RN atinge 1,36 milhão de ocupados e tem menor desemprego da série do IBGE
Levantamento do IBGE aponta que o Rio Grande do Norte chegou a 1,36 milhão de pessoas ocupadas, com serviços e administração pública puxando o avanço e a menor taxa de desocupação já registrada.
Por Tribuna RN
Publicado em 23 de setembro de 2026 às 13:55 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Tribuna do Norte)

NATAL/RN — O Rio Grande do Norte chegou à marca de 1,36 milhão de pessoas ocupadas, o maior contingente já registrado na série histórica do IBGE, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (23). De acordo com o instituto, o estado também anotou a menor taxa de desocupação de toda a série, em um movimento puxado principalmente pelos setores de serviços e pela administração pública.
Os dados, apurados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, medem a força de trabalho potiguar e mostram um mercado aquecido da Grande Natal ao interior. Para o leitor, o recado prático é direto: há mais gente trabalhando hoje no estado do que em qualquer outro momento já medido pelo IBGE.
Serviços e setor público puxam o avanço
Segundo o IBGE, os maiores ganhos de ocupação no período se concentraram em dois segmentos. O desempenho reflete uma combinação de consumo das famílias, turismo e contratações no serviço público estadual e municipal.
- Serviços na dianteira: bares, restaurantes, comércio, turismo, transporte e atividades administrativas responderam pela maior parte das novas ocupações no estado.
- Administração pública em alta: contratações nos poderes estadual e municipal, além de áreas como saúde e educação, ajudaram a sustentar o recorde.
- Efeito em cadeia: com mais gente ocupada, a circulação de renda cresce em feiras, shoppings populares, praias e centros comerciais de Natal, Mossoró e Caicó.
De acordo com a metodologia do instituto, entram na conta de ocupados quem exerceu qualquer atividade remunerada na semana de referência, incluindo empregados formais, informais, autônomos e trabalhadores por conta própria.
O que o recorde muda na rotina do potiguar
Na prática, o marco histórico sinaliza um mercado com mais oportunidades, mas também com desafios conhecidos: informalidade, rotatividade e diferença de rendimento entre a capital e o interior. Ainda assim, o dado desta quarta-feira coloca o RN em um patamar inédito de ocupação.
- Para quem procura vaga: o momento favorece a busca em serviços, comércio e turismo, além dos processos seletivos e concursos da administração pública.
- Para quem já trabalha: a ocupação em alta costuma pressionar por melhores condições, mas a orientação é acompanhar canais oficiais antes de fechar qualquer proposta.
- Onde buscar atendimento: trabalhadores podem procurar as unidades do Sine-RN e os canais oficiais do Governo do Estado para informações sobre vagas, carteira de trabalho e qualificação.
- Do litoral ao Seridó: o avanço alcança a Grande Natal, o Oeste, o Seridó e o Litoral Sul, com o turismo da Via Costeira e o comércio de Mossoró entre os termômetros da atividade.
Até a publicação desta matéria, o IBGE não havia detalhado novos recortes regionais além dos números gerais divulgados pelos veículos potiguares.
Conclusão
O recorde de 1,36 milhão de ocupados e a menor desocupação da série colocam o Rio Grande do Norte em um momento positivo no mercado de trabalho, com serviços e administração pública sustentando o avanço. O retrato, segundo o IBGE, é o melhor já medido no estado. Novos detalhamentos do instituto devem mostrar, nos próximos dias, como o resultado se distribui por região, faixa de renda e tipo de ocupação — e a orientação é que o trabalhador acompanhe os canais oficiais para aproveitar as oportunidades com segurança.
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