CPRE passa de 589 prisões por álcool ao volante e bate recorde de 10 anos
Balanço parcial da Operação Zero Álcool soma 589 prisões em Natal e na Região Metropolitana até 1º de outubro. Extremoz lidera e o total já supera todo o ano de 2025.
Por Tribuna RN
Publicado em 02 de outubro de 2026 às 18:18 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (G1 RN)

NATAL/RN — A mistura de álcool e direção rendeu 589 prisões em Natal e na Região Metropolitana somente em 2026, até a última quinta-feira (1º). Segundo o Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), responsável pela Operação Zero Álcool, o volume parcial já é o maior registrado no Rio Grande do Norte desde 2016, quando passou a valer a normativa sobre a recusa ao teste de alcoolemia.
O balanço foi divulgado nesta sexta-feira (2) e mostra que o número de 2026 supera em 101 casos todo o total de 2025, ano em que foram contabilizadas 488 prisões. Como os dados deste ano ainda são parciais — referentes ao período até 1º de outubro —, a tendência é de que a diferença cresça até dezembro.
Onde as prisões se concentram
O levantamento do Batalhão Rodoviário detalha os municípios com mais ocorrências na área coberta pela operação. Os números ajudam a entender onde a fiscalização tem flagrado mais condutores dirigindo após beber:
- Extremoz na liderança: 179 prisões, o maior volume entre os municípios monitorados da Região Metropolitana.
- Macaíba em segundo: 88 registros de motoristas detidos sob suspeita de embriaguez ao volante.
- Natal em terceiro: 69 prisões na capital potiguar no período.
- Demais cidades: os demais 253 casos se distribuem pelos outros municípios da Grande Natal fiscalizados pelo CPRE.
De acordo com o comando da unidade, o mapa das ocorrências orienta o posicionamento das blitzes, com atenção redobrada a corredores de grande fluxo, saídas de eventos e acessos às praias do Litoral Norte e da Região Metropolitana.
Como funciona a fiscalização do Zero Álcool
Segundo o Batalhão Rodoviário, a prisão por embriaguez acontece em duas situações principais: quando o teste de alcoolemia aponta índice superior a 0,33 mg de álcool por litro de ar expelido, ou quando o condutor se recusa a soprar o aparelho, mas apresenta sinais claros de alteração da capacidade psicomotora — como fala arrastada, odor etílico, dificuldade de equilíbrio e comportamento alterado.
Segundo o CPRE, a recusa ao teste não impede a autuação: havendo sinais de embriaguez constatados pela equipe, o motorista responde normalmente pelo crime de trânsito.
Além da esfera criminal, o condutor flagrado responde administrativamente, com multa pesada, suspensão do direito de dirigir e retenção do veículo até a apresentação de um motorista habilitado. Em caso de reincidência, os valores e as penalidades são agravados pela legislação.
O que acontece agora
Com três meses ainda pela frente até o fim do ano, o comando da operação prevê manter — e até intensificar — as blitzes em pontos estratégicos da Grande Natal, incluindo fins de semana, feriados e o período de festas de fim de ano, quando o consumo de bebida alcoólica costuma aumentar.
- Para o motorista: a orientação é simples — bebeu, não dirija. Aplicativos de transporte, táxis e carona com condutor sóbrio seguem como as alternativas seguras.
- Para a fiscalização: o CPRE afirma que o cruzamento dos dados de 2026 vai direcionar novas bases de blitz em Extremoz, Macaíba e Natal.
- No comparativo histórico: até a publicação desta matéria, 2026 já é o ano com mais prisões desde 2016, e o balanço final deve ser divulgado pelo comando no início de 2027.
O recado das autoridades para quem circula pelas rodovias estaduais e pelas vias da Região Metropolitana é direto: a blitz não avisa o dia, e o custo de dirigir alcoolizado pode sair muito mais caro do que a corrida de volta para casa.
Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.
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