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Bombeiros registram 187 ocorrências e 16 mortes por afogamento no RN em 2026

Levantamento do Corpo de Bombeiros aponta 309 vítimas de afogamento no RN até 12 de outubro, com praias de Pipa, Natal e Litoral Sul entre as mais críticas.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 16 de outubro de 2026 às 15:22 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Agora RN)

Guarda-vidas de plantão em praia do Rio Grande do Norte
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Agora RN

NATAL/RN — O Rio Grande do Norte registrou 187 ocorrências de afogamento entre janeiro e 12 de outubro de 2026, com 309 vítimas e 16 mortes. Os números constam de balanço divulgado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte e acendem o alerta para o banho de mar em trechos conhecidos do Litoral Sul, da Grande Natal e da costa potiguar, justamente no período em que o calor aumenta o movimento nas praias.

De acordo com a corporação, as praias do Amor, em Pipa, no município de Tibau do Sul, além das praias de Miami e da Redinha, aparecem entre as áreas com maior volume de registros no estado. Guarda-vidas que atuam nesses pontos afirmam que as correntes de retorno estão entre as principais causas dos arrastamentos, porque formam canais estreitos que puxam o banhista para longe da areia em poucos segundos.

Onde o risco é maior e por que as correntes enganam

A Praia do Amor, encaixada entre falésias em Pipa, recebe surfistas e banhistas o ano inteiro e tem histórico de valas e retorno forte em dias de mar agitado. Em Natal, a Redinha, na zona Norte, e trechos da orla urbana com influência de maré e de desembocadura de rio também exigem atenção redobrada. O balanço dos Bombeiros mostra que uma mesma ocorrência pode envolver várias vítimas, quando uma pessoa tenta ajudar outra sem equipamento e acaba arrastada junto.

Os dados gerais do levantamento, segundo o Corpo de Bombeiros, são:

  • Ocorrências: 187 casos entre janeiro e 12 de outubro de 2026;
  • Vítimas: 309 pessoas envolvidas, entre resgatados e óbitos;
  • Mortes: 16 óbitos confirmados no período;
  • Pontos críticos: Amor em Pipa, Miami e Redinha entre os de maior registro;
  • Causa frequente: correntes de retorno que deslocam o banhista para o fundo.

A corporação reforça que o perigo não está apenas em praias de mar aberto. Rios, lagoas e açudes do interior, além da Barra do Cunhaú e de outros pontos de encontro de rio com mar, também concentram casos, sobretudo com adolescentes e com idosos, como em registros recentes apurados no estado.

Como se proteger antes e durante o banho

A recomendação principal dos Bombeiros é simples e vale para todo o RN: antes de entrar na água, procure o posto de guarda-vidas e pergunte onde o banho é mais seguro. Respeite a sinalização por bandeiras, mantenha crianças sob supervisão permanente de um adulto e evite o consumo de bebida alcoólica antes do mergulho. Entrar sozinho na água, à noite ou em trechos sem supervisão aumenta muito o risco.

Se for puxado pela correnteza, a orientação técnica é:

  • Mantenha a calma: conserve energia, flutue e acene pedindo ajuda;
  • Não lute contra a água: nadar direto contra a corrente aumenta o cansaço;
  • Tente sair de lado: nade em diagonal ou paralelo à praia até escapar da vala;
  • Peça socorro: grite e sinalize para guarda-vidas e banhistas próximos;
  • Quem está na areia: ligue 193, jogue objeto flutuante e não entre sem treino.

Ao presenciar um afogamento, a pessoa deve acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193, informar o ponto exato da praia e evitar entrar no mar sem preparo e sem equipamento, para não se tornar uma segunda vítima.

Conclusão

O balanço com 187 ocorrências e 16 mortes em menos de dez meses mostra que o afogamento segue como uma das principais emergências evitáveis no Rio Grande do Norte, do Litoral Sul à Grande Natal. A expectativa dos Bombeiros é reforçar a prevenção com a chegada da alta temporada, quando Natal, Pipa e as praias da Via Costeira recebem mais visitantes. Até a publicação desta matéria, a corporação mantinha o monitoramento diário das condições do mar e a orientação é que o banhista consulte os canais oficiais antes de programar o banho. Novos balanços devem ser divulgados com o fechamento do ano.

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