Rogério Marinho apoia contestação eleitoral do PL e diz que recorrerão à Justiça
Senador do RN e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que a decisão de questionar o resultado do 2º turno partiu do próprio candidato e que o grupo pretende recorrer à Justiça Eleitoral.
Por Tribuna RN
Publicado em 26 de outubro de 2026 às 13:15 • 2 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Blog do BG)

BRASÍLIA/DF — O senador potiguar Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), declarou neste domingo (25), em Brasília, que o partido seguirá a decisão do candidato de contestar o resultado do segundo turno das Eleições 2026. A fala foi registrada por veículos de imprensa presentes no local e ganhou repercussão nacional, com destaque também no Rio Grande do Norte, estado que o senador representa no Congresso.
"A decisão do líder é a nossa decisão", afirmou Marinho a jornalistas, ao comentar o comunicado de Flávio de que pretende pedir a anulação do pleito, vencido pelo presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador não detalhou prazos nem o formato do recurso, mas confirmou que a disputa seguirá nos tribunais.
Por que a campanha contesta o resultado
O argumento central do grupo gira em torno da prorrogação do horário de votação em algumas regiões do país. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin determinou que as urnas permanecessem abertas das 17h às 19h em locais onde houve problemas de deslocamento de eleitores. Segundo a tese defendida pela campanha do PL, a extensão do horário teria favorecido o resultado final. Até o momento, no entanto, as alegações apresentadas pela campanha não comprovam irregularidades capazes de alterar o desfecho do pleito, conforme registro da imprensa que acompanha o caso.
Marinho, que articula o PL no Nordeste e negocia as alianças regionais do partido a partir do Senado, foi uma das principais vozes do grupo durante a campanha e acompanha de perto as tratativas jurídicas. A legislação eleitoral prevê caminhos específicos para contestação de resultados, com prazos definidos no calendário processual da Justiça Eleitoral, e é essa rota que o senador indicou como a escolhida pelo partido.
O que acontece agora
A batalha agora é jurídica: caberá à Justiça Eleitoral analisar os argumentos apresentados e decidir se o resultado se mantém ou se há necessidade de nova apuração parcial. O presidente reeleito e os governadores eleitos seguem com posse prevista em janeiro de 2027, calendário que não muda automaticamente por causa da contestação.
No RN, grupos políticos das principais legendas acompanham os desdobramentos, já que o resultado pode influenciar articulações para as eleições municipais e para cargos estaduais nos próximos anos. A recomendação dos especialistas é acompanhar os pronunciamentos oficiais do TSE e do PL nos próximos dias.
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