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Reservatórios abaixo de 8% põem 63 mil potiguares sob risco de falta d'água

Decreto de emergência cita mananciais em situação grave em nove municípios do RN, com volumes críticos e ameaça ao abastecimento até o fim de 2026.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 26 de setembro de 2026 às 15:36 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Tribuna do Norte)

Reservatórios abaixo de 8% põem 63 mil potiguares sob risco de falta d'água
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Tribuna do Norte

NATAL/RN — Mais de 63 mil pessoas em nove municípios potiguares estão sob ameaça de desabastecimento por causa da queda severa nos níveis dos reservatórios, segundo informações publicadas pela Tribuna do Norte a partir de decreto de emergência. Os mananciais citados estariam com volumes abaixo de 8%, patamar considerado grave, com risco se estendendo até o fim de 2026 caso o quadro de estiagem se mantenha no interior do Rio Grande do Norte.

O alerta reforça um roteiro conhecido do semiárido potiguar: chuva irregular, calor intenso, evaporação alta e consumo crescente pressionam açudes e adutoras. Quando o volume cai a esse nível, a captação fica instável, a qualidade da água pode piorar e o rodízio vira alternativa para evitar o colapso total do sistema.

Mananciais em nível crítico e decreto de emergência

De acordo com a Tribuna do Norte, o decreto reconhece a gravidade da situação hídrica e embasa ações emergenciais do poder público. Reservatórios abaixo de 8% operam no chamado volume de alerta, quando cada semana sem recarga conta.

Os elementos centrais do quadro divulgado são:

  • População exposta: mais de 63 mil moradores em nove municípios do RN.
  • Nível dos mananciais: volumes inferiores a 8% em reservatórios monitorados.
  • Horizonte de risco: ameaça ao abastecimento até o fim de 2026.
  • Base legal: decreto de emergência, que facilita contratação de medidas urgentes.
  • Regiões mais sensíveis: interior do estado, onde a dependência de açudes é maior.

No Rio Grande do Norte, o monitoramento envolve órgãos como a Caern, responsável pelo abastecimento urbano, a Defesa Civil estadual e municipal, além de institutos de meteorologia como a Emparn, que acompanha chuvas e previsões para o semiárido. Até a publicação desta matéria, o detalhamento cidade a cidade ainda dependia de divulgação oficial completa.

Impacto na rotina do interior potiguar

Para quem vive no Seridó, no Oeste, no Alto Oeste e em trechos do Agreste, a falta d'água mexe com tudo: torneira fraca, caixa d'água vazia, dificuldade para cozinhar, tomar banho, manter pequenos comércios e cuidar de animais. Escolas, postos de saúde e feiras livres também sentem quando o rodízio aperta.

Em períodos assim, é comum o reforço de medidas paliativas no interior:

  • Carros-pipa: ampliação do atendimento em comunidades rurais e periferias.
  • Rodízio e manobras: alternância de bairros e distritos para equilibrar a rede.
  • Poços e adutoras: vistorias, manutenção e busca por fontes complementares.
  • Economia doméstica: orientação para reuso, conserto de vazamentos e consumo consciente.
  • Apoio social: atenção a famílias em vulnerabilidade e a produtores rurais.

O custo da crise também pesa no bolso. Sem água regular, moradores recorrem a compra de garrafões, caixas extras, bombas e pequenos reparos, enquanto agricultores veem plantações e rebanhos sofrerem com a escassez.

O que acontece agora

A expectativa é que o Governo do Estado, as prefeituras envolvidas e a Caern divulguem o plano operacional para cada município: calendário de abastecimento, pontos de apoio, cronograma de carros-pipa e metas de recuperação dos mananciais. A Defesa Civil costuma atuar no reconhecimento das áreas mais críticas e na articulação de ajuda emergencial.

Para o leitor potiguar, a orientação prática é acompanhar os canais oficiais da Caern e das prefeituras, registrar faltas prolongadas, relatar vazamentos e adotar uso racional sem cair em estoque excessivo que prejudique vizinhos. Novos boletins de volume dos açudes e previsões da Emparn devem indicar, nas próximas semanas, se o cenário estabiliza ou exige medidas mais duras até a próxima quadra chuvosa.

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Fonte da Informação Veículo de origem: Tribuna do Norte (via RSS)
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