RN preza pela apuração precisa, imparcialidade e respeito aos cidadãos potiguares. Nossas reportagens seguem rigorosos critérios éticos e jornalísticos. Sugestões e esclarecimentos podem ser encaminhados diretamente aos canais de contato da nossa redação.

Leia também