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São Gonçalo lidera ranking fiscal no RN e fica entre os 6 melhores do Nordeste

Município da Grande Natal ficou em 1º lugar no RN e 6º no Nordeste em sustentabilidade fiscal no Ranking de Competitividade 2026, com base em dados do Tesouro Nacional.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 27 de setembro de 2026 às 17:24 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Blog do BG)

São Gonçalo lidera ranking fiscal no RN e fica entre os 6 melhores do Nordeste
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Blog do BG

SÃO GONÇALO DO AMARANTE/RN — São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, assumiu a liderança potiguar no pilar de sustentabilidade fiscal do Ranking de Competitividade dos Municípios 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública. Segundo os dados divulgados, a cidade aparece em primeiro lugar no Rio Grande do Norte, em sexto em todo o Nordeste e na 56ª colocação no país. O estudo avaliou 423 municípios brasileiros a partir de informações de 2025 do Tesouro Nacional.

O desempenho indica que o município vem mantendo as contas em ordem, com receitas, despesas e investimentos administrados dentro dos limites legais. Para a gestão local, o resultado reflete o trabalho de reorganização iniciado em 2025 e abre caminho para novos investimentos com planejamento.

O que coloca São Gonçalo no topo

De acordo com o levantamento do Centro de Liderança Pública, o pilar fiscal mede a capacidade da prefeitura de honrar compromissos sem comprometer o futuro. Os pontos centrais do resultado potiguar são:

  • Liderança estadual: 1ª posição entre os municípios do Rio Grande do Norte no quesito fiscal.
  • Destaque regional: 6º lugar no Nordeste, à frente de centenas de cidades avaliadas.
  • Posição nacional: 56ª colocação entre os 423 municípios incluídos no ranking.
  • Base oficial: números de 2025 extraídos do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro, o Siconfi.
  • Efeito prático: equilíbrio entre arrecadação, gasto com pessoal, endividamento e capacidade de investir.

Segundo a Secretaria Municipal de Finanças, a evolução representa uma virada em relação a um quadro anterior de fragilidade nas contas. A pasta afirma que o município deixou uma situação negativa para trás e passou a cumprir índices e metas fiscais.

Como o ranking avalia as contas

Conforme a metodologia divulgada pelo CLP, a nota de sustentabilidade fiscal resulta da combinação de quatro indicadores. Cada um deles revela uma face da saúde financeira da prefeitura:

  • Dependência de repasses: quanto menor a subordinação a transferências externas, maior a autonomia do município.
  • Taxa de investimento: capacidade de aplicar recursos em obras, equipamentos e melhorias para a população.
  • Despesa com pessoal: respeito aos tetos da Lei de Responsabilidade Fiscal, sem sufocar o custeio.
  • Endividamento: controle do estoque da dívida e das obrigações de curto e longo prazo.

Sobre o significado do bom desempenho, o secretário municipal de Finanças, Luis Henrique Nóbrega, ponderou:

“Uma boa colocação em sustentabilidade fiscal não significa que existam recursos financeiros sobrando nos cofres municipais. Ela indica a capacidade da administração de manter equilíbrio entre receitas, despesas, investimentos e obrigações, observando os limites e metas fiscais e realizando adequadamente a prestação de contas.”

Ainda segundo o secretário, o trabalho da equipe do prefeito Jaime Calado desde o início de 2025 priorizou organização e previsibilidade. Ele resume:

“São Gonçalo saiu de uma situação fiscal negativa e hoje está cumprindo seus índices e metas. O mais importante é entender que responsabilidade fiscal não é deixar de investir. É utilizar o dinheiro público com planejamento, dentro da legalidade, honrando os compromissos e criando condições para que o município possa continuar investindo.”

O que acontece agora

Até a publicação desta matéria, o Ranking de Competitividade 2026 seguia como a referência mais recente para comparação entre municípios. A expectativa da gestão de São Gonçalo do Amarante é transformar a nota fiscal em vantagem concreta: manter os compromissos em dia, preservar a capacidade de investimento e disputar novos convênios estaduais e federais. Para o morador da Grande Natal, o efeito aparece no cotidiano em serviços mantidos, obras planejadas e contas prestadas dentro do prazo. Novos balanços do Tesouro Nacional devem mostrar, nos próximos meses, se o município sustenta a trajetória de equilíbrio.

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