Construir no RN ficou 6,89% mais caro em 2026 e m² passa de R$ 1,8 mil
Dados do Sinapi, do IBGE, apontam o metro quadrado a R$ 1.870,25 em setembro no estado, sexto maior avanço do país, com materiais puxando a alta e mão de obra entre as menores.
Por Tribuna RN
Publicado em 13 de outubro de 2026 às 14:16 • 2 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (G1 RN)

NATAL/RN — Erguer um imóvel em território potiguar está sensivelmente mais caro em 2026. O Sinapi, índice nacional de custos da construção civil apurado pelo IBGE em parceria com a Caixa Econômica Federal, indica avanço de 6,89% no valor do metro quadrado no estado entre janeiro e setembro — o sexto maior incremento entre todas as unidades da federação, segundo o G1 RN.
Quanto custa construir no RN hoje
- Valor do metro quadrado: R$ 1.870,25 em setembro, conforme o levantamento oficial.
- Acumulado de 12 meses: 7,19%, patamar ainda superior ao registrado no acumulado do ano.
- Materiais pesam mais: R$ 1.134,45 por metro quadrado, respondendo pela maior fatia da conta de quem edifica.
- Pessoal: R$ 735,80 — o menor valor do Brasil em setembro, conforme o instituto.
Na prática, quem planeja construir, reformar ou financiar a casa própria na Grande Natal, no Oeste ou no Seridó precisa reservar um orçamento maior do que no início do ano.
Por que a alta potiguar chama atenção
- Ranking nacional: Goiás lidera com 9%, seguido por Acre (8,8%) e Maranhão (7,9%). Bahia (7,8%) e Alagoas (7,1%) vêm em seguida, com o RN logo atrás; Minas Gerais teve a menor oscilação, com 3%.
- Insumos puxam a fila: a escalada reflete sobretudo os materiais, num ano de demanda aquecida no setor da construção.
- Contraste no pessoal: mesmo com o avanço geral, o custo com trabalhadores segue como o menor do Brasil no estado, o que segura parte do impacto para construtoras e prestadores locais.
Os índices do Sinapi servem de referência para orçamentos de obras públicas e privadas e para a correção de valores em contratos — ou seja, o encarecimento medido no RN tende a aparecer em licitações, financiamentos e cronogramas de entrega em Natal, Mossoró, Caicó e demais cidades.
Conclusão
O dado confirma que o sonho da casa própria exige planejamento redobrado no estado: com o metro quadrado acima de R$ 1,8 mil e alta acumulada superior a 7% em um ano, pesquisar preços, fechar orçamentos por escrito e acompanhar os boletins mensais do IBGE virou tarefa obrigatória para quem constrói. Do lado do poder público, o índice maior pressiona os cofres de prefeituras e do Governo do Estado na hora de licitar escolas, unidades de saúde e habitação. Até a publicação desta matéria, a série considera valores com ajuste sazonal, e novas divulgações devem mostrar se a curva arrefece no último trimestre.
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