Senado abre discussão da PEC que pode encerrar a escala 6x1
Senado inicia nesta terça as sessões de debate da PEC sobre o fim da escala 6x1, tema que afeta comércio, saúde e serviços no RN e em todo o país.
Por Tribuna RN
Publicado em 06 de outubro de 2026 às 11:15 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Tribuna do Norte)

NATAL/RN — O Senado inicia nesta terça-feira, 6, as discussões em plenário da Proposta de Emenda à Constituição que trata do fim da escala de trabalho 6x1 no país. A análise acontece dois dias após o primeiro turno das eleições municipais e nacionais de 2026 e marca a retomada da agenda econômica e trabalhista em Brasília. A condução do calendário cabe ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá.
Segundo a Tribuna do Norte, Alcolumbre agendou três sessões de discussão da proposta. O rito é próprio das PECs e serve para amadurecer o texto antes de qualquer votação: há debates em plenário, manifestações de líderes e ajustes de redação, sem decisão imediata nesta terça.
O que entra em debate em Brasília
A escala 6x1 prevê seis dias de trabalho para um dia de descanso, modelo ainda comum no comércio, em supermercados, farmácias, bares, hotéis, hospitais e serviços de segurança. A proposta em discussão no Senado pretende rever essa lógica e ampliar o tempo de descanso semanal do trabalhador brasileiro.
- Onde ocorre: plenário do Senado, em Brasília, com transmissão oficial da Casa;
- Quando começa: nesta terça-feira, 6, com três sessões de discussão previstas pelo presidente Davi Alcolumbre;
- O que é discutido: Proposta de Emenda à Constituição que trata do fim da escala 6x1;
- Fase atual: debate inicial, sem votação marcada para esta terça, segundo o relato de referência.
De acordo com a cobertura consultada, a escolha da data tem leitura política: passado o primeiro turno, o Congresso retoma temas de impacto direto no cotidiano para testar o humor das bancadas antes de levar qualquer texto ao voto.
Impacto direto na rotina do RN
No Rio Grande do Norte, o efeito de uma mudança na jornada seria sentido primeiro onde a escala 6x1 é regra. Na Grande Natal, comerciários do Alecrim, do Centro e dos shoppings da Hermes da Fonseca e da Roberto Freire, além de atendentes de farmácias e supermercados da zona Norte e da zona Sul, trabalham nesse regime. No Oeste, Mossoró concentra operadores do comércio do Centro e do Alto de São Manoel. No Seridó, Caicó e Currais Novos têm forte presença de servidores do comércio e de plantonistas da saúde.
Para esses profissionais, a discussão envolve pontos práticos que devem ser detalhados nas próximas sessões:
- Folgas e escalas: como ficam domingos, feriados e rodízios em lojas, hotéis do Litoral Sul e pousadas de Tibau do Sul;
- Plantões essenciais: hospitais, UPAs, Samu, Corpo de Bombeiros e segurança pública, que funcionam sem interrupção na Grande Natal e no interior;
- Custo para pequenos negócios: bares, lanchonetes e mercadinhos de bairro em Natal, Parnamirim, Macaíba e Mossoró, que operam com equipes enxutas;
- Fiscalização: papel do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho, que já atuam no RN em jornadas e condições de trabalho.
Especialistas ouvidos habitualmente nesse debate ponderam que qualquer transição exigiria regra de adaptação por setor, para não fechar postos nem sobrecarregar quem fica. Até a publicação desta matéria, o texto final da PEC ainda passava por discussão, sem redação definitiva votada.
O que acontece agora
O próximo passo é acompanhar as três sessões de discussão no Senado e verificar se o texto ganha parecer favorável para avançar. Propostas de emenda exigem quórum qualificado e dois turnos de votação em cada Casa, além de análise na Câmara, o que torna o caminho longo até eventual promulgação.
A orientação para o trabalhador potiguar é acompanhar os canais oficiais do Senado, dos sindicatos do comércio e das federações patronais, onde devem sair notas técnicas sobre jornada, banco de horas e descanso semanal. A Tribuna RN seguirá apurando os desdobramentos em Brasília e o reflexo nas lojas, hospitais e serviços da Grande Natal, do Oeste e do Seridó, com atribuição às fontes e sem antecipar regra que ainda não foi votada.
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