Sindicatos criticam calendário de pagamento do RN e falam em prejuízo
Entidades dizem que divisão da folha de aposentados e pensionistas entre 1º e 2 de outubro pode gerar juros e atraso de contas para servidores no RN.
Por Tribuna RN
Publicado em 30 de setembro de 2026 às 15:00 • 2 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Tribuna do Norte)

NATAL/RN — O calendário de pagamento do Governo do Rio Grande do Norte para aposentados e pensionistas virou alvo de críticas de sindicatos de servidores nesta quarta-feira, dia 30. Pelo cronograma divulgado, aposentados recebem em dois dias, 1º e 2 de outubro, enquanto os pensionistas têm depósito previsto para o dia 2. Segundo as entidades representativas, o fatiamento pode provocar atraso de contas, cobrança de juros e dificuldade no planejamento das famílias.
De acordo com a apuração da Tribuna do Norte, os sindicalistas apontam prejuízo financeiro direto a quem depende do contracheque no início do mês. O debate atinge em cheio milhares de lares da Grande Natal e do interior, do Oeste ao Seridó, onde o salário do funcionalismo movimenta comércio, feiras e serviços logo nos primeiros dias.
O que prevê o calendário questionado
Conforme divulgado pelos canais oficiais e repercutido pelas entidades, a folha deste ciclo foi dividida por grupos de beneficiários, e não paga em data única.
- Aposentados: depósitos nos dias 1º e 2 de outubro, conforme faixa do cronograma.
- Pensionistas: valores previstos para o dia 2 de outubro.
- Queixa central: risco de juros, multas e atraso em boletos com vencimento no dia 1º.
- Efeito prático: famílias precisam remarcar débitos automáticos e renegociar vencimentos.
- Alcance: impacto em aposentados e pensionistas de Natal e de municípios do interior.
Segundo os sindicatos, quem recebe apenas no segundo dia fica com menos margem para quitar aluguel, cartão, farmácia e parcela de empréstimo consignado sem acréscimo.
Por que as entidades falam em perda no bolso
Na avaliação dos sindicalistas ouvidos pela reportagem de origem, o problema não é só a data em si, mas a quebra de previsibilidade. Para quem vive com renda fixa, um dia de diferença muda o custo do mês.
- Contas com vencimento rígido: energia, água, internet e cartão costumam vencer entre os dias 1º e 5.
- Juros em cadeia: um boleto atrasado compromete o restante do orçamento familiar.
- Deslocamento no interior: servidor do Seridó, Alto Oeste e Vale do Açu muitas vezes viaja à sede para resolver banco e só consegue ir uma vez.
- Planejamento quebrado: mudança de última hora dificulta acordo prévio com credores.
- Cobrança das entidades: calendário unificado, divulgado com antecedência e sem fatiamento por grupo.
As entidades defendem que o Governo do Estado priorize data única no início do mês e comunique o cronograma com mais antecedência, para que o servidor programe débitos e evite encargos.
Conclusão
O impasse reacende a discussão sobre previsibilidade da folha no Rio Grande do Norte, tema sensível para a economia potiguar, já que o pagamento do funcionalismo injeta recursos imediatos no comércio da Grande Natal, do Oeste e do Seridó. Até a publicação desta matéria, o Governo do Estado não havia anunciado mudança no cronograma desta etapa. Novos posicionamentos do Executivo e das representações sindicais devem detalhar os próximos passos, incluindo eventual compensação de encargos e o calendário dos meses seguintes.
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