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RN soma 26,4 mil pets no cadastro nacional e reforça guarda responsável

Levantamento do Ministério do Meio Ambiente aponta 26.424 cães e gatos registrados no RN pelo SinPatinhas, ferramenta do programa ProPatinhas.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 03 de outubro de 2026 às 18:35 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Novo Notícias)

RN soma 26,4 mil pets no cadastro nacional e reforça guarda responsável
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Novo Notícias

NATAL/RN — O Rio Grande do Norte já contabiliza 26.424 cães e gatos inscritos no Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos, o SinPatinhas. O número foi divulgado neste sábado (3) e coloca o estado no mapa da política nacional de bem-estar animal, coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A plataforma integra o Programa Nacional de Proteção e Manejo Populacional Ético de Cães e Gatos, conhecido como ProPatinhas, e serve de base para planejar castração, vacinação e combate ao abandono da Grande Natal ao interior.

Segundo o apurado pelo Novo Notícias, o cadastro funciona como uma espécie de RG dos pets. Cada tutor informa dados do animal e recebe um registro único, que ajuda o poder público a dimensionar onde estão os bichos, quantos vivem em lares e quantos aguardam adoção em abrigos e ONGs potiguares.

O que é o SinPatinhas e como funciona na prática

O SinPatinhas foi criado para organizar em escala nacional informações que antes ficavam espalhadas entre prefeituras, clínicas e protetores independentes. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, a ferramenta permite medir a população de cães e gatos e orientar repasses e ações de manejo ético, sem recorrer ao extermínio.

Na rotina do tutor potiguar, o funcionamento é simples:

  • Cadastro gratuito pela internet: o responsável cria a conta, informa nome, espécie, raça, idade, porte e foto do animal;
  • Registro individual: cada pet ganha um número próprio, útil em campanhas de vacinação na Grande Natal, no Seridó e no Oeste;
  • Apoio a políticas públicas: os dados ajudam Natal, Mossoró, Caicó e Parnamirim a planejar mutirões de castração e chipagem;
  • Segurança em caso de fuga: com o animal identificado, fica mais fácil reunir dono e pet perdido em bairros, praias e na zona rural.

Para quem vive em apartamento na Via Costeira ou em casa com quintal no interior, a orientação é a mesma: manter o cadastro atualizado sempre que houver mudança de endereço, telefone ou nova adoção.

RN no mapa da proteção animal

Os 26.424 registros colocam o Rio Grande do Norte em movimento, mas o desafio segue grande. Protetores de Natal, Mossoró, Assú e do Litoral Sul relatam canis lotados e pedidos diários de resgate, sobretudo após ninhadas indesejadas. O cadastro nacional entra justamente para dar visibilidade a esse trabalho e aproximar poder público, universidades e sociedade civil.

Na prática, a base nacional ajuda em três frentes que interessam direto ao leitor potiguar:

  • Saúde coletiva: cão e gato cadastrado entra com mais facilidade em campanhas de antirrábica e controle de zoonoses da Secretaria de Saúde;
  • Combate ao abandono: com origem identificada, fica mais difícil abandonar em estradas como a BR-101 e a BR-304 sem ser responsabilizado;
  • Adoção consciente: abrigos do RN podem cruzar oferta e procura por porte, idade e comportamento, do filhote ao animal idoso.

Até a publicação desta matéria, o Ministério não havia detalhado o recorte por município potiguar. Novos boletins devem mostrar a divisão entre Natal, Mossoró, Parnamirim e as demais cidades, o que vai permitir cobrar mutirões onde a fila é maior.

O que acontece agora

A tendência é que o número cresça nas próximas semanas, com a divulgação do sistema em unidades de saúde, pet shops e eventos de adoção na Grande Natal e no interior. A orientação para o tutor é fazer o registro o quanto antes, guardar o comprovante e levar a carteirinha digital nas viagens pelo RN.

Para quem ainda não castrou o animal, o caminho é procurar o centro de zoonoses do município ou a clínica conveniada mais próxima e perguntar pelo calendário do ProPatinhas. Castrar, vacinar, identificar e nunca abandonar: esse é o pacote básico da guarda responsável que o cadastro nacional quer espalhar do Litoral Sul ao Alto Oeste.

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