PL fica neutro no RN e libera filiados para apoiar Allyson se quiserem
Senador Rogério Marinho anunciou nesta sexta que o PL não endossará candidatura ao Governo do RN no segundo turno, mas liberou filiados. Decisão responde à neutralidade de Allyson na corrida presidencial.
Por Tribuna RN
Publicado em 09 de outubro de 2026 às 19:15 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Tribuna do Norte)

NATAL/RN — O Partido Liberal no Rio Grande do Norte decidiu não indicar voto oficial na disputa pelo Governo do Estado neste segundo turno. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (9), em Natal, pelo senador Rogério Marinho, que lidera a legenda no estado. Segundo ele, cada filiado e aliado terá liberdade para apoiar o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União Brasil), se assim desejar, mas a sigla, enquanto instituição, permanecerá neutra.
A definição, de acordo com o senador, é uma resposta direta ao posicionamento do candidato do União Brasil na eleição nacional. Allyson optou por não se alinhar a nenhum presidenciável, e o PL adotou a mesma linha na esfera estadual. O outro nome na disputa pelo Palácio Potengi é Cadu, do PT, que, segundo Marinho, não receberá votos dos liberais em nenhuma hipótese.
Posição anunciada em Natal
A declaração ocorreu após reunião da cúpula liberal no estado e foi divulgada pela imprensa potiguar nesta tarde. Conforme relatado pelo parlamentar, a orientação vale para prefeitos, vereadores, dirigentes municipais e demais quadros da sigla nos 167 municípios potiguares, do Litoral ao Alto Oeste.
Os principais pontos da decisão, segundo o senador, são:
- Neutralidade institucional: o PL, como partido, não sobe em palanque nem assina apoio formal a nenhuma chapa ao Governo do RN.
- Liberação individual: prefeitos, vereadores e filiados podem declarar voto em Allyson Bezerra por conta própria, sem punição partidária.
- Veto ao PT: a legenda orienta seus quadros a não votar nem fazer campanha para a candidatura petista no estado.
- Foco nacional: a prioridade declarada da sigla no RN passa a ser a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.
Para o eleitor potiguar, na prática, isso significa que lideranças liberais do interior — do Seridó ao Vale do Açu, da Grande Natal a Mossoró — poderão aparecer em eventos de Allyson, mas sem usar a estrutura oficial do partido.
Bastidor da conversa com Allyson
Segundo Rogério Marinho, houve uma procura direta por parte do candidato do União Brasil nos últimos dias. Na conversa, de acordo com o relato do senador, foi colocada sobre a mesa a possibilidade de uma aliança para o segundo turno estadual, condicionada a um gesto na disputa nacional: que Allyson declarasse apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
Ainda conforme o senador, o ex-prefeito de Mossoró recusou a contrapartida e preferiu manter neutralidade na eleição presidencial. Diante da negativa, o PL entendeu que deveria retribuir com a mesma moeda no plano estadual.
"Entendendo e respeitando a sua posição de neutralidade, nós também estaremos neutros. Cada um dos representantes aqui do PL tem à disposição participar ou não do processo estadual. Não iremos votar no PT, mas, como partido, não iremos endossar a sua candidatura", afirmou o senador, segundo registro da imprensa local.
A reportagem apurou que a legenda avalia que um apoio formal sem reciprocidade nacional fragilizaria o discurso da sigla junto ao eleitorado conservador, especialmente no interior, onde a disputa presidencial mobiliza prefeitos e vereadores.
O que acontece agora
O segundo turno no Rio Grande do Norte segue com Allyson Bezerra e o candidato do PT na disputa pelo Governo. Até a publicação desta matéria, a coordenação da campanha do União Brasil não havia divulgado resposta oficial ao anúncio do PL. A expectativa, segundo analistas ouvidos pela imprensa potiguar, é que as duas chapas intensifiquem a busca por prefeitos e lideranças regionais nos próximos dias, já que o apoio de máquinas municipais costuma pesar na reta final no interior.
Para o eleitor, a orientação é acompanhar os canais oficiais dos partidos e da Justiça Eleitoral para confirmar agendas, debates e locais de votação do segundo turno. Novos desdobramentos devem ser anunciados pelas coordenações de campanha ao longo da próxima semana.
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