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RN aparece em 20º em eficiência e Paraná lidera ranking nacional dos estados

Levantamento da Folha com Datafolha cruza saúde, educação, infraestrutura, segurança e fiscal; RN fica em 20º e resultado acende debate sobre serviços no estado.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 23 de setembro de 2026 às 20:35 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Agora RN)

RN aparece em 20º em eficiência e Paraná lidera ranking nacional dos estados
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Agora RN

NATAL/RN — O Rio Grande do Norte ocupa a 20ª posição em um levantamento nacional que avalia a eficiência dos governos estaduais. Segundo o estudo, divulgado nesta quarta-feira (23), a pesquisa compara quanto cada estado arrecada por habitante com o nível de serviço devolvido à população. O trabalho foi produzido pela Folha de S.Paulo em parceria com o Datafolha, com o Paraná na liderança do país.

De acordo com os organizadores, o índice não mede apenas gasto, mas a capacidade de transformar receita em atendimento direto. Para o potiguar, o tema toca o dia a dia em áreas como escola pública, posto de saúde, estradas, segurança nos bairros e equilíbrio das contas que sustenta investimentos.

Como o ranking é calculado

Segundo a metodologia apresentada, cinco blocos compõem a nota final. Dois deles recebem peso dobrado por impacto social direto. A lógica, de acordo com os responsáveis, privilegia o retorno percebido pelo cidadão em relação ao esforço fiscal de cada unidade federativa.

  • Educação com peso dobrado: considera a entrega da rede pública e o alcance do ensino à população;
  • Saúde com peso dobrado: avalia a capacidade de atendimento e a estrutura disponível por habitante;
  • Infraestrutura: observa condições de mobilidade, logística e serviços que sustentam a economia local;
  • Segurança pública: mede o esforço do estado na proteção da população e na preservação da ordem;
  • Equilíbrio fiscal: verifica a responsabilidade na gestão do orçamento que mantém os demais serviços.

De acordo com o levantamento, o cruzamento usa receita por habitante como ponto de partida. Na prática, estados com arrecadação semelhante podem obter notas distintas conforme a qualidade do serviço entregue. O Paraná, segundo o estudo, obteve o melhor desempenho geral do país nesta edição.

O que o 20º lugar sinaliza para o RN

Para o Rio Grande do Norte, a posição intermediária-baixa indica espaço para avançar na conversão de recursos em resultado na ponta. O dado chega em um momento em que Natal e o interior debatem gargalos conhecidos: escolas em reforma, espera por consultas, rodovias federais e estaduais em recuperação, como a BR-101 e a BR-304, além da demanda por policiamento na Grande Natal, no Oeste, no Seridó, no Vale do Açu, no Mato Grande e no Litoral Sul.

  • Grande Natal: concentra a máquina administrativa no Centro Administrativo e a maior pressão por saúde, transporte e segurança;
  • Oeste e Alto Oeste: têm Mossoró como polo e demandam infraestrutura logística e segurança no campo e na cidade;
  • Seridó: com Caicó à frente, depende de estradas, água e serviços regionais de saúde e educação;
  • Vale do Açu e Mato Grande: equilibram agro, energia e turismo com necessidade de investimento contínuo;
  • Litoral Sul: vetor de turismo e moradia que pressiona mobilidade e saneamento na alta estação.

Segundo especialistas em gestão pública ouvidos rotineiramente em debates do tipo, eficiência não significa apenas cortar despesa, mas aplicar melhor cada real em professor em sala, medicamento no posto, viatura na rua e obra concluída no prazo. O levantamento, nesse sentido, funciona como termômetro: mostra onde o estado entrega proporcionalmente menos do que arrecada por morador.

Até a publicação desta matéria, os organizadores não haviam detalhado publicamente as notas por quesito do RN. A Tribuna RN mantém o compromisso de não projetar números parciais sem confirmação oficial e trata o 20º lugar como retrato geral, não como sentença sobre um único setor.

Conclusão

A 20ª colocação coloca o Rio Grande do Norte diante de um debate prático: como elevar o retorno dos tributos em serviços visíveis na rotina do cidadão. A expectativa é que o governo estadual e os municípios usem o diagnóstico para priorizar educação e saúde — as áreas de maior peso — sem descuidar de infraestrutura, segurança e responsabilidade fiscal.

Novos detalhes metodológicos devem ser divulgados pelos responsáveis pelo estudo. A orientação para o leitor é acompanhar os desdobramentos pelos canais oficiais e cobrar metas claras, com prazos e indicadores, para que o próximo ciclo mostre evolução na posição do estado.

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