São Paulo joga pelo empate e Corinthians precisa vencer por dois gols
Decisão do Brasileiro Feminino 2026 ocorre neste sábado no Morumbis, com transmissão na TV Brasil; Tricolor tem vantagem após 2 a 1 na ida e Timão busca virada histórica.
Por Tribuna RN
Publicado em 03 de outubro de 2026 às 15:43 • 4 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Novo Notícias)

SÃO PAULO/SP — O título do Campeonato Brasileiro Feminino da Série A1 de 2026 será definido na noite deste sábado, dia 3, a partir das 16h30 no horário de Brasília. São Paulo e Corinthians voltam a se enfrentar no estádio do Morumbis, na capital paulista, com transmissão ao vivo da TV Brasil, emissora aberta que também alcança o público potiguar. Segundo a cobertura esportiva de origem, a vantagem pertence ao Tricolor, vencedor do duelo de ida por 2 a 1, de virada, na Neo Química Arena.
Para a torcida do Rio Grande do Norte, que acompanha o crescimento do futebol feminino em Natal, Mossoró e no interior, a final coloca frente a frente dois projetos consolidados e carrega ingredientes de revanche. O revés na primeira partida representou, de acordo com o relato do jogo, a primeira derrota corintiana dentro de sua arena após 32 partidas de invencibilidade entre as mulheres.
Cenários para levantar a taça no Morumbis
O regulamento é direto e deixa o segundo confronto em aberto, apesar da frente tricolor. Os quadros possíveis foram detalhados pela reportagem esportiva:
- Empate: garante conquista inédita ao São Paulo no formato atual do Brasileirão Feminino, disputado desde 2013;
- Vitória corintiana por um gol de diferença: iguala o placar agregado e leva a definição para as cobranças de pênaltis;
- Vitória corintiana por dois ou mais gols: entrega o troféu ao Timão ainda no tempo normal, cenário que o elenco alvinegro repetiu em 13 das 22 vitórias obtidas na temporada, quatro delas fora de casa;
- Qualquer triunfo são-paulino: amplia a vantagem construída na ida e confirma o título sem necessidade de penalidades.
De acordo com o histórico levantado, esta é a décima final consecutiva do Corinthians na competição. O clube busca o oitavo troféu, que seria o sétimo em sequência. Em 2017, na última vez em que precisou reverter desvantagem após perder a ida, a equipe não conseguiu virar diante do Santos. Já o São Paulo tenta o primeiro título na era atual, embora carregue no passado a conquista de 1997, na primeira versão nacional organizada pela CBF, com nomes como Formiga, Sissi, Kátia Cilene e Ju Cabral.
Clássico Majestoso, público grande e olho do RN
O encontro deste sábado é o quarto duelo decisivo entre os rivais desde a retomada das equipes femininas. Nas taças anteriores, segundo o levantamento, o Corinthians levou a melhor nos Paulistas de 2019 e 2021 e no Brasileiro de 2024 — este último diante de 44.529 pessoas na Neo Química Arena, recorde nacional entre clubes na modalidade.
A meta tricolor é justamente superar essa marca em casa. Até a tarde de sexta-feira, dia 2, mais de 38 mil ingressos haviam sido comercializados para a volta, informou o clube paulista. Caso o recorde não caia, o público ainda deverá ser o maior do ano no futebol feminino brasileiro, acima dos 21.828 presentes no jogo de ida.
A curiosidade da final envolve a técnica corintiana Emily Lima, que como volante fez parte do elenco campeão são-paulino dos anos 1990 e agora tenta conduzir as Brabas a uma virada na casa da adversária, destacou a cobertura do primeiro jogo.
No Rio Grande do Norte, onde ABC, América e clubes do interior mantêm escolinhas e projetos de base, a visibilidade em TV aberta costuma impulsionar procura por treinos e competições escolares. Profissionais da área na Grande Natal apontam que finais nacionais exibidas sem custo ajudam a revelar atletas e a ampliar o debate sobre estrutura, calendário e investimento.
Prováveis formações para a volta
A expectativa, conforme o noticiário esportivo, é de manutenção das bases utilizadas na ida, com um reforço importante no lado alvinegro:
- São Paulo, do técnico Thiago Viana: Carlinha; Bruna Calderan, Tayla, Carol Gil e Bia Menezes; Robinha, Karla Alves e Aline Milene; Giovanna Crivelari, Serrana e Isa;
- Corinthians, da técnica Emily Lima: Nicole; Gi Fernandes, Duda Mineira, Thaís Ferreira, Thaís Regina e Tamires; Duda Sampaio, Vic Albuquerque e Gabi Zanotti; Belén Aquino, Jaqueline e Jhonson.
A volta da zagueira Thaís Regina, que cumpriu suspensão na partida anterior, é apontada como principal novidade entre as titulares do Timão. Do lado tricolor, o grupo chega com força máxima à disposição.
Conclusão
A decisão deste sábado fecha uma temporada de alto nível e reforça o Majestoso como o clássico mais decisivo do país entre mulheres. Seja com festa tricolor inédita no Morumbis ou com virada histórica alvinegra fora de casa, o desfecho terá reflexo direto em audiência, bilheteria e inspiração para novas jogadoras — inclusive para meninas potiguares que acompanham pela TV Brasil. Novos detalhes sobre campeãs, artilharia e seleção do campeonato devem ser divulgados pelos organizadores após o apito final.
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