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Marinho critica atuação de Dino no STF e fala em risco à Justiça Eleitoral

Senador potiguar Rogério Marinho divulgou nota neste domingo acusando o ministro Flávio Dino de interferir em regras eleitorais para favorecer Lula; entenda o embate.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 27 de setembro de 2026 às 19:00 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Tribuna do Norte)

Marinho critica atuação de Dino no STF e fala em risco à Justiça Eleitoral
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Tribuna do Norte

BRASÍLIA/DF — O senador potiguar Rogério Marinho (PL-RN), que exerce a liderança da oposição no Senado, divulgou neste domingo (27) uma nota em que questiona a conduta do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. Segundo resumo publicado pela Tribuna do Norte, o parlamentar sustenta que o magistrado teria ultrapassado limites de competência e de distribuição processual, além de invadir atribuições próprias da Justiça Eleitoral, em tese para beneficiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aliados na campanha em curso.

O texto original do feed foi veiculado de forma resumida, sem a íntegra dos argumentos jurídicos citados na nota. Até a publicação desta matéria, não havia detalhamento público adicional sobre quais decisões específicas motivaram a manifestação. Por isso, o que se apresenta a seguir separa com clareza o que foi efetivamente afirmado pelo senador daquilo que permanece em apuração no debate institucional.

Nota da oposição no Senado

De acordo com a Tribuna do Norte, Marinho afirma que Dino estaria construindo interpretações capazes de alterar a dinâmica da disputa a poucos dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. A expressão atribuída ao senador no título da publicação de origem fala em "atropelar" normas de funcionamento do Judiciário.

Na prática legislativa, manifestações desse tipo costumam cumprir dois papéis simultâneos:

  • Marcar posição política: o líder da oposição sinaliza à sua base que acompanha decisões de tribunais superiores com potencial efeito eleitoral;
  • Pressionar por transparência: ao citar competência, distribuição e Justiça Eleitoral, o parlamentar sugere que processos sensíveis deveriam seguir ritos previsíveis e colegiados próprios.

É importante registrar que se trata, até aqui, da versão apresentada em nota pelo senador. O ministro Flávio Dino e a Presidência da República não tiveram posicionamento reproduzido no material de origem consultado para esta edição.

Papel do STF e da Justiça Eleitoral na reta final

A uma semana da votação, qualquer decisão de cortes superiores ganha peso redobrado, porque pode influenciar propaganda, redes sociais, registros de candidatura e leitura de regras do jogo. No desenho institucional brasileiro, cabem papéis distintos:

  • Supremo Tribunal Federal: guarda da Constituição, com ministros atuando como relatores de temas constitucionais e, por vezes, em medidas urgentes;
  • Tribunal Superior Eleitoral: comando operacional das eleições, responsável por julgar representações de campanha, propaganda irregular, pesquisas e condutas vedadas;
  • Senado Federal: arena onde a oposição fiscaliza atos do Executivo e do Judiciário por meio de notas, discursos, requerimentos e propostas de mudança regimental.

Para o eleitor do Rio Grande do Norte, o embate tem relevância direta porque envolve um senador eleito pelo estado e um ministro com atuação frequente em temas que chegam às urnas potiguares, como propaganda, redes e uso da máquina pública. Em semanas anteriores, outras decisões de ministros do STF e do TSE já haviam provocado reações cruzadas de governistas e oposicionistas, inclusive com determinações de remoção e de restabelecimento de conteúdos na internet.

O que acontece agora

O caso segue no campo do debate político-institucional, sem decisão judicial nova descrita no material apurado. Os desdobramentos esperados passam por eventual manifestação do gabinete do ministro Flávio Dino, por esclarecimentos da assessoria da Presidência e pela divulgação da íntegra da nota assinada por Rogério Marinho, o que permitirá ao eleitor avaliar com precisão os pontos contestados.

Até lá, a orientação é acompanhar apenas canais oficiais — Senado Federal, STF, TSE e perfis institucionais dos citados — e desconfiar de versões resumidas que circulem sem fonte. Novas informações devem surgir conforme os envolvidos se pronunciem e conforme a Justiça Eleitoral avance no julgamento das representações típicas da reta final de campanha.

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Fonte da Informação Veículo de origem: Tribuna do Norte (via RSS)
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